Se queres ser feliz, eis 8 caminhos a se evitar, uma lista do professor de filosofia Luis Miguel Andrés

8 caminhos felicidadeA idéia de felicidade é antiga, muito antiga, e atual, muito atual. Para os gregos, ser feliz era ser um bom cidadão. Para outros (não-gregos), era “andar tranquilamente na favela onde eu nasci“. Nesse artigo traduzido abaixo do site Plano Sin Fin, “¿Quieres Vivier Feliz? 8 Caminos Que Has De Evitar“, o professor de filosofia espanhol Luis Miguel Andrés lista oito passos a serem evitados no caminho para a felicidade, seja ela qual for – e ele dá uma pista do que talvez seja. Entre outras coisas, diz que a felicidade não é o passado, a felicidade não é o apego, a felicidade não é a explicação, não é o contracheque, não é o carro, o resistir ao tempo, o desejo do vizinho… e tampouco a felicidade é uma coisa estática, que não muda. “Se petrificas teu conceito de felicidade e não o deixas fluir, estarás condenado à dor” diz ele.

Listas são interessantes, divertidas, mas também lembram muito prescrições externas, como se fôssemos pacientes de um médico (“felicidadologista”), uma coisa que vai contra o princípio de descoberta e da felicidade que está dentro e que precisa da experiência interior. “Buscar a felicidade, como a liberdade, o amor e a paz, é tentar escapar do que você realmente faz no dia-a dia para estar nesse estado que nos atinge: lentamente descobrindo e conhecendo a nós mesmos, percebemos que não há nada que não seja de dentro para fora”.

Então é uma lista que não é uma lista, são palavras para serem inspiradas e expiradas. Ela segue abaixo.

QUERES SER FELIZ? 8 CAMINHOS QUE TENS QUE EVITAR
Por Luis Miguel Andrés (Plan Sin Fin)

 

– Não deposites esperanças no passo nem na estúpida crença que só lá pudestes ser feliz: estás desperdiçando oportunidades incríveis do presente, lugar que habitarás para o resto de tua vida, para começar de novo, para ser feliz.

 

– Não te apegue, não tente deter a passagem do tempo nem finjas que algo não terminou quando na verdade já aconteceu. Nada dura para sempre, nem o bom e tampouco o mal: se fundamentas tua felicidade em algo material, seja uma empresa, tua esposa, teus filhos, um carro… estarás dando força para que, uma vez que não esteja no teu controle, sejas um completo infeliz.

 

– Não te escondas na cabeça planejando e maquinando continuamente o que é que te faz feliz: estás deixando de lado o domínio das emoções, a alegria de viver e de sentir. Todos os que estiveram à beira da morte e voltaram dizem o mesmo: o que é lembra quando estavam indo embora é o mesmo que cuidam quando retornam: mosaicos feitos de pequenos momentos que se dividiam com os seres mais queridos e que agora voltam a citar. Nunca ninguém se lembrou do último contracheque ou da última letra da hipoteca.

 

– Não adies nenhuma decisão, não temas viver como um principiante, não deprecies o dom que te foi dado. Se trais a ti mesmo, trais as possibilidades que te foram confiadas para ser feliz. Basta com muito pouco. Na verdade, com quase nada. Como dizem os taoístas: quem muito acumula, sofrerá grandes perdas.

 

– Não seja surdo para tua intuição e trata de satisfazer teus desejos na medida que puderes, ou não os aumente se sabes que não podes preencher-lhes. Sentir-se infeliz é sentir-se insatisfeito, podemos ser responsáveis por ele se não nos propusermos metas impossíveis que, suspeitosamente, se parecem muito com as do vizinho e não como genuinamente nossas.

 

– Se te manténs sempre ativo, se te deixas levar pelo turbilhão de acontecimentos, cavalgarás todo o tempo em cima de um tigre louco que só parará quando ele quiser, sem que possas decidir o momento. Cultiva a arte de estar em ti mesmo, se sentir o corpo, seja através da meditação ou do esporte.

 

– Se fechas toda possibilidade para que o novo chegue, inclusive se petrificas teu conceito de felicidade e não o deixas fluir, estarás condenado à dor. Os conceitos mudam conosco, com nossas vivências e nossas experiências. Se não podes, ao menos finge aceitar a mudança. Pela imitação, diziam na Idade Média, também se chega à santidade. Imita teu melhor eu, e personagem e ator se tornarão um.

 

– Partindo do ponto de querer ser bem-sucedido em tudo que se faça, incluindo o desejo de ser feliz, novamente estaremos colocando energia no lado oposto: o fracasso, que será a sombra que nos acercará. Todos buscamos o mesmo: a verdadeira conquista é reconhecer no outro nossa oportunidade de ser feliz, de reencontrar esse estado de ânimo e de vibrar o máximo que pudermos com ele.

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Compartilhado originalmente por Plan Sin Fin.

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Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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