“Calma, amigo. O verão não corre pro outono, os planetas giram lentamente, o universo não tem pressa.” Jeff Foster

DESACELERE, AMIGO

 

Frequentemente nos sentimos tão distantes de casa, do amor, das respostas, dos “amanhãs” que secretamente esperamos. Nos sentimos tão longe da vida…

 

Mas a vida nunca está realmente longe. A vida nunca pode estar à distância. A vida está sempre aqui, onde nós estamos, e somos inseparáveis do seu brilhante esplendor de luz e sombra.

 

Não há urgência. O verão não corre em direção ao outono. Uma pequena folha de grama não está tentando crescer mais rápido do que a sua vizinha. Os planetas giram lentamente em suas órbitas. Este universo antigo não tem pressa.

 

Mas a mente, sentindo-se tão dividida da totalidade, quer respostas agora, querer soluções hoje, querer saber tão desesperadamente. Quer alcançar suas preciosas conclusões. E, no fim, quer estar no controle das coisas.

 

Mas você não é a mente. A mente é um aspecto do todo, mas não consegue capturar o todo…

 

Então desacelere, amigo. Faça uma profunda e consciente inspiração. Confie  no lugar que você está, no lugar do “ainda sem respostas”, o precioso lugar de não saber. Este lugar é sagrado, porque é 100% vida. Está repleto de vida, saturada com a vida, transbordando vida.

 

Não tente se apressar para a próxima cena do filme de “mim”. Esteja aqui, nesta cena, Agora, a única cena que existe.

 

Agora é o lugar onde as perguntas descansam e as respostas crescem, nos seus próprios tempos…”

 

~ Jeff Foster, “Slow Down, Friend” (04/02/2014)

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Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo capital.

7 Comentários

  • E como, nos tempos de “hoje”, o materialismo emperra essa visão. Mas está aí, tão clara e límpida…a noção de que tudo – absolutamente tudo – está onde deve estar. E é o que deve ser. Não há por que negar as intempéries: elas t~em a sua função.

  • Somos levados a concorrer e a querer controlar tudo já a partir da cultura em que nascemos; assim é que sutilmente corremos para “ganhar” tempo em tudo que fazemos até o dia em que nos percebemos a mais autêntica marionete dessa cultura. A princípio, desacelerar traz a sensação de estarmos perdendo alguma coisa, até que começamos a sentir o quanto ganhamos por não esperarmos a cena seguinte e sim por viver a atual. Bom texto a nos fazer refletir.

  • Lembrei do poema “Alba”, de Geir Campos (meu poema preferido!):

    “Não faz mal que amanheça devagar,
    As flores não têm pressa, nem os frutos.
    Sabem que a vagareza dos minutos
    Adoça mais o outono por chegar.

    Por isso não faz mal que devagar o dia vença a noite
    Em seus redutos de leste.
    O que nos cabe é ter enxutos os olhos
    E a intenção de madrugar.”

    :)

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