Por que nascemos neste planeta? O propósito de auto-cura e o carma do auto-engano, por Deva Nishok

Se algum indivíduo já teve 15 minutos de lucidez nesta vida, já se perguntou coisas como o título desse artigo, “porque nascemos neste planeta?“. Ou variações: “Para que estou neste planeta?”, “De onde vim?”, “Para onde vou depois daqui?”. O texto abaixo é de autoria de Deva Nishok, terapeuta criador da Sadhana Comuna Metamorfose, em São Paulo, e mostra uma visão objetiva e iluminadora sobre a resposta a esta pergunta fundamental.

É difícil lançar um texto que se pretende ter a resposta definitiva a essa pergunta, mas o texto vale a pena ser lido por vários motivos, principalmente pela reflexão que causa e pela possibilidade de entender um dos maiores enganos que nutrimos nesta vida: o de colocar nossa atenção fora de nós, ao invés de dentro de nós, numa espécie de transe projetivo através do qual nos mantemos em perpétua ilusão de sofrimento e repetição. Um mal comum à nossa raça neste planeta, daí o título. Não vejo o que está ou não está em mim, mas sim no outro. Por isso é tão valioso o auto-conhecimento — porque é de si mesmo. Ver a si mesmo, de perto, com profundidade, é o início da cura, e o início da realização do propósito de vida. “O problema que gera uma enorme distração é alguém não olhar para esse objetivo e acreditar que está aqui para salvar o mundo e curar os outros”, escreve Nishok.

Quando nos perguntamos qual meu propósito de vida, estamos na verdade começando a desconfiar que estamos vivendo em uma incômoda ignorância de nós mesmos. Quando nos perguntamos qual meu propósito de vida, estamos começando a ver que estamos prestando atenção demais ao que está acontecendo no mundo, a fora de nós, e que isso está causando problemas sérios demais para serem ignorados. Quando nos perguntamos qual meu propósito de vida, podemos começar a olhar para nós e para nossos próprios aspectos de auto-cura, e retirar nossa ilusão de que viemos aqui por causa de outra pessoa ou de um grupo ou do mundo em geral. Podemos parar de atacar, acusar e imaginar que é o outro que precisa de ajuda ou solução. Não é. Somos nós. Os outros são peças vivas, nobres, fundamentais, do nosso próprio trabalho.

Com agradecimento ao Deva Nishok pela permissão de reproduzir aqui essa inspiração de auto-cura.

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PORQUE NASCEMOS NESSE PLANETA?
Por DEVA NISHOK @devanishok

As únicas missões que temos neste planeta é a de auto-cura das nossas dores e feridas de alma e nosso auto-desenvolvimento. Esses são os melhores propósitos que procuramos. A própria vida se encarrega de trazer as experiências e os relacionamentos necessários para que esses propósitos sejam cumpridos.

Em nosso DNA estão armazenados uma série de informações, potenciais e debilidades que nos farão atrair as experiências necessárias para ficar diante daquilo que precisamos ser transcendido e purificado.

Curar-se significa abandonar a ilusão do medo e aceitar o amor como guia interior. Só isso. É tão simples que o ego não aceita e cria uma série de subterfúgios mentais para distanciá-lo da sua verdadeira missão.

O problema que gera uma enorme distração, é alguém não olhar para esse objetivo e acreditar que está aqui para salvar o mundo e curar os outros. Todos acham que possuem uma missão com outra pessoa ou com o coletivo, e daí por diante acham que entram na vida do outro para salvá-lo, perdendo assim um enorme tempo tentando mudar e curar aquele que é o seu próprio objeto de cura. Uma grande inversão de papéis que cria carmas de longas datas e que mantém a humanidade nesse ciclo interminável de nascimento e morte.

Nós recebemos o dinheiro que precisamos, a profissão que precisamos e as pessoas que precisa nos para trabalhar sobre nós mesmos. Portanto, mude a sua percepção e compreenda que todos aqueles que estão ao seu redor são anjos que estão mostrando aspectos escondidos, não compreendidos e negados por você, inclusive aqueles que fazem aquilo que você chama de mal.

Tudo diz respeito a você, sempre. Toda experiência e toda relação é uma oportunidade de cura. Use o outro como espelho e permita-se olhar aquilo que te incomoda, deixando assim que a luz ilumine a escuridão e a cura chegue até você. Esse é o primeiro propósito sobre o qual o segundo propósito se realiza. Uma vez curados enveredamos pelos caminhos do auto-desenvolvimento, da auto-criação.

Sim, somos Deuses… ”

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