“Fortalecer suas próprias qualidades e oferecê-las”: conselhos de Chagdud Khadro para 2014

Pra que serviria uma qualidade se não for para oferecê-la aos outros e ao mundo?

Inspirador esse discurso de Chagdud Khadro, viúva do mestre Chagdud Tulku Rinpoche (1930-2002) e Diretora Espiritual do Chagdud Gonpa Brasil, no vídeo que segue abaixo, onde ela transmitiu conselhos para 2014 endereçados originalmente à sua sangha. Outra beleza que o vídeo capta é o interior das dependências do Templo Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling, em Três Coroas, RS. Uma imensa obra de arte.

Num dos trechos em que ela fala a respeito do desenvolvimento das qualidades pessoais como oferta aos outros, ela diz:

“Você precisa olhar para suas próprias qualidades. Você tem qualidades. Elas são o legado que você deixou para si em vidas passadas. É disso que trata o poema de Dzongsar Khyentse. Você deixou um legado para si mesmo. Você tem qualidades específicas que são diferentes daquelas da pessoa que está sentada ao seu lado. Nós todos podemos olhar para os diferentes Lamas que vêm aqui: todos eles tem qualidades diferentes. Então vocês precisam fortalecer suas próprias qualidades e oferecê-las. Vocês realmente precisam ter confiança em suas qualidades, pode ser apenas uma qualidade, mas ter aquela confiança que diz: ‘muito bem, quando tudo ficar realmente difícil, pelo menos eu posso oferecer isso’. Isso é uma confiança. (…) Você pode dizer ‘eu não sou Yeshe Tsogyal, eu não sou Guru Rinpoche, eu não sou Chagdud Rinpoche, não sou Phakchok Rinpoche, não sou Dzongsar Khyentse Rinpoche, da ra ra ra ra, mas sou Fulano de Tal e é isso que vou oferecer”.
~ Chagdud Khadro

O vídeo de 7min com legendas  em português embutidas segue abaixo (o áudio está bem baixo, é recomendável aumentar mais o volume para ouvi-la):

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Compartilhado por Mirna Grzich.

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

4 Comentários

  • Tinha muito tempo que eu não entrava aqui… e caí neste texto.. exatamente o q eu precisava ler… em tempos tão estranhos onde as pessoas se acham no direito de decidir pela vida ou não do outro e legitimam esses atos cuspindo ódio por ai, eu achei que não houvesse mais nada que pudesse ser feito. Mas sim, sempre há. Que eu possa ofertar minhas poucas, porém presentes qualidades. Obrigada

  • Sim Temos qualidades.Muitas vezes sequer nos damos conta disso!O texto valoriza isso!E, às vezes precisamos dessas qualidades para nós mesmos!” Então!?

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