“As 5 coisas mais importantes que aprendi numa experiência de quase morte”: Anita Moorjani

“Algo que senti nesse estado expansivo incrível, senti que estava em um mundo de clareza, em que compreendia tudo. Compreendi que tinha câncer. Compreendi que era muito maior, na realidade, todos somos muito maiores e mais poderosos do que percebemos quando estamos em nossos corpos físicos”.
Anita Moorjani, no TEDxBayArea

anita-moorjani-ted-experiencia-quase-morteO relato de uma pessoa que teve experiência de quase-morte (EQM) é sempre particular e intransferível, algo que a ciência ocidental ainda pesquisa e estuda, principalmente pelos possíveis significados e implicações, mas alguns desses relatos continuam sendo revolucionários, tanto para quem os teve como para quem ouve a experiência e nele também encontra significado. Isso é o que motiva a cingapurana Anita Moorjani a contar a sua experiência de EQMs no TEDxBayArea, em fevereiro de 2006, que impressiona pelo estágio avançado de sua doença (linfoma), pelo estado final do coma e falência dos órgãos, e pela recuperação resultante do retorno em apenas algumas semanas, como está narrado por ela mesma nesse vídeo abaixo, com legendas em português. Anita descreve a expansão que experimentou, como no parágrafo que abre este post, e dá detalhes de como voltou, porque voltou e o que deveria fazer em seguida, mas principalmente trouxe o que sintetizou ser as cinco coisas que mais aprendeu com a experiência.

Há muitas explicações possíveis para tentar desvendar o que acontece numa experiência de quase morte, desde os efeitos químicos tardios de um desligamento do cérebro até uma experiência espiritual legítima, mas o que impressiona neste caso em particular é a recuperação de um estado extremamente enfermo e praticamente irreversível num tempo muito curto. Anita se curou totalmente em 5 semanas após a volta da experiência. O que pode ter realmente acontecido? É possível que não seja algo legítimo, que seja o próprio cérebro criando um estado de suspensão completa (ainda que totalmente convalescente) onde ele chegue a uma virada revolucionária no estado de si mesmo e do corpo, gerando uma transformação que cura em tempo medicamente inexplicável?

E para além disso: o que esse corpo e mente estavam esperando para se curar, se já tinham em si mesmos toda essa capacidade latente — e que acabou sendo ativada na experiência de quase morte? E talvez fizessem justamente o contrário na vida cotidiana, se auto-destruindo, como se tivessem sem essa capacidade de auto-cura e lucidez.

O relato de Anita, que hoje dá palestras e é autora do livro “Dying to Be Me” (Morri Para Renascer, em português), foi gravado no TEDxBayArea e segue abaixo, com legendagem em português disponível clicando em “CC” (Closed Captions) e Configurações » Subtitles » Portuguese (Brazil).

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo capital.

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