A Arte de Amar, de Thich Nhat Hanh: os quatro elementos do amor verdadeiro [LIVRO]

unnamed

 

O que é o Amor?

De que ele é feito?

Como experimentar o Amor?

Como amar?

Amor é uma palavra que está em todo canto, é usada todo dia, nos mais diferentes contextos, e quase todo mundo tem uma idéia do que seja. Mas seria o amor uma idéia?

Amor é uma palavra bonita e devemos restaurar seu significado“, diz o monge zen budista Thich Nhat Hanh, autor de ensinamentos sobre esse e outros grandes temas da vida humana. Em “A Arte de Amar“, um pequeno compêndio de 125 páginas que a Agir (Ediouro) está lançando com outros dois volumes, “A Arte de Comer” e “A Arte de Sentar“, estão frases célebres e esclarecedoras do monge Thay sobre o Amor — Thay está ainda se recuperando de problemas de saúde em um centro de reabilitação de San Francisco (EUA). Três capítulos desse compêndio estão reproduzidos abaixo, sendo o principal deles “Os Quatro Elementos do Amor“, que depois, em capítulos individuais, Thay desenvolve brevemente um por um. Os outros dois são também inspiradores e reveladores, um sobre a comunicação amorosa, que envolve o conhecido ensinamento de Thay sobre a escuta profunda, e o outro sobre a atenção, primeiramente, a si mesmo, para podermos amar de verdade.

Boa leitura.

OS QUATRO ELEMENTOS DO AMOR [pg.16]

“O amor verdadeiro é feito de quatro elementos: bondade, compaixão, alegria e equanimidade. Em sânscrito, são chamados de: maitri, karuna, mudita e upeksha. Se o seu amor contém tais elementos, ele será curativo e transformador, e abarcará também o elemento da santidade. O amor verdadeiro tem o poder de curar e transformar qualquer situação, além de trazer um significado profundo às nossas vidas.”

COMUNICAÇÃO AMOROSA [pg.39]

“Amar sem saber como amar é ferir a pessoa que amamos. Para saber como amar alguém, devemos entender essa pessoa. Para entendê-la, precisamos escutar. Essa pessoa pode ser nosso parceiro, nosso amigo, nosso irmão ou nosso filho. Se preferir, pergunte:
— Meu querido, você acha que eu o entendo o suficiente? Por favor, conte-me sobre suas dificuldades, seu sofrimento, seus maiores desejos.
Nesse momento, o outro terá uma oportunidade de abrir seu coração.”

ATENÇÃO [pg.46]

“Enquanto estivermos nos rejeitando e causando danos aos nossos corpos e mentes, não há motivo para conversarmos sobre aceitar e amar os demais. Com consciência plena, podemos reconhecer nossas maneras habituais de pensar e também o conteúdo dos nossos pensamentos. Algumas vezes, nossos pensamentos giram em círculos e ficamos reféns da desconfiança, do pessimismo, dos conflitos, da tristeza e do ciúme. Esse estado mental se manifesta naturalmente em nossas ações, causando danos a nós mesmos e aos demais. Quando acendemos a luz da consciência plena sobre nossos padrões habituais de pensamento, os enxergamos com clareza. Reconhecer nossos hábitos e sorrir para eles é uma atenção mental apropriada. Isso nos ajuda a criar caminhos neurais novos e bem mais benéficos”.”

//////////

Assuntos desse conteúdo
, ,
Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *