“Você precisa entender o que significa o desejo, as religiões o confundiram muito sobre isso”, um esclarecimento de Osho

Semana passada o tema do “desejo” como fonte do sofrimento humano foi assunto de um post aqui, com a citação de ensinamentos budistas antigos, e um evento no fim-de-semana me chamou a atenção para o perigo da interpretação que a palavra “desejo” pode sofrer no Ocidente — e o benefício que um esclarecimento adicional poderia ter nesse sentido, aqui no site. O transporte de um conceito tão importante entre geografias, culturas e épocas tão diferentes já é extremamente delicado por natureza, mas é mais ainda neste caso, pois envolve uma palavra que foi (e ainda é) tratada com abordagens distorcidas e repressivas por culturas e religiões deste lado do globo (onde não é difícil conectar o conceito de desejo à noção religiosa de “pecado” e ao sentimento de “culpa“, por exemplo).

Assim, para ajudar a desfazer compreensões equivocadas, gostaria de trazer um texto de um conhecido filósofo indiano que atravessou os continentes e se tornou popular por entender e falar abertamente sobre tudo, inclusive sobre problemas interculturais e interreligiosos — e, embora polêmico, tem sido útil e esclarecedor para muitas pessoas. “A culpa é o segredo de todas as religiões oficiais“, diz Bhagwan Shree Rajneesh, o Osho (1931-1990), no texto abaixo, intitulado “Todo Desejo é uma Escravidão“.

Quem leu os dois posts sobre o desejo como Buda ensinou (o primeiro aqui e o segundo aqui) vai notar que o desejo é tratado indiscriminadamente neste texto, ou seja, todo desejo seria fonte de mais sofrimento — mesmo aqueles que aparentemente são nobres, como o desejo de iluminação e o desejo de ajudar os outros. De uma certo ponto-de-vista, esses discursos podem não ser contraditórios. Mas fica em aberto para a consideração e vivência de cada um.

Mais uma observação. O texto é cheio de afirmações fortes, como é característico do Osho, e é preciso um pouco de cuidado. Ao ler uma frase como “Se você desejou, você caiu vítima“, é preciso compreender que se trata da identificação com o desejo experimentado, e não exatamente da existência do desejo na experiência, pois, como está explicado várias vezes na continuação do texto, se houver consciência o desejo é compreendido e então é possível que uma transformação aconteça. “Naropa diz que se você puder estar alerta, cada desejo o leva para o nirvana“.

Segue o trecho do referido artigo.

//////////

TODO DESEJO É UMA ESCRAVIDÃO” [trecho]
Por Osho, do “Livro dos Segredos”

Você precisa entender o que significa o desejo – e as religiões o confundiram muito sobre isso. Se você deseja alguma coisa do mundo, elas chamam isso de desejo. Se você deseja alguma coisa do outro mundo, elas dão um nome diferente. Isso é absurdo. Desejo é desejo! Não faz diferença qual é o objeto do desejo. O objeto pode ser qualquer coisa – deste mundo, material, ou de outro mundo, o espiritual – mas o desejar permanece o mesmo.

Todo desejo é uma escravidão. Mesmo que você deseje Deus, é uma escravidão; mesmo que você deseje liberação, é uma escravidão. E a liberação não pode acontecer a menos que esse desejar vá embora totalmente. Assim, lembre-se: você não pode desejar libertação, isso é impossível; isso é contraditório. Você pode se tornar sem desejo e, então, a libertação acontece. Mas ela não é um resultado de seu desejo. Ao contrário, ela é uma conseqüência do não-desejo.

Assim, tente entender o que é o desejo. Desejo significa que exatamente agora você não está bem, você não está à vontade. Neste exato momento, você não está à vontade consigo mesmo; e alguma outra coisa, no futuro, se satisfeita, lhe trará paz. A satisfação está sempre no futuro; nunca está aqui e agora. Essa tensão da mente pelo futuro é o desejo. O desejo significa que você não está no momento presente. E tudo o que existe é somente o momento presente. Você está em algum lugar no futuro e o futuro não existe. Ele nunca existiu, ele nunca existirá. Tudo o que existe é sempre o presente – este momento.

Essa projeção de sua satisfação em algum lugar, no futuro, é o desejo. Assim, qualquer que seja a satisfação futura é irrelevante. Pode ser o reino de Deus, o paraíso, o nirvana, pode ser qualquer coisa, mas se ela está no futuro, é desejo. E você não pode desejar no presente, lembre-se; isso não é possível. No presente você só pode existir, você não pode desejar. Como você pode desejar no presente?

O desejo conduz ao futuro, à fantasia, ao sonho. Por isso tanta insistência de Buda pelo não-desejo, porque somente no não-desejo você se move para a realidade. Com o desejo você se move para os sonhos. O futuro é um sonho e quando você projeta no futuro, você irá se frustrar. Você está destruindo a realidade do momento por sonhos futuros e esse hábito da mente permanecerá com você. Ele é fortalecido todo dia. Assim, quando seu futuro chegar, ele chegará na forma do presente e sua mente novamente se moverá para algum outro futuro. Ainda que você pudesse alcançar Deus, você não ficaria satisfeito. Do jeito que você é, isso é impossível. Mesmo na presença do divino, você se moveria para o futuro.

Sua mente sempre está se movendo para o futuro. Esse movimento da mente para o futuro é o desejo. O desejo não está relacionado com algum objeto – se você deseja sexo ou se deseja meditação, não faz diferença. O desejar é a coisa – você deseja. Isso significa que você não está aqui, significa que você não está no momento real e o momento presente é a única porta para a existência. O passado e o futuro não são portas, são paredes.

Assim, eu não posso chamar nenhum desejo de espiritual. O desejo como tal é mundano. O desejo é o mundo. Não há nenhum desejo espiritual; não pode haver. Esse é um truque da mente, uma fraude. Você não quer abandonar o desejo; então, você muda os objetos. Primeiro você estava desejando riqueza, prestígio, poder. Agora você diz que não deseja e que essas são coisas mundanas. Você as condena e aqueles que as desejam são condenados aos seus olhos. Agora você deseja Deus, o reino de Deus, o nirvana, moksha, o eterno, sat-chit-ananda, o Brahma. Agora você deseja isso e se sente muito bem. Pensa que está transformado, mas você não fez nada. Você permanece o mesmo.

Você está apenas trapaceando a si mesmo. E agora você está em uma enrascada maior, porque você pensa que isso é não-desejar. Você permanece o mesmo. A mente permanece a mesma; o funcionamento da mente permanece o mesmo. Você ainda não está aqui. Os objetos do desejo mudaram, mas a corrida, o sonho, permanece. E o sonho é o desejo – não o objeto.

Assim, tente me compreender. Eu digo que todo desejo é mundano, porque o desejo é do mundo. Assim, não é uma questão de mudar o desejo, não é uma questão de mudar os objetos. É uma questão de mutação, de uma revolução do desejo para o não-desejo – do desejo para o não-desejo, não dos velhos desejos para novos desejos, dos desejos mundanos para desejos de outro mundo, dos desejos materiais para os desejos espirituais; não! Do desejo para o não-desejo é a revolução!

Mas como se mover do desejo para o não-desejo?

Você só pode se mover se houver algum desejo. Se algum motivo vantajoso, alguma ambição, algum ganho existir, somente então você pode se mover do desejo para o não-desejo. Mas, então, você não está de forma alguma se movendo. Eu digo que com o não-desejo você atingirá bem-aventurança eterna. Isso é certo – que com o não-desejo a bem-aventurança eterna acontece. Mas se eu digo para você que com o não-desejo você ganhará a felicidade eterna, você tornará isso um objeto de desejo e, então, você perderá completamente o ponto. Ela não é o resultado, mas a conseqüência de uma profunda compreensão.

Assim, tente entender que com o desejo existe miséria e não pense que você já sabe disso. Você não sabe; do contrário, como você pode se mover para o desejo? Você ainda não se tornou consciente que desejo é miséria, que desejo é inferno.

Fique consciente! Quando você desejar alguma coisa, fique consciente. Então, mova-se com o desejo em alerta total e, então, você chegará no inferno.

Todo desejo leva à miséria, quer seja satisfeito ou não. Se satisfeito, ele leva mais cedo; não satisfeito ele leva mais tempo – mas todo desejo leva à miséria. Fique alerta de todo o processo e mova-se com ele. Não há pressa, porque nada pode ser feito com pressa e crescimento espiritual não é possível com pressa. Mova-se lentamente, pacientemente. Olhe todo desejo e, então, olhe como todo desejo se torna uma porta para o inferno. Se você estiver vigilante, mais cedo ou mais tarde você compreenderá que desejar é um inferno. No momento em que essa compreensão acontecer, não haverá desejo. De repente, o desejo desaparecerá e você estará em um estado de não-desejo. Eu não disse sem-desejo, eu simplesmente disse “não-desejo”.

Você não pode praticar isso, lembre-se; somente os desejos podem ser praticados. Como você pode praticar o não-desejo? Você não pode praticá-lo, você só pode praticar os desejos. Mas se você ficar alerta, você se tornará consciente de que eles levam à miséria. E quando cada desejo leva à miséria, quando isso se torna uma compreensão para você – não mera opinião e conhecimento, mas um fato compreendido –, o desejo desaparece, ele se torna impossível. Como você pode se conduzir para a miséria? Você sempre está se conduzindo para a felicidade – pensando que está – e sempre se movendo para a miséria. Isso está acontecendo há vidas e vidas. Você sempre pensa que isso ou aquilo é a porta do paraíso; e depois que você entra, sempre se dá conta de que aquilo é o inferno. E tem sido assim, sem nenhuma exceção; esse é sempre o caso.
Mova-se com atenção em cada desejo e permita que todo desejo o leve à miséria. Então, de repente, um dia a maturidade lhe acontecerá. Esse amadurecimento acontecerá a você: você compreende que todo desejo é miséria.

No momento em que você compreende isso, o desejo desaparece. Não existe necessidade de fazer algo então; o desejar simplesmente cai, murcha e você está em um estado de não-desejo. Nesse não-desejo o nirvana existe, a absoluta felicidade perfeita existe. Você pode chamar isso de Deus, de reino de Deus ou do que quer que você escolha chamar, mas lembre-se bem de que isso não é um resultado de seu desejo. É uma conseqüência do não-desejar e o não-desejar não pode ser praticado.

Aqueles que “praticam” o não-desejo, estão iludindo a si mesmos. Há muitos pelo mundo todo – bhikkhus, saniássins – que estão praticando o não-desejo. Você não pode praticar o não-desejo; nenhuma coisa negativa pode ser praticada. Por baixo, eles estão desejando, estão ansiando por Deus, pela paz que acontecerá, pela bem-aventurança que está esperando por eles em algum lugar, no futuro, além da morte. Eles estão desejando; eles chamam seus desejos de “desejos espirituais”.

Você pode enganar a si mesmo muito facilmente. As palavras são muito enganosas e você pode racionalizar. Você pode chamar um veneno de ambrosia, e quando você o chama ambrosia ele lhe aparece ambrosia. As palavras hipnotizam; isso é uma coisa. Mas esse sentimento, essa compreensão de que o desejo é miséria, deve ser seu.

Mary Stevens escreveu em algum lugar que ela estava visitando a casa de um amigo e a filha de seu amigo era cega. Mary Stevens ficou muito confusa porque a garota dizia: “Ele é feio! Eu não gosto dele!”. Ou então: “A cor deste vestido é linda!”.

Como ela era cega, Mary Stevens perguntou: “Como você sente que alguma coisa é feia e que uma cor é bela?”

A garota disse: “Minhas irmãs dizem isso para mim.”. Isso é conhecimento.

Buda disse que desejo é miséria e você continua repetindo. Isso é conhecimento. Você está desejando e você nunca viu que o desejo é miséria. Você simplesmente ouviu Buda dizer. Isso não funcionará. Você está simplesmente desperdiçando sua vida e oportunidade. Sua própria experiência pode transformá-lo; nada mais transforma. O conhecer não pode ser tomado emprestado. Se for tomado emprestado, trata-se apenas de uma fraude. Parece real conhecimento, mas não é. Mas por que nós seguimos um Buda ou um Jesus? Por quê? Por causa de nossa cobiça. Olhamos para os olhos de Buda e eles são tão pacíficos que a cobiça surge, o desejo de saber como atingir aquilo. Buda é tão bem-aventurado – sempre em êxtase. Um desejo surge: como ser como um Buda? Nós também desejamos tais estados.

Então, continuamos perguntando como Buda alcançou aquilo, como aquilo acontece. O “como” cria muitos problemas, porque então Buda dirá que aquilo acontece no “não-desejo”. E ele está certo, aquilo aconteceu no não-desejo. Mas quando escutamos que no não-desejo aquilo acontece, começamos a praticar o não-desejo, começamos a abandonar os desejos e todo o esforço é um desejo para ser como um Buda.

Buda não estava tentando ser como algum outro; ele não estava pedindo para ser um buda. Ele simplesmente estava tentando entender a sua própria miséria – e quanto mais compreensão despertava nele, mais a miséria desaparecia. Então, um dia, ele veio a entender que o desejo é veneno. Se você desejou, você caiu vítima: agora não há possibilidade de você estar feliz. Você só pode ter esperança – esperança e frustração; então, mais esperança e mais frustração. Esse será seu círculo. E quando você fica mais frustrado, você espera mais, porque esse é o único consolo. Você continua se movendo no futuro, porque, no presente, você sempre teve frustração – e a frustração está chegando por causa de seu passado.
No passado, este presente era o futuro e você esperava por ele. Agora ele é uma frustração. Então, você espera novamente pelo futuro; e quando ele se tornar o presente, você novamente ficará frustrado. Então, você esperará novamente. Então, mais frustração, mais esperança; e com mais esperança, ainda mais frustração. Isso é um círculo vicioso. É isso o que é a roda do sansara.

Mas nenhum buda pode lhe dar seus olhos. E é bom que eles não possam ser dados a você; do contrário, você permaneceria sempre uma fraude, eternamente. Então, você nunca se tornaria autêntico. É bom sofrer, porque somente através do sofrimento você se tornará autêntico e real.

Assim, a primeira coisa: mova-se com seus desejos de forma que você possa compreender o que eles são. Experiencie qualquer sofrimento que esteja escondido ali. Deixe aquilo ser relevante para você.

Somente isso é austeridade – somente isso é tapascharya.

Naropa diz que se você puder estar alerta, cada desejo o leva para o nirvana. E esse é o sentido, porque se você está alerta, você sabe que todo desejo é miséria. E quando você esquadrinhou cada canto e esquina do desejo, de repente você pára. Nessa parada, o acontecimento; e ele sempre esteve presente. Esse acontecimento sempre está esperando por você, esperando para encontrá-lo no presente. Mas você nunca está no presente, você está sempre sonhando. A realidade o sustenta: por causa do real você está vivo, por causa do real você existe. Mas você continua se movendo no irreal. O irreal é muito hipnótico.

Eu ouvi uma piada judia…
Dois velhos amigos se encontraram depois de muitos, muitos anos. Então um amigo disse para o outro:
– Eu não o vejo há vinte e cinco anos. Como está seu filho, seu menino Harry? – O outro disse:
– Ele é um grande poeta. Por toda essa terra sua voz é ouvida, suas canções são cantadas e aqueles que conhecem poesia dizem que, mais cedo ou mais tarde, ele irá se tornar um laureado do Nobel. – O outro amigo disse:
– Maravilhoso! E conte-me sobre seu segundo filho, o Benny. Como ele está? – O amigo disse:
– Eu estou tão feliz com meu segundo filho. Ele é um líder, um grande líder político. Milhares e milhares o seguem e estou certo de que, mais cedo ou mais tarde, ele será o primeiro-ministro deste país. – Então o amigo disse:
– Meu Deus! Que afortunado você é! E com relação a seu terceiro filho, Izzie? – O pai ficou muito triste e disse:
– Izzie? Ele ainda é Izzie. É um alfaiate. Mas eu lhe digo que se não fosse por Izzie, todos nós estaríamos morrendo de fome.

Mas o pai estava triste, porque Izzie era apenas um alfaiate. E o poeta e o grande político, o grande líder – eles são sonhos. Izzie é a realidade – o alfaiate. “Mas se não fosse Izzie, nós todos estaríamos morrendo de fome.” – ele disse.
Você não poderia existir se não fosse por este momento. Isso é real. Mas você nunca está feliz com isso. Você está feliz em seus sonhos, com o futuro, com laureados do Nobel, primeiros-ministros… Neste momento, “Izzie é apenas um alfaiate!”. Sua realidade está onde você está enraizado; seus sonhos não são seu chão. Eles são falsos. Chegue a um acordo com sua realidade no momento presente. Encontre-a, encare-a, seja ela qual for; e não permita que a mente se mova para o futuro. O futuro é o desejo. Se você puder estar aqui e agora, você é um buda. Se você não puder estar aqui e agora, então tudo é apenas matéria de sonho.

E você terá de voltar, porque os sonhos não o levam a nenhum lugar. Eles só podem levá-lo para a esperança e para a frustração, mas nada real acontece através deles. Mas lembre-se de minha advertência de que você não pode imitar.

Você terá de passar através do sofrimento. O sofrimento é o caminho. Ele o purifica, ele o torna alerta, ele o torna consciente. Quanto mais consciente, menos você é preenchido de desejo. Se você está perfeitamente consciente, nenhum desejo acontece e a meditação não significa nada mais do que consciência perfeita.

//////////

Foto por sambukot (licença de uso BY-NC-SA Creative Commons)

Assuntos desse conteúdo
, ,
Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog, terapeuta na Hridaya Terapia (São Paulo) e proprietário do Dharma Office.

56 Comentários

  • SE NÃO HOUVESSE O DESEJO? NÓS NÃO ESTARÍAMOS AQUI PARA COMENTAR.

    DEPOIS APRENDER A SEPARAR O JOIO DO TRIGO;

    VIVER É EVOLUIR DIA POR DIA; A EVOLUÇÃO DOS HUMANOS NÃO DÁ SALTOS;

    MEDITAR SOBRE A QUESTÃO É PRECISO, AVALIAR O NOSSO APRENDIZADO SE FAZ NECESSÁRIO E SÓ ASSIM CONSEGUIREMOS NOS TORNARMOS HOJE, MELHORES DO QUE ONTEM E AMANHÃ SEREMOS MELHORES DO QUE HOJE, NAMASTE

    • Texto confuso??? Não é confuso de forma alguma…. é que na verdade lhe falta discernimento e sensibilidade para compreendê-lo… Mas não se preocupe!!! Essa confusão é muito corriqueira, e é o mal que acontece a todas as religiões, com todos os mestres…. É muito simbólica a sua confusão, achar que o discurso é confuso…. é o que acontece com a maioria dos humanos, que longe estão de compreender a verdade…..

  • Obrigado por esse texto do Osho. Uma exposição muito clara e exaustiva do mecanismo do desejo. Acho que está aí tudo o essencial para a compreensão do tema. E com uma linguagem muito simples e direta. Deixa claro que o processo do desejo é sempre o mesmo independentemente do seu objeto. Espirito e matéria, sagrado e profano… não devemos deixar-nos iludir com palavras e conceitos. O ego não deixa de ser o que é apenas porque muda o seu objeto de desejo. A divisão que provoca na mente é sempre a mesma: isola-nos da realidade viva e presente a favor de abstrações que nunca poderão satisfazer o coração. O importante é regressar a nós mesmos e à nossa experiência real e presente em vez de andar atrás de promessas e fantasias. O que nos falta será encontrado naquilo que já temos. Namasté!

  • Muitíssimo elucidadativa a questão do desejo , posta por Osho.Contudo, creio que o desejo ao qual se refere , trata-se do desejo com apego , particularmente aos resultados.Acredito que o desejo sem apego é o que nos pode mover em direção á experiência do real.Sem nenhum desejo não nos moveríamos em direção alguma, sequer em direção á compreensão do desejo-única forma de chegar ao não desejo.
    Obrigada, mais uma vez,Nando!
    Abraços.

  • Oi Nando,

    Acho que a melhor abordagem para questão foi feita por Rodney Downey , desejo que Buda se referia era no verdade ”sede”.

    A Segunda Nobre Verdade se refere à razão da vida ser assim, e isso é geralmente traduzido como desejo. Mas nós teríamos uma vida muito estranha se não tivéssemos desejos. Não é o que o Buda falou. A palavra que o Buda usou foi trishna e significa “sede”. Nas palavras do próprio Buda isso foi descrito: “É como um homem vagando no deserto por muitos dias, sedento por água”. Isso também é a sede do “eu quero” e do “eu não quero”, e é por isto que todos nós sofremos.

    O que é este “eu quero” e “eu não quero”? O que isso indica? Significa que não estamos satisfeitos com este momento, “agora”. Porque se estivéssemos “aqui” (Rodney bate no chão), não haveria “querer” nem “não querer”. Simplesmente haveria este momento, agora. O Buda, utilizando-se deste exemplo, estava dizendo: “Esteja com este momento”. O momento em que você quer ou não quer é o momento em que você deixa o agora, o momento presente, e aí, então, isso leva ao sofrimento.

    Então, esse desequilíbrio que temos faz com que nunca estejamos no momento e, não estando no momento, isso leva ao sofrimento. É muito simples. Agora você pode examinar a sua própria vida a partir dessas palavras.

    http://sobrebudismo.com.br/as-quatro-nobres-verdades-outra-perspectiva/

    • Oi Luis,

      É uma abordagem interessante.

      Esse é um ensinamento bastante revisado e por isso esse tema requer um aprofundamento constante. É difícil afirmar o que o Buda realmente disse, quanto mais o que ele quis dizer (e isso piora em algumas ocasiões). O Budismo Theravada, que é a fonte dessa tradução, usa o Pali, por isso “tanha”. O Budismo que usa o sânscrito (trishna é a referência em sânscrito) foi o que viajou à China (segundo alguns registros) e então ao Tibete. Acho que, no fim, se referem à mesma coisa, e não é exatamente esse o maior problema.

      Mas fiquei em dúvida no exemplo do deserto: o que faria um homem com sede no deserto se não procurar água? Qual é o nirvana nessa situação?

      Saudações!
      Nando

    • Oi Nando, a explicação sobre o nirvana tá no restante do texto, clica no link.

      Então, esse desequilíbrio que temos faz com que nunca estejamos no momento e, não estando no momento, isso leva ao sofrimento. É muito simples. Agora você pode examinar a sua própria vida a partir dessas palavras.

      Mas o Buda não parou por aí. Ele nos deu uma cura para este “não estar no momento”, este sofrimento. Esta cura é a Terceira Nobre Verdade, que é a verdade mais mal entendida de todas.

      Ele fala do Nirvana ou Nibbana, que é uma palavra que é usada em todas as línguas nos dias de hoje, mas ninguém sabe o que significa. A palavra é muito simples. Significa expirar, apagar – como apagar uma vela. Muito simples! O Buda apenas usava palavras simples, mas mesmo assim elas foram totalmente mal compreendidas, porque geralmente ela é traduzida como extinção do desejo. Correto? Não significa de modo algum isto.

      No tempo do Buda, a palavra nirvana, apagar, significava simplesmente isto: apagar. Mas havia uma grande diferença. De acordo com a ciência e a filosofia do Vedanta, quando você apaga uma chama, como em uma vela ou em uma lâmpada de óleo, você diz que a chama ficou livre. Quando você acende uma vela, você captura a chama, como se a colocasse numa gaiola. Então, em “nossa” idéia de apagar uma vela nós dizemos “extinguir” ou “matar”; mas, na época do Buda, apagar uma chama significava libertá-la. Da mesma forma como seu “bolo”; coisas completamente diferentes!

      Então, o Buda nunca disse algo como matar os seus desejos; ele falava da libertação ou liberdade deste apego ao “eu quero” ou “eu não quero”. Quando você abandona isso, então a sua vida entra num equilíbrio. Aí, então, você está completamente livre. Este é um ensinamento maravilhoso, porque ele é prático e você pode vê-lo em sua própria vida.

      Se você sempre está no momento, você não pode sofrer, você está livre para ir para o próximo momento, livre para seguir para o próximo momento, sempre totalmente livre, sem estar preso no “eu quero” ou “eu não quero”. E é isso que o Buda ensinava. Ele, então, nos deu o Caminho Óctuplo como uma forma de alcançar isso. Da mesma forma como as pessoas dizem hoje: “Como eu posso levar esta prática para a minha vida?”, o Buda nos deu a resposta. É o Caminho Óctuplo: A Compreensão Correta, o Pensamento Correto, a Linguagem Correta, a Ação Correta, os Meios de Vida Correto, o Esforço Correto, a Vigilância Correta, a Concentração Correta. Mas cuidado com a palavra “correto”, porque “correto” implica que há um “errado”, e o Buda não usava a palavra desta forma; o Buda não falava desde um ponto de vista dualista.

      Uma palavra melhor do que “correto” é “apropriado”. Linguagem Apropriada, Pensamento Apropriado, Compreensão Apropriada, etc. Vamos, então, apenas examinar um desses fatores, utilizando a palavra “apropriada” ao invés de “correta”. Linguagem Apropriada significa não falar mal de uma outra pessoa, não utilizar palavras para se mostrar, não utilizar palavras para sugerir algo que não é correto. Há muitos exemplos em suas vidas. Simplesmente falar demais é uma linguagem inapropriada. Podemos falar que ler demais também é uma linguagem inapropriada, ou ver televisão demais também seria linguagem inapropriada.

      O que o Buda quis fazer ao ensinar sobre essas várias ações não apropriadas foi nos dar um instrumento para examinarmos as nossas próprias vidas. O que significa “apropriado” em termos de nossa vida? Significa Linguagem, Ação e Pensamento que nos ajudam a nos livrarmos de nosso desequilíbrio, de nosso dukkha.

      O Caminho Óctuplo usado apropriadamente irá nos ajudar a colocar a nossa vida em equilíbrio. Isso não é algum ensinamento esotérico, nem aquilo que freqüentemente acontece no ensinamento mal compreendido sobre o que o Buda ensinou.

      As Quatro Nobres Verdades são muito práticas, baseadas na vida real. É um ensinamento sobre como viver a sua vida. E posso assegurar a vocês, que se lerem qualquer ensinamento do Buda que parecer muito distante de sua vida agora, isso é uma tradução ruim. Porque o Buda era um homem prático e inteligente, que olhava profundamente para o que fazemos conosco. A partir daí, ele nos ofereceu um modo de sair disso. Espero que isso que falei sobre as Quatro Nobres Verdades tenha lançado um pouco de luz. Muito obrigado!

  • É um ótimo, lindo, e espetacular texto. No entanto, esse texto não foi escrito por Osho, ele nunca deixou nada escrito e além do mais ele não fala assim, fazendo perguntas em sua própria resposta e com esse ‘sotaque’ literário. As palavras desse texto pode ter apenas 50% de extração das palavras de Osho. Pois Osho nunca abordou o desejo, como um único ‘tema’, em todas suas ‘palestras; videos’ em que sitou desejo, nos mostrava a diferença entre desejo e vontade, que em sua lucidez são duas coisas completamente diferentes.

    –Aposto duas jujubas que este texto é daquele britânico(cujo esqueci o nome…;e divulgava Osho na Europa, em seus primórdios.)
    NAMASTE

    • Grande CRÍTICO!

      Infelizmente não vou aceitar sua aposta. Talvez você deva apostar com a Osho International Foundation, o centro e a única responsável por todos as publicações de trabalhos e das palavras do Osho no mundo. E uma das fontes originais que divulga e publica esse texto acima (em inglês):

      http://www.osho.com/library/online-library-desire-fulfillment-liberation-a43543ef-14b.aspx

      Há outras fontes também, a maioria referindo ao capítulo 46 do “Livro dos Segredos”. Você deve ter escrito isso por força da expressão (ou do desejo?), pois obviamente já sabe disso, mas apenas para esclarecimento dos outros leitores, o Osho não escreveu os livros que assina, eles são transcrições de seus discursos feitas por discípulos e pela entidade mencionada. A maioria, ou talvez todos, os livros que já li dele tem o lugar e a data exata do discurso, e alguns deles podem ser conferidos em vídeos, divulgados também pela Osho International Foundation (há alguns trechos e trailers no YouTube).

      Não sei como você calculou o percentual, mas o texto se parece em boa parte com os discursos que conheço do Osho, inclusive com anedotas, a referência religiosa e a menção a outros sábios (como Naropa). Algumas expressões são um pouco diferentes, mas eu não poderia afirmar que não é dele ou que foi distorcida ou algo assim, ainda mais sendo uma publicação oficial. Mas você parece conhecer mais a fundo, se tiver dados que comprovam isso, peço que divulgue, para o benefício de todos.

      PS: O tema da vontade vs desejo é interessante e pode ajudar nos esclarecimentos sobre o desejo que motivaram o post. Vou buscar um discurso dele que trate disso – se você tiver alguma sugestão, poderia escrever aqui? Obrigado.

      Namastê!
      Nando

    • Saudações Sr. Pereira.
      Desconsidere minha aposta. Jujubas? uahauhauhuah
      –Foi uma piadinha, mas admito que reli e vi que foi sem graça. mil perdões.

      Então vamos lá, primeiramente, eu não poderia refazer esta aposta a “Osho International Foundation”, pois monetizaram as palavras de Osho, e à partir do momento em que suas palavras
      saem dos videos e vão para o papel ou sites, há uma rusga, por que o mesmo não teria deixado nada escrito para originalizar a sua literatura, explicado por ele mesmo, que se o fizesse, excluiria o seu semblante. Então, tudo que lê( e não “vê” e “ouve”) de Osho, é algo manipulado ou criado para ficar graficamente ou “impressamente”(#do impresso) aceitável ao leitor, praticamente nada mais. Nas publicações por sua vez, e não divulgação de suas mensagens, tendo controle absoluto de implantar a seu bel prazer, novos métodos, filosofias, “pseudo-provas” etc.

      [um exemplo de omissão por parte dos blá bláh osho fundation]
      No que me lembra a crise da meditação latihan(não vou explicar como consiste este método, desculpa), derivado do método vipassana, onde o próprio Osho diz em videos para iniciantes da meditação não fazer pois em meados de 80, alguns de seus sannyasin desenvolveram: um tipo de sindrome, onde não conseguiam parar de fazer essa técnica, um tipo de toque, paranoia, cacuete, tique sei lá. Hoje em dia, a Osho International Foundation não reconhece essa meditação, apenas a dinâmica e a kundalini que é uma espécie de “latihanzinho” promovendo catarse e embriaguez no praticante, em proporções menores. Já o Sr., por seu grande conhecimento nos trabalhos de Osho, irá confirmar isso.

      No entanto, fui em busca de contatos e fontes que poderia lhe mostrar o real ponto de vista, porém, o canal da Osho International Foundation no Youtube, também foi monopolizado, tendo em vista, que teria de pagar para ver os seus videos ou palestras de maior duração, que são mais “autênticos” livres de edições e cortes. Em outro ponto, cuja é de uma tremenda tristeza, o blog HolosGaia, que talvez o Sr. já deve ter ouvido falar ou conhece, foi excluído pelo google, e lá constava fontes seguras, que poderia lhe provar, mas como HolosGaia deixou de existir e no Youtube precise pagar, ficarei de colocar as fontes, então o mais provável que aconteça é que minhas palavras sejam jogadas ao léu.

      Em suma, o cálculo percentual, foi determinado pela seguinte questão: por que o Osho faria um texto meia boca? Em seus videos ele sempre adotou temas inteiros. Se “ele” “escreveu” apenas uma parte que é o “desejo”, onde está a outra metade?!

      E aqui está: http://www.youtube.com/watch?v=ru6RRkwgiWo

      Namaste

      Obs: Desculpe-me por ter escrito o texto com pressa, sem explicações e maior detalhes e com alguns erros de escrita.
      Abraços

    • Entendo sua precaução, aceito que pode haver desvirtuamentos, talvez até com uma intenção excusa como você aponta, mas não é possível levar isso a sério sem uma evidência maior. O caso da latihan é compreensível que seja preservado, porque é uma técnica delicada e que necessita de instrução pessoal. Neste caso, a preservação pode ter sido benéfica. Não é uma conclusão, é uma tentativa de entender porque justamente ela.

      Minha visão sobre o “rasgo” que você toma como certo é um pouco diferente. Existem realmente muitos vídeos do Osho, ele sabia que estava sendo filmado, muitas das sessões eram em salas pequenas, não tem como ele não ter autorizado. Alguns livros também foram editados e publicados enquanto ele era vivo. Você assume que ele não se deixaria registrar sem “seu semblante”, mas ele deixou, e pelo que eu conheço dele, ele se deixaria registrar, pois não acredita que a mensagem esteja travada numa forma humana. Se há algum engano na interpretação, ou perda do teor total de uma palestra, isso acontece com todo mundo, em todas as ocasiões, desde antes de Buda. Mas imagine então no caso de Buda, com tradição oral.

      Se há má intenção, aí é que eu acho que tem que ter mais evidência, ou preferencialmente prova. Se acontece mesmo e é uma prática em série, não deve ser difícil comprovar, basta fazer correspondências entre alguns vídeos e as transcrições dos livros. Porque senão estamos todos confiando em publicações que são oficiais e que tem correspondências literais que podem não ser.

      O vídeo que você enviou como sendo a resposta e a outra metade do quebra-cabeça, é da mesma Osho Foundation que você criticou. Então me desculpe, mas acho que não entendi seu ponto. No seu comentário você diz que é um texto “ótimo, espetacular, lindo”, mas era um sarcasmo pesado, né? Porque você depois diz que é um “texto meia-boca”. Não é fácil lidar com esse tipo de participação, gostaria que você entendesse. Se coloque em meu lugar e também no dos outros leitores.

      Não estou defendendo o Osho nem a Foundation, estou tentando apenas buscar o que é verdadeiro. Todos aqui se beneficiariam e se beneficiam disso.

      PS: De qualquer maneira, enquanto isso, podemos ler o texto e, como diz Agostinho da Silva, pensar por nós mesmos. E falar mais da sua essência.

      Saudações,
      Nando

    • OK, perdoem-me se eu os
      ofendi de algum modo.
      E Não, não foi sarcasmo.

      É só q… àh deixa pra lá.
      >.<
      Obs: Caracoles, isso
      acabou virando um duelo
      de textos =/
      Como diz Agostinho da Silva, vamos pensar por nós mesmos."

      Fica na paz, abraços

    • Está tudo bem. O assunto é importante, é natural todos quererem se fazer entender.

      Fora uma ou outra participação (rs), não há nada pessoal. A conclusão sobre o sarcasmo foi pq você disse de fato que era espetacular, depois que era meia-boca, realmente não entendi. Apenas isso. Os outros pontos são simples, também apenas minha visão objetiva sobre o que foi levantado.

      O que lamento é que nem estamos mais falando sobre o assunto essencial do post.

      ABS,
      Nando

    • “O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos,como algo separado do resto do universo numa espécie de ilusão de óptica de sua consciência. e essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos a ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas.
      Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão ampliando nosso circulo de compaixão para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo mas, lutar pela sua realização, já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.”
      -Albert Einstein

      “Por que recuar no momento em que precisaremos enfrentar justo aquilo que nos anima, nos caracteriza? No dia em que aceitarmos essa confrontação, a paz nascerá para nós. Os medos vão diminuir e a felicidade passará a fazer parte, pouco a pouco, de nossa existência.”
      -Dalai Lama

  • Agradecendo (foi bom reler esse discurso – Gasshô) – e compartilhando um tantinho mais de Osho:

    ” É você que se esconde
    Você pode se encontrar porque é você que se esconde
    A iluminação não é algo a ser alcançado, é algo a ser vivido.
    Quando afirmo que alcancei a iluminação, quero dizer simplesmente que resolvi vivê-la. Só isso! E desde então a tenho vivido. É a decisão de não querer mais criar problemas – só isso. É a decisão de parar com toda essa besteira de criar problemas e encontrar soluções.
    Toda essa baboseira é um jogo que você joga consigo mesmo – você se esconde e você mesmo procura, interpretando os dois papéis. E você sabe disso! É por isso que, quando falo disso, você ri.
    Não estou falando de nada ridículo – você compreende. Está rindo de si mesmo. Observe-se rindo, veja seu sorriso – você compreende. Tem que ser assim porque é seu jogo: você se esconde e aguarda ser descoberto por si mesmo.
    Pode se encontrar agora mesmo, porque é você que se esconde. É por isso que os mestres zen batem na cabeça das pessoas. Sempre que alguém diz: “Eu gostaria de ser um Buda”, o mestre fica muito zangado. Pois a pessoa está dizendo bobagem. Ela é um Buda.
    Se o Buda vem até mim e pergunta como ser um Buda, o que posso fazer? Bater-lhe na cabeça. “Quem você acha que está enganando? Você é um Buda.”

    OSHO, em “A Música Mais Antiga do Universo”

    Boa sorte, Norma

    Nando: Eu vi um Estado Búdico por aqui, eu vi sim … :)

  • Sim, LUIS! E eu o li como se fosse um Gossho.

    O texto postado por você é DESLUMBRANTE. Tem muita LUZ!
    Tradução literal do verbo “deslumbrar”: Ofuscar a visão por demasiada luz, no sentido conotativo; ficar cego de entusiasmo,emoção!

    Passasse ‘eons ‘e de repente, 2 vezes no mesmo dia, todo esse fulgor…
    Salvado-o. É muito bonita a metáfora da chama e a senti pela pele, já que me arrepiei ao lê-la. Grata.
    Gasshô, Norma

  • Adorei o texto. Sempre desejei alcançar a iluminação e de tanto desejar, passei a vida procurando por todos os caminhos e nunca parando de procurar. Agora entendi que devo cessar com esse e todos os outros desejos se realmente quiser alcançar a iluminação. Tenho que simplesmente ser sem desejo. Muito obrigado!

  • Grato, Nando, pelo excelente texto para meditação.

    Saudações a todos!

    “PRIMEIRO DESENVOLVEMOS UM “EU”, DEPOIS O ENTREGAMOS A DEUS”. (Sri Prem Baba)

    Nós não podemos compreender e muito menos, desfrutar, os “Tesouros do Céu” a partir dos esforços de nossa mente egocentrada em um “eu”.

    A Suprema Felicidade está além do “eu”, está além do que podemos imaginar, desejar ou sonhar para a “felicidade” do “nosso eu”.

    Nossos desejos humanos são grandes obstáculos para que aconteça a Felicidade Perfeita em “nossa” experiência pessoal. Portanto, não é possível conquistar com nosso próprio esforço a Felicidade Verdadeira, nós temos que desistir de nossos desejos e esforços humanos (do nosso eu), desistir de tentar fazer o nosso “eu” ser feliz, pois isto é impossível!. Isto é o que significa: “QUEM QUISER SALVAR SUA “VIDA”, PERDÊ-LA-Á”.

    Naturalmente, a maioria das pessoas não estará nem um pouco “motivada” ou “disposta” a fazer esta troca, pois também é impossível fazer isto a partir do próprio “eu” (com motivações egoístas – ou seja, não nos é possível dar a nós mesmos esta Felicidade Verdadeira). Nossa Felicidade Verdadeira é o nosso estado Natural (A experiência da Mente Incondicionada) – é o nosso “estado” natural e espontâneo quando não estamos sob o domínio e o fascínio de um “eu” (criado pela mente condicionada).

    Enquanto estivermos submissos aos desejos de um “eu” (que é uma ilusão da mente) não poderá haver esperança de experimentarmos a Verdadeira Felicidade (que tem uma Natureza Divina – ou Eterna, Não condicionada ou não dependente).

    Esta Felicidade que é Real, e não uma ilusão, somente pode “acontecer” a partir de uma total desistência da ilusão do “eu” e da ilusão de tentar satisfazer os infinitos desejos contraditórios e insaciáveis deste “eu” , ou seja, da total Autoentrega).

    Confio, Entrego, Aceito e Agradeço.

    Que todos os seres despertem e sejam Felizes e Bem Aventurados!

    Namastê!

    • ADILSON!!! (é hoje que eu acabo com o m/estoque de exclamações)
      Que bom ver você nessa ‘dobra’ de tempo & espaço! Sdd.

      “Confio, Entrego, Aceito e Agradeço.”

      Eu gosto disso (há um par de dias postei uma imagem com essa legenda… alguns a viram. Outros, só a beleza do monge – rs). Da força vital, do amparo que surge quando se para de se debater. Pena que quase nunca pensamos como a primeira opção. (só: em caso de desespero, onde tudo mais falhou… quebre o vidro). Mas a VIDA tende a dar certo e (não empurre! estou caminhando…) amorosamente (ou aos safanões) nos encaminha para o que nos faz crescer.
      Sinta-se abraçado.
      Boa sorte, Norma

    • Obrigado, Adilson! E agradeço também por esse texto, com enfoque mais no “eu” do que no “desejo”, uma abordagem elucidativa. Também sinto que não estamos motivados nem dispostos a fazer uma troca dessas. Uma troca “letal”. Quando mais objetos e prazeres desfrutamos e acumulamos, parece que mais temos de oferta para desfrute e acúmulo. Mesmo subjetivamente.

      Namastê!

  • Prolixo. Uma viagem ao abstrato. A concepção do desejo não é literal. Almejar, querer, buscar, são formas sãs de desejo e não comprometem o “ser feliz plenamente” no presente enquanto o projeto futuro não se concretiza. A Palavra chave é equilíbrio. Não é razoável apagar a perspectiva futura sob forma de “desejar” ou querer por filosofismo. O texto maquia e esconde em seu interior uma outra forma mais branda de religiosidade. Alienante.

  • Olá, Norma!

    “A VIDA tende a dar certo”, sempre, pois as Leis que A regem são infinitamente Sábias, Justas e Amorosas – e “nos encaminha para o que nos faz crescer”. (Não obstante os nossos incansáveis esforços em opor-lhe obstáculos sem fim- o que acaba por conduzir a “empurrõezinhos e safanões”).

    Mas a Roda do Samsara não tem fim, nem tem pressa! Não há como “esgotar” as possibilidades do sofrimento, de modo que ele cesse por si mesmo, esvaziado de si mesmo. Então, tendo finalmente compreendido isto, nos abrimos para a hipótese de que pode haver em nossas mãos, uma responsabilidade muito maior do que supúnhamos para que aconteça a nossa “libertação” do Samsara.

    A Luz do Sol não pode entrar no quarto se nos recusamos a abrir a janela. Mesmo que esteja muito frio, mesmo que esteja muito escuro, não importa quanto tempo possamos esperar ou caminhar de um lado para o outro do quarto desejando o Sol, a janela não poderá abrir-se por si mesma e a Luz do Sol não poderá entrar se a janela permanecer fechada.

    Mas o “tempo” também é uma ilusão da mente e a Realidade nos aguarda (fora do tempo, fora da ilusão, fora do quarto escuro da mente condicionada) até que, (de dentro da “escuridão”), finalmente, nós escolhemos a Luz, o Sol da Vida em nossa vida. Então, abrimos a janela de nossa mente à Luz Amorosa e Compassiva (Buddhi) que nos traz o Discernimento que dissipa as trevas da ignorância que nos envolviam e nos prendiam às ilusões de Maya e à Roda de Samsara.

    Sinta-se, juntamente com todos os amigos do Dharmalog, abraçados pela Luz.

    Namastê!

  • Osho é brilhante. Isso é inegável.

    Mas fiquei estarrecido ao ler sua biografia na Wikipedia em inglês outros dia.

    Ele morreu com 58 anos na India, muito doente, dizem que foi envenenado nos EUA, aliás ele sempre foi doente. Sua vida foi sempre muito conturbada, cheia de conflitos e confusões. Não dá para entender porque ele usava aquela roupa, porque era careca, porque tinha tantos Rolls Royces.

    Sua vida parecia uma imensa contradição com aquilo que ensinava.

    Mas o valor do seu ensino é evidente, muitos anos depois de sua morte, continua a ser citado.

    • –Ele nunca foi muito doente. Apenas morreu prematuramente por envenenamento.
      –A vida dele não foi “sempre” muito conturbada, cheia de conflitos e confusões. A vida de sempre foi marcada na maioria das vezes por bons resultados, ele ajudou milhares de pessoas e continua a ajudar pessoas mesmo após de falecido. O que acontece, é que ele realmente consegue mudar a mente das pessoas, tanto pro bem quanto pro mal, e isso foi provado em meados dos anos 80. Portanto isso assustou muita gente do Ocidente por não compreender suas mensagens, e acabou virando uma ameaça.
      –Não há em nenhum momento contradição no ensinamento de Osho, o que implica é o ser ocidental querer compreender o guru oriental, é como viajar pra outro país, tudo muito novo, tudo “estranho” a primeira medida. Osho respeita o dinheiro e o luxo por que ele está Vivo!
      http://www.youtube.com/watch?v=mmAo99SW6_E
      –Ele é careca? genética!
      –Mas e a roupa dele?
      Ele já explicou isso várias vezes. Ele quer estar além do tempo e do espaço, por isso aquela roupa “futurista”, para seu semblante nunca desvanecer.

      Obs: não sejamos hipócritas! Ele tinha um bom gosto pra Rolls Royces. hehe
      [Crítica] -> O povo acha que vendo wikipedia, lendo textos supostamente do osho acha que já sabe tudo dele! af

    • Tem duas coisas sobre o Osho que podem ser úteis de saber, sobre essas respostas que ele dava nas sessões (esse post afinal é de uma transcrição de uma resposta dele).

      1º, e alguns prefácios dos livros frisam isso, Osho respondia sempre mais às pessoas do que às perguntas. Isso não é exclusivo dele, os mestres costumam fazer isso, a resposta é muito mais um ensinamento do que uma resposta técnica em si, porque o mestre está interessado no despertar do discípulo, na indicação de uma abertura naquele momento, e não em ser correto para uma publicação ou vídeo. Se o mestre percebe que você precisa de ABC mas a resposta técnica correta poderia levar a DEF, ele responde ABC. Junte a isso o campo do grupo, que geralmente indica o caminho por uma abordagem, e isso acontecendo em 1970, 75, 80, e você tem respostas que podemos ter alguma dificuldade em entender plenamente hoje, aqui, olhando numa tela de computador, sem ver a pessoa, o grupo e as conexões. Não é uma justificação pra nada, apenas uma informação.

      A 2ª coisa é que Osho adorava a contradição. De certa maneira isso é fácil de entender quando a gente busca mais intensamente as respostas e elas vão mudando, evoluindo. A contradição aparece.

      Ele falou sobre isso várias vezes:

      » http://www.youtube.com/watch?v=Wn0WTKer7Wc

      » http://www.osho.com/online-library-aristotelian-paradox-contradiction-73269565-69f.aspx

      Abraços,
      Nando

  • “Não dá para entender porque ele usava aquela roupa, porque era careca, porque tinha tantos Rolls Royces.”

    “porque era careca” ???

    SORRY, WRONG NUMBER… ahahaha!

    • Sim, não dá para entender porque um sábio ficaria careca.

      Quando a pessoa é relativamente jovem e tem calvície e cabelos brancos isso geralmente é associado ao estresse. Supõe-se que um iluminado transcendeu esse estresse mundano.

    • “Não dá pra entender pq um sábio ficaria careca”! Hehehehehe, nunca tinha ouvido uma expressão dessas. Se eu não tivesse lido um outro comentário seu sobre essa expectativa da “perfeição física corporal”, que você conecta compulsoria e automaticamente à perfeição da compreensão, eu diria que vc estaria brincando.

      Talvez vc tenha um conceito – e uma expectativa – bastante grandes e distorcidas da iluminação. Talvez. Uma exigência de perfeição corporal (mental, espiritual, etc) que, se existisse, seria adquirida e mantida ad eternum assim que o que os mestres chamam de iluminação fosse realizado.

      Sobre o Osho, ele sempre foi polêmico. Faz parte da vida livre dele, do ensinamento e da nossa incompreensão (rs). Ninguém entende porque ele teve Rolls Royce, nem porque ele teve tantos. Lembro de ter lido uma explicação breve dele sobre isso (não sei quem publicou) dizendo que não havia nenhum mal em andar de Rolls Royce, que era um carro ótimo e que ele querer um carro ótimo era sinal de lucidez, mas ele comprou vários para que seus discípulos pudessem todos andar e esgotar a vontade de andar até a última gota, pra ver como não valia a pena e como a resposta não estava ali. Que isso iria acelerar a evolução dos discípulos para a iluminação. Não lembro onde li, mas se eu encontrar a fonte copio aqui. Se alguém a tiver, agradeço.

      Acho que o discernimento e a criticidade fundamentais, mas também entendo que a gente querer tirar tantas conclusões a tanta distância pode mais atrapalhar do que ajudar.

      Abraços,
      Nando

    • Olá Nando.

      Sabemos, através das pesquisas médicas recentes, que o estresse causa que os cabelos brancos apareçam mais cedo na vida da pessoa.

      A calvície é hereditária, mas sabemos também que ela aparece mais cedo em indivíduos estressados.

      E não somente esses distúrbios, mas o estresse e atitudes mentais negativas causam uma série de problemas e doenças no corpo, além de envelhecimento e morte prematuros.

      Sendo assim, é PERFEITAMENTE LÓGICO de se supor que indivíduos “iluminados” aparentariam ser mais jovens do que os seres “mundanos” da mesma idade e viveriam mais e morreriam de causas mais suaves, não morreriam de câncer, por exemplo.

      Infelizmente, não é o que acontece ou aconteceu com a maioria dos sábios e iluminados, a grande maioria deles aparenta uma idade maior do que a biológica e morrem mais cedo.

      Sendo assim, fica a pergunta:
      “Qual a vantagem de se ser sábio e iluminado?”

      Veja o que diz Eclesiates 2, 14 (Nova Versão Internacional)

      “O homem sábio tem olhos que enxergam, mas o tolo anda nas trevas; todavia, percebi que ambos têm o mesmo destino.

      Aí fiquei pensando:
      O que acontece ao tolo também me acontecerá.

      Que proveito eu tive em ser sábio?
      Então eu disse a mim mesmo: Isso não faz o menor sentido!

      Nem o sábio, nem o tolo serão lembrados para sempre; nos dias futuros ambos serão esquecidos.

      Como pode o sábio morrer como o tolo morre?

    • Nando Perguntou:
      “Misterkey. Qual a vantagem de se ser sábio e iluminado pra você?”

      Respondendo:
      Para mim, nenhuma.
      Trocaria todos os anos de estudo por um corpo perfeito e saudável e imortal mas com uma mente que se contentasse em apenas viver plenamente sem buscar respostas.

    • Hehehe. Então é isso, seja feliz! Se algum dia outra coisa aparecer, que seja, também.

      A segunda parte é perfeitamente realizável. Infelizmente a parte do corpo perfeito imortal não é, pelo menos não por enquanto (só em desenhos animados, talvez). Talvez você se interesse por alguns escritos do Sri Aurobindo, que acreditava no aparecimento de uma nova raça humana, não tão frágil e perecível quanto a nossa.

      “Man in himself is little more than an ambitious nothing. He is a littleness that reaches to a wideness and a grandeur that are beyond him, a dwarf enamoured of the heights. His mind is a dark ray in the splendours of the universal Mind. His life is a striving, exulting, suffering, an eager passion-tossed and sorrow-stricken or a blindly and dumbly longing petty moment of the universal Life. His body is a labouring perishable speck in the material universe. This cannot be the end of the mysterious upward surge of Nature. There is something beyond, something that mankind shall be; it is seen now only in broken glimpses through rifts in the great wall of limitations that deny its possibility and existence. An immortal soul is somewhere within him and gives out some sparks of its presence; above an eternal spirit overshadows him and upholds the soul-continuity of his nature.” (Sri Aurobindo)

      Alguns dizem, no entanto, que essa etapa precisa ser apenas superada e transcendida.

      ABS!
      Nando

  • Não tente adivinhar. Pesquise s/ o processo de ascensão de sua Kundalini. Há fotos (difíceis, mas há). Pode ser que as tuas ‘preocupações’ sejam esclarecidas

    A Wiki. com certeza, não é a melhor fonte. Leia o que os curador e comentaristas escreveram, no presente Post. Muitos furos acima do que a Wiki te informou, tipo “Pai Nosso” para vigário.

    Mas lembrando-me do ‘oba-oba’ que se criou com a ‘causa mortis’ do Jerry Hicks e da tua afirmativa s/o uso do nickname para “criticar mais livremente”, retiro-me para evitar perda de tempo precioso e comentários vazios para ambas as partes.
    Boa sorte, Norma

    Nota: Ri porque achei realmente hilária/pueril a tua analogia, depois lembrei-me de você.

    • Norma7,
      Eu também diria, ao ler seus comentários, que você está completamente dominada pelo ego.

      Usar o sarcasmo, da forma que você usa, dá a impressão que você se acha mais inteligente do que os demais.

      Isso é ego puro, não iluminação.

      Osho também usava o sarcasmo, de forma inteligente, você não, dá para perceber a irritação nas suas palavras. Ego, ego e mais ego.

      E ainda tem a coragem de mandar alguém pesquisar a “Ascensão da Kundali”.

      Acorda moça, você não despertou ainda.

  • se me encontra-se com Bodhidharma, talvez lhe diria:

    – venerável “Minha mente é ansiosa, por favor, pacifica-a”. Bodhidharma talvez replicaria: “Traz-me tua mente e eu a pacificarei”.

    replicaria:

    – “Embora tenha procurado por ela, não posso encontrá-la!”,

    ao que responderia Bodhidharma: “Eis que já a pacifiquei!”

  • (nickname)

    “Osho também usava o sarcasmo, de forma inteligente, você não, dá para perceber a irritação nas suas palavras. Ego, ego e mais ego. (…)

    E ainda tem a coragem de mandar alguém pesquisar a “Ascensão da Kundali”.

    Acorda moça, você não despertou ainda.”
    +++++++++

    1) “Pesquise s/ o processo de ascensão de sua Kundalini. Há fotos (difíceis, mas há). Pode ser que as tuas ‘preocupações’ sejam esclarecidas”

    sua = refere-se a do Osho (Foi um processo violento. Poderá a alopecia precoce ter tido inicio aí).

    tuas (as enunciadas por ti mesmo) preocupações = calvice / carros / trajes

    2) “Ri porque achei realmente hilária/pueril a tua analogia, depois lembrei-me de você”

    pueril = pensei se tratar um adolescente de 14/15 anos – visto estares focado na aparência física do Osho, num post que tratava sobre Desejo X Iluminação (vide meu coment na pag do Facebook do Dharmalog. Sim, sou budista porque preciso e medito porque mereço!).

    (pensei em te indicar algo mais ‘leve’ para começo e aí — “Wrong number” = lembrei-me da tua postura diante do Post “14 aforismo…”)

    lembrei-me = (e me retirei) de como terminastes o teu ponto de vista tachando de CHARLATÃO ao Jerry Hicks (mais uma, vez saindo completamento do tema proposto pelo Post do dia e não lendo os coments;). Não gosto disso e não vou participar como tua interlocutora, a esse nível. Desculpe-me, mas não! :/

    Não sei quem se esconde atrás do codinome que adotas, tampouco o que te fiz de tão grave para que fosses tão agressivo e deselegante, de qualquer forma vou te deixar 2 últimas recomendações:
    a) O Dharmalog é um Blog de AUTOCONHECIMENTO – aproveita e caminha junto.

    b) LEIA o que os outros escrevem (repito-me, como no Post anterior). Não adivinha! Leia quantas vezes forem necessárias. Observa o nível dos assuntos (vá com eles). Muitas pessoas que aqui vêm, já estão longe no caminho (podem ser um importante auxílio). Muitos dos preâmbulos das matérias dos Posts, feitos pelo Curador são preciosos – presta atenção a que eles todos dizem/comentam e aos diversos links que indicam … e PENSE/Pesquise por você mesmo

    Fique bem, Norma

    Just me, that’s all I can be.
    Nac?

    • “Não seja desnecessariamente sobrecarregado pelo passado. Vá fechando os capítulos que você já leu; não há necessidade de ficar voltando e voltando de novo. E nunca julgue nada do passado pela nova perspectiva que está chegando, porque o novo é o novo, incomparavelmente novo e o antigo foi certo dentro de seu próprio contexto, e o novo é o certo dentro de seu próprio contexto, e os dois são incomparáveis.” -Osho

    • Obrigado Norma, por suas respostas.

      Mas o que você escreve é tão bagunçado, que dá a impressão que você tomou alguma coisa ou cheirou.

      Duas possibilidades:
      1- Você se expressa muito mal, veja a confusão entre as palavras “sua” e “tua”, poderia ter sido mais clara desde o inicio.
      2- Ou eu sou pouco inteligente para entender essas suas palavras tão “sábias”.

    • Crítico disse

      “Não seja desnecessariamente sobrecarregado pelo passado.

      Vá fechando os capítulos que você já leu; não há necessidade de ficar voltando e voltando de novo.

      E nunca julgue nada do passado pela nova perspectiva que está chegando, porque o novo é o novo, incomparavelmente novo e o antigo foi certo dentro de seu próprio contexto, e o novo é o certo dentro de seu próprio contexto, e os dois são incomparáveis.

      – Osho”

      Cara, de uma forma inexplicável esse texto simples respondeu minhas dúvidas, obrigado. De que livro é?

    • De nada irmão.
      Então, eu não leio os livros do Osho, apenas vejo os videos.
      Mas você deve encontrar esse conteúdo no livro:
      –“De coração a coração: VIBRE ALEGRIA, DEIXE TUDO NO PASSADO E VIVA O AGORA!”

      “A melhor maneira de viver a vida é fazendo o que seu coração clama, é ir em direção ao que lhe faz vibrar de emoção.” -0sho

      E lembre-se:

      “Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.” -0sho

  • “Semear dentes de dragão” é uma expressão que vem da mitologia grega, e serve pra situações onde você planta algo e vê brotar coisas completamente inesperadas.

    De qualquer forma, sinto que você precisa mais dessa ‘fogueira de reunir amigos’, chamada Dharmalog do que eu.

    Boa sorte, Norma

  • presciso sair do aluguel,desejo muito comprar um apartamento para mim.De acordo com a filosofia de Osho.´Não ter desejo.O que devo fazer?e viver no cotidiano!como posso ter um entendimento correto do não desejo.Caso não somos movidos pela alavanca do desejo.peço desculpa pala minha falta de entendimento,aguardo resposta atraves do e-mail .muito obrigado.tambem pode publicar o texto.e não E-mail.

    • Olá Vitoria Mara, eu acho que o autor Eckhart Tolle explica melhor esse assunto no livro “O Poder do Agora”.

      Abaixo tem um trecho que talvez te ajude:


      A entrega é um fenômeno puramente interior.

      Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação. Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora.

      Por exemplo, se você estiver atolado na lama, não tem de dizer: “Está bem, me conformo de estar atolado nessa lama”. Resignação não quer dizer entrega. Você não precisa aceitar uma situação indesejável ou desagradável na sua vida. Nem precisa se iludir e dizer que não tem nada errado em estar atolado na lama. Nada disso. Você tem completa consciência de que deseja sair dali. Então reduz a sua atenção ao momento presente, sem atribuir a essa situação nenhum rótulo mental. Isso significa que não existe nenhum julgamento do Agora. Em conseqüência, não existe nenhuma resistência, nenhuma negatividade emocional.

      Você aceita a “existência” do momento. A seguir, toma uma atitude e faz tudo o que puder para sair da lama. Chamo essa atitude de ação positiva. Funciona muito mais do que uma ação negativa, que decorre da raiva, do desespero ou da frustração. Até que alcance o resultado desejado, você continua a praticar a entrega ao se abster de rotular o Agora.

      Vou fazer uma analogia visual para ilustrar o ponto que estou sustentando. Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.

      Não se entregar endurece a forma psicológica, a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surge uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.

      A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais “pesados”.

      A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital, essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado. Algumas formas de terapia corporal podem ser úteis para restaurar esse fluxo, mas a menos que você pratique a entrega na sua vida diária, essas coisas só podem lhe proporcionar um alívio temporário, porque a causa, o padrão de resistência, não foi ainda dissolvida.

      Porém, existe alguma coisa dentro de você que não é afetada pelas circunstâncias transitórias que constroem a sua situação de vida e a que você só tem acesso através da entrega. Trata-se da sua vida, do seu próprio Ser, que existe no eterno domínio do presente. Encontrar essa vida é “a única coisa necessária” de que Jesus falava.

  • COMENTÁRIO:

    Desejar é um querer insofismável do qual a maioria dos seres humanos não conseguem se desvencilhar com facilidade porque se identifica muito com a obcessão do apego às coisas e às pessoas, o que vem a se tornar um dos maiores motivos de sofrimento para a humanidade. Todo desejo acaba sendo uma submissão escravizadora, mesmo quando este desejo se refere à Divindade, a liberdade, a felicidade, a justiça, etc.; mesmo que seja um desejo de evolução espiritual (iluminação) ou de altruísmo humanitário.
    As religiões, de um modo geral, dogmatizam o desejo lhe emprestando uma conotação de pecado e imprimindo-lhe a ideia de sentimento de culpa o que dá uma visão distorcida do verdadeiro sentido do desejo, também lhe dando um caráter de repressão psicoemocional e comportamental, portanto as causas dos males atribuídas ao desejo é o mistério de todas as religiões oficiais. Essa tendência ou forte inclinação, consciente e espontânea, para determinada realidade concreta ou imaginária da vivência humana e dos seus relacionamentos pessoais e sociais é que atraem tantos sentimentos positivos como o amor, (mesmo piegas), a piedade, a solidariedade, a caridade e etc., assim como os sentimentos negativos, considerados na escala moral da sociedade, como a cobiça, a ambição o apetite sexual, a gula, a libido, de poder, de riqueza, de avareza, de status, etc.
    Se o indivíduo puder tomar consciência do desejo em suas expectativas, poderá suprir as aspirações do corpo ou do espírito e assim ele poderá ser compreendido e emancipado da tentação de seus quereres e dessa forma poderá ser possível acontecer uma mudança de atitudes. Está-se perceptível aos arroubos da alma e da consciência espiritual, a cada desejo subjugado e ensimesmado, poderá levar o indivíduo a asseverar um estado gradativo de perfeição em busca da iluminação. Tem que se entender que sob qualquer circunstância o desejo será sempre desejo seja das necessidades biológicas, materiais e/ou espirituais.
    Ai é que entra o conceito de não-desejo onde se pode compreende a antagônica ideia de indesejar que pode se subentender como repulsa por coisas, fatos e pessoas, recaindo no outro extremo do sentimento de desejar. O que o mestre Osho se refere é um estado de neutralidade entre o quer mundano e a repugnância das mesmas coisas do hedonismo materialista. Essa postura extremada continua a ser desejo por ser o desejo de não desejar. A condição de um estado de objetividade de não-desejo está intrínseco ao estado de consciência plena de percepção das pessoas de não escolher nenhum dos extremos e buscar o caminho do equilíbrio, que está sempre no meio.

    Está-se impecavelmente com a consciência desperta, não irá ocorrer nenhum desejo em sua imaginação e a prática da meditação é o instrumento adequado para desenvolver uma consciência perfeita, um estado de neutralidade entre o desejo e o indesejável que o mestre Osho chama de não-desejo.
    (Comentário do professor Antônio Luiz em 16/09/2013 SBS – prof.antonio_luiz@hotmail.com)

  • Certa vez durante uma prática meditativa profunda, consegui vivenciar a ausência total do desejo, ela foi conjunta com um momento de desintegração da consciência do corpo físico, cheguei em um estado de relaxamento profundo que me fez experimentar a plenitude, a paz verdadeira, até então eu não sabia o que era “paz”, me senti parte de tudo, foi sensacional, mas tive a impressão de que o desejo é algo inerente ao corpo físico, só tive essa experiência uma vez, e a conclusão que tirei foi essa, e entendi que a paz não existe onde há desejo, dois lados de uma moeda, é a luz e sombra, igualmente pude observar que a todo instante vivemos de desejos, desejamos respirar, comer, dificuldade em viver o aqui e agora, tudo isso me pareceu estar ligado à essa condição material que estamos subordinados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *