“Para encontrar a paz, podes começar a caminhar com calma”: alívio e alegria com Thich Nhat Hanh

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O seguinte texto de autoria do monge zen Thich Nhat Hanh estava pregado essa semana num mosteiro budista na Espanha, onde estava sendo realizado um retiro de meditação. Um dos participantes e amigo pessoal publicou na Internet o original em espanhol junto da foto da folha que foi pregada no mosteiro (abaixo), e me permitiu compartilhar aqui. É um pequeno grande lembrete sobre a presença e a apreciação da paz no momento presente, na autoria do passo de cada um. Ao ver a foto pela primeira vez, e ler a mensagem naquela foto, tirada no mosteiro, por alguns segundos imaginei a foto e me senti momentaneamente lá, no alto, no ermo e no verde, em silêncio, quase podia ver os monges desacelerando o tempo com seus passos calmos, e descansei na imagem.

Eis a foto e a mensagem (a tradução segue logo abaixo):

Thich Nhat Hanh Footsteps
Crédito: Reginaldo Menezes (agosto de 2016).

A semente da plena consciência se encontra em cada um de nós, mas nos esquecemos de regá-la. Acreditamos que só seremos felizes no futuro, quando conseguirmos uma casa, um carro ou um doutorado. Mantemos uma luta em nossa mente e em nosso corpo e não sentimos a paz e a alegria que temos ao nosso alcance neste preciso instante: o céu azul, as folhas verdes e os olhos de nosso ser querido.

O que é mais importante? São muitas as pessoas que passam em provas e compram casas e carros, mas seguem sendo infelizes. O mais importante é encontrar a paz e dividi-la com os demais. E para encontrá-la, podemos começar a caminhar com calma. Tudo depende de teus passos”.

— Thich Nhat Hanh, em “O Longo Caminho Leva à Alegria: Um Guia para a Meditação Andando”

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Jornalista autor do Dharmalog, terapeuta na Hridaya Terapia (São Paulo) e proprietário do Dharma Office.

7 Comentários

  • Obrigado Nando por mais esta partilha. Vou tomar a liberdade de partilhar também no meu facebook pois penso ser importante a mensagem.
    Bem haja
    Namaskar
    _/|\_

  • Um ótimo ensinamento, mas fiquei triste ao ver todas as rosas desdestruídas no solo servindo de tapete, com certeza ficariam mais belas em seu local de repouso.

  • É muito estranho e, mesmo, desalentador verificar que os indivíduos que já perceberam algo tão simples, fácil e caro são um grupo muito pequeno. A marca da modernidade é a velocidade, a virtualidade, a instataneidade, o medo, presentes no nosso dia a dia, no trabalho, nas ruas e em casa. Estamos sempre correndo. Em verdade, a imensa maioria das pessoas, segue soturnas e frigidas, como que embaladas por algo entorpecedor. Basta ligarmos a Tv ou entrarmos em um destes portais de noticias da web … Pronto! Lá nos dão um mundo muito diverso deste que o Thay nos convida; no magnetismo das telas nos mostram objetos, formas, luzes, neons, brindados como linguagem principal a sedução.
    Bem, me vieram estas coisas assim, de vez,… e resolvi dividir com vocês do DL. Abraços

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