“A maioria dos problemas das pessoas é sintomático de uma doença de deficiência: a falta de atenção”, Wu Hsin

Hoje o Mestre começou:

A maioria dos problemas das pessoas são sintomáticos de uma doença de deficiência, neste caso, a falta de atenção. Comece a prestar atenção e os problemas se vão.

A doença é a identificação errada com o corpo, com os sentidos e com a mente, pela qual nós aparecemos limitados e, portanto, infelizes. O remédio é tomar seu lugar soberano sobre o corpo, os sentidos e a mente, prestar atenção no conhecimento deles. Este conhecer é o Ser e é presente. Você é este Saber Presença. A mente distorce o grosseiro e esquece o sutil. Cria um prisma de desejo e medo através do qual você cria uma realidade. Você consegue ver que as apresentações que ela cria devem ser incompletas e incorretas? Sim, isso é o que você aceita como verdade. Você acredita que nasceu em um mundo. Não é assim. Cada um de nós cria um mundo para si mesmo. Você vive nele e reclama dele. Seu mundo é composto de desejos e da satisfação dos desejos, de medo e de estratégias para evitá-lo. Você não consegue ver que é seu mundo privado? É um pouco mais que um artefato da mente. Uma vez que você veja essa loucura, você estará no caminho de saída. Veja que você cria o espaço em que o mundo se move, o tempo em que ele dura. Perceba que o mundo é apenas areia. Você pode brincar com ele, você pode andar sobre ele, mas não construa uma casa lá. Não há jornada como se diz. Pode parecer que não, mas estamos sempre de volta onde começamos. O que fomos em essência, e o que seremos em essência, é o que somos em essência. Pondere isso, mais amanhã.”

~ Wu Hsin, em “Behind the Mind (the Short Discourses of Wu Hsin)” (2012), tradução livre por Nando Pereira

wu-shin-pointersNão tem muito mais o que falar depois disso. Sinto esse texto como uma bola de ferro que o trator joga sobre edificações para demoli-las. Nossas edificações. “Mundo privado”. Acho que esse sentimento de edificação (e demolição) nem dá pra chamar de metafórico. Os dizeres-tratores são do mestre chinês Wu Hsin (403-221 AC, data não-confirmada). Há poucos registros dos ensinamentos dele na atualidade, ao menos nas traduções em inglês e português. Talvez nem precise. Na introdução do livro “The Lost Writings of Wu Hsin” (2011), o organizador Roy Melvin diz que o pensamento de Wu Hsin foi influenciado pelas escolas de Confúcio, Mozi e pelo Taoísmo, e ajudou a criar as fundações do que seria mais tarde o Zen Budismo na China e no Japão.

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo capital.

44 Comentários

  • Sim. É como dizem por aí:

    “Dinamite também vem em pacote pequeno.” (Ditado Popular)

    Assim é o ser humano, pequeno, fraco, frágil etc. Porém quando desperta pra vida, e decide agir, seus pensamentos e suas ações podem gerar um grande impacto, tanto para um pequeno ou grande espaço, quanto para um curto ou longo prazo. E essas ações junto com esses pensamentos devem ser ponderados para que haja um equilíbrio, sendo uma coisa boa ou não.

    A lei da causa e efeito, ação e reação. Nisso, deve-se ser pensado, e perguntar sem mentir para si mesmo e seus limites: eu vou conseguir suportar as consequências?

    Nosso corpo é uma máquina, uma nave onde nos locomovemos e vamos a nosso bel prazer fazer as nossas tarefas ou realizar as nossas vontades, até mesmo uma coisa simples, como ir na cozinha pegar um copo d’água. O mundo material é o “parquinho”, podemos leva-lo a sério, admirando e compreendendo a sua engenharia ou simplesmente brincar nele, desfrutando de sua diversão, mas é claro, respeitando seu próprio código de ética, a maioria das pessoas tem um. E por ultimo e mais delicado, a mente.

    A mente humana por sua vez, tem um infinidade de atributos, pode discernir o bem e o mal, como também pode realizar complicadíssimas equações matemáticas. Não é atoa que a mente humana desde os primórdios das pequenas civilizações vem estudando a mente humana, e que se estende até os dias de hoje, descobrindo conexões nervosas no cérebro responsável pelas emoções por exemplo, ou mapeando a psique etc.

    No ser humano individual, sendo espiritualizado ou não, irá se deparar em algum momento em sua vida com a seguinte questão: Você pode tomar o controle da sua mente e de seu corpo, excluindo permanentemente o famoso “controle automático” e aqueles devaneios ou simplesmente manter a programação automática de fábrica. Lembre-se da causa e do efeito.

    Querendo ou não, a sua vida irá terminar com você no volante de sua própria mente e de seu corpo, o seu “controle automático” não tem garantia estendida e “pacote completo”, ou seja, se por acaso escolher procrastinar, em outras palavras, continuar dormindo, sofrerá o efeito de a cada dia perdido no “controle automático” será um dia a menos de aproveitamento da Vida e um dia a mais que você terá de adiar para realizar uma meta por exemplo e se tornar auto-realizado.

    Existem diversas maneiras de se tomar por completo e se tornar o líder da sua vida, ou no mínimo estar lúcido 100% do tempo, atento para cada coisa, pessoa ou evento presente. Há maneiras voluntárias e involuntárias, as involuntárias são as piores, causando diversos traumas ou problemas mentais pelo fato de ter sido “acordado” por uma má notícia, a perda de um ente querido, uma doença, a fome são um exemplo disso, e se não souber superar, não irá despertar, mais sim, se aprofundar mais e mais. Superando, estrá despertado!

    Para se tornar o piloto de sua própria vida, desperto e consciente, listarei alguns dos meios para tal:
    Obs: só os fortes entenderão.

    1 Trabalho. É incrível o que o trabalho honesto e digno pode proporcionar as pessoas, pode curar doenças, pode afasta-lo do que é ruim, pode até realizar milagres, e irá se ocupar o seu tempo com uma causa nobre. E não será vítima daquela famosa frase: “mente vazia é oficina do diabo” (Ditado Popular).

    2 Pancharaksha, do budismo yidam. Atingir a iluminação através das escrituras, dando vida a uma deidade que será um guia para sua vida. Para os budistas também irá lhe proporcionar o desprendimento do sofrimento mundano, adquirindo uma nova consciência búdica que irá te libertar do ciclo de morte e renascimento;

    3 Depositando sua fé ou o seu “chi” em uma religião, dogmas de boas índoles que te ampare e te mostre o caminho. Esta opção também lhe proporciona os benefícios do N°1 da lista;

    4 Sendo um discípulo de mestre, guru, padre etc.( Se adequando a tribos de pessoas com quem “pense” igual ou também sendo acolhido por gente de bom coração, pais, amigos, entre outros);

    5 Psicanálise ou Hipnose, estudando a própria mente e determinando para si mesmo como você deseja ser daqui para frente, apagando memórias traumáticas, traçando sistemas psicológicos de anti-ansiedade, através da auto-sugestão por exemplo, um tipo de auto-cura;

    6 Desapegando-se de seu ego, de seus desejos, das intimidades, do seu EU etc. Se você não for mais “você”, não terá de se preocupar;

    7 Não mentir. A mentira causa um tipo de “falso fato”, e por você projetar aquilo verbalmente, confunde ser cérebro a acreditar em uma coisa que não ocorreu. Isso pode parecer apenas uma “mentirinha”, mas se você estudar o cérebro, descobrirá que ele funciona como um tipo de biblioteca datada, uma memória em perfeito estado, e em ordem. E após uma “mentirinha”, seu cérebro se embaralha, causando uma espécie de confusão, forçando o seu cérebro a processar a ideia e levantar evidências falsas para que se arquive em sua memória. Após a confusão causada pela “mentirinha”, a mentira se torna realidade e acaba por ofuscar o verdadeiro fato, causando futuramente a hipomnésia de outras lembranças. Através do ser sereno poderá atingir a iluminação com muito mais facilidade.

    8 Projeção astral, sonho lúcido, viagem astral, meditação transcendental desdobramento, EQM( experiência quase morte), clarividência, entre tantos outros; ESSE N°8 É MUITO INTERESSANTE.

    9 Pílula Vermelha; Não me segurei, tinha de colocar essa Também uhauahuah

    10 Caridade. Atingir a iluminação através da compaixão e da caridade é o caminho mais nobre na minha opinião.

    11 Amor. Amar de verdade alguém é algo que vai te levar nas nuvens, adquirindo todos os benefícios que o Universo pode oferecer. Lembrando, eu falo do amor e não do sexo, você amar uma pessoa, ou ser amado, estar com uma pessoa que te admire é a melhor coisa do mundo.

    12 Ser leitor do Dharmalog.

    13 Equilíbrio, o caminho do meio.

    14 Ser você mesmo. Não esse ser influenciado pelas pessoas, ser o real você de quando era jovem. regozijando.

    E etc.

    Pros senhores um forte aperto de mão
    e beijos pras senhoritas.

    • Em outras palavras, o que eu quero dizer com isso em relação ao texto é que também não precisamos ser inativos, se estamos vivos e cientes disso não é por acaso.

    • Olá Mônica, Obrigado

      Àaah, a pílula vermelha uahuahua ^^

      A Pílula vermelha refere-se a mais pura verdade, o “despertar” no filme Matrix. Onde Morpheus oferece a Neo a chance de escolher entre a pílula azul e a pílula vermelha, sendo um fator determinante em sua vida, fazendo analogia a nossas “escolhas”.

      No filme Matrix, Mopheus explica a Neo que o mundo onde nós vivemos não passa de um lugar irreal e ilusório. Que os humanos são escravos do sistema e naquilo no que acreditamos ser verdadeiro na verdade é falso.

      Portanto, daí a pílula azul é representada como a conformidade com o comum, se por acaso optar escolher a pílula a azul a sua vida continua ser como sempre foi, acreditando no que acreditava etc; não mudando nada. A Vermelha por sua vez, já trás algo a mais, conhecendo a complexa verdade por trás do holograma ou o mundo como conhecemos.

      Mas é claro que essas pílulas e esse filme é só uma analogia mais fictícia da nossa condição humana, onde nós aceitamos crenças , dogmas, rotinas , acontecimentos, tudo passivamente sem questionar ou até mesmo questionando sem compreender esse mundo de sombras e ilusões.

      Eu citei a pílula mais como uma brincadeira rsrs, é lógico que não existe pílulas para atingir a iluminação. Atingir o despertar é trabalhoso e só o próprio ser pode dar-se a si mesmo.

      Abs e Bjs

    • Obrigado Nando por postar a Fonte/em vídeo “Matrix – The Pill (A pílula)”
      “Uma imagem( ou um vídeo) vale mais do mil palavras”
      –Desconheço o autor desta frase

      E antes que eu me esqueça, ótimas postagens, muito profissa e parabéns pelo site.

    • Resposta para o “Critico”:

      Desculpe, mas você “viajou” feio. As coisas que você escreveu são o OPOSTO do que os mestres iluminados ensinam, inclusive o chinês desse post.

      Acho que você não entendeu o que o chinês disse, recomendo que você leia o livro “Um Novo Mundo, O despertar de uma nova consciência” de Eckhart Tolle, com ênfase no que ele diz sobre as organizações religiosas e seu fim inevitável.

      Veja bem, idolatria, organizações religiosas, seguir um guru, achar que tem controle, e outras bobagens são coisas da mente e do ego, ISSO NÃO FUNCIONA.

      Olha que BOBAGENS ENORMES que você disse:

      1- “…Para se tornar o piloto de sua própria vida,…”
      2- “…A lei da causa e efeito, ação e reação…”
      3- “…excluindo permanentemente o famoso “controle automático” e aqueles devaneios ou simplesmente manter a programação automática de fábrica…”
      4- “…Existem diversas maneiras de se tomar por completo e se tornar o líder da sua vida, ou no mínimo estar lúcido 100% do tempo,…”
      5- “…Atingir a iluminação através das escrituras, dando vida a uma deidade que será um guia para sua vida…”

      6- “…Depositando sua fé ou o seu “chi” em uma religião,…”

      7- “…Sendo um discípulo de mestre, guru, padre etc…”

      8- “… Projeção astral, sonho lúcido, viagem astral,…”

    • Não fui eu quem “viajou”, Misterkey ou “Senhor-Chave”.

      Acho que foi você que não entendeu. As religiões do Oriente serve como um guia para vida, um manual para atingir o seu verdadeiro EU, existem várias maneiras de “conseguir” ou se “despersonalizar” do seu EU, são caminhos diferentes, ou seja, é Dual. Há diversas maneiras de conseguir chegar no mesmo “ponto”. Você gosta de ficar à vontade com as coisas simples não é mesmo? Então “Tudo que for inconveniente ou inútil para VOCÊ, poderá jogar fora ou converter para AQUILO que faça VOCÊ sentir-se confortável.”

      Esse texto que eu escrevi, não foi “inventado”. Foi extraído de um panorama cosmoético de livros, que não engloba só a mente Ocidental. Apenas coloquei com minhas palavras, palavras fáceis para ficar bem compreendido. Agora, se você quiser dar uma de “intelectual” vá em frente, faça melhor e me ensine por que eu quero aprender.

      Veja bem, “ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS” você citou, observo que você tá mais alienado com teorias de conspiração do que com os seus próprios pés. Não to dizendo que não pode, todos podem sim se manter fiel a uma certa ortodoxia tradicional, de certo modo que ninguém é obrigado a aceitar cegamente nenhuma doutrina ou idéias e enunciados de nenhum caminho, mas pelo menos leia do que se refere e sinta-se a vontade para aprender mais e mais.

      Todos nós aqui estamos aprendendo, ninguém aqui é o DONO DA VERDADE, nem mesmo o CHINÊS ALI QUE VOCÊ DISSE OU Eckhart Tolle. Esteja a critério de vocês mesmo para aceitar no que deseja crer.

      Agora vir me dizer que eu estou errado? Como eu posso estar o “OPOSTO” do texto se o texto não projeta dualidade. E além do mais “AS BOBAGENS QUE EU DISSE”? Acho melhor você mudar esse seu conceito de “realidade”, seja descrente mas EXPERIMENTE, não viva por teorias, vá a fundo, pesquise por você mesmo, tenha experiências pessoais, seja prático e não teórico. E depois a gente conversa.

      PSS: Eu admito ser um BOBÃO, assim como você, por não usar nossos nomes pessoais.

  • Somos seres constantes, aquela mesma criança aos 5 anos, o mesmo adolescente aos 16, e o mesmo adulto aos 25…se pararmos pra analisar,iremos perceber que temos os mesmos medos,os valores, as mesmas qualidades,até o mesmo sorriso.O que muda com o passar do tempo são nossas experiências que refletem em nossas atitudes e a maneira de lidar com nós mesmos e com a sociedade a nossa volta. Por isso devemos trabalhar nossa mente, buscar o autocontrole e nosso autoconhecimento, para que possamos viver o samsara de maneira evolutiva e assim conseguirmos a iluminação ou paraíso, seja la como for a percepção individual, sobre o “fim dessa vida”

  • Estes refrões de “trabalhar a mente”carregam consigo uma idiossincrasia! Idéias que um Ser percebe, se “lota” de receitas de autocontrole e o que ele tem? Mais autocontrole, mais ilusão, mais desejos de satisfação. E ainda pior, o maior desejo egocêntrico: o de Iluminação! Qual é a carga disto? Tristeza, frustração, baixa estima, e o pior: um anseio por algo que não está nesta vida. Qual vida além? A maior das ilusões!!!! Pois destrói a possibilidade de aceitação e conhecimento de si mesmo, destrói qualquer possibilidade de Ser Humano no aqui e agora! A Evolução fica para Ser alguém no Além!!!! Ser Vigilantes do que? É a maior
    propositura de arrogância! Será que ninguém percebeu A GRANDE SABEDORIA? ! “Não há jornada como se diz. Pode parecer que não, mas estamos sempre de volta onde começamos. O que fomos em essência, e o que seremos em essência, é o que somos em essência. Pondere isso, mais amanhã.”

    • Excelente indignação, Maria. É realmente uma via direta, sem histórias, sem gradações, o destronamento do ego sem despachos pra amanhã. Mas também é praticamente inevitável que a gente se perca e se demore, porque é o que o sistema aprendeu a fazer desde que nasceu. “Será que a gente não percebe?” Na maior parte das vezes, não. O martelo precisa bater várias vezes no mesmo prego para que ele se fixe.

      Saudações!
      Nando

  • Acha impossível a iluminação que prefere se contentar com o: faz parte ou tanto faz…

    É como dormir dentro do ônibus. Você embarca, e cochila, chegando ao seu destino final, você tem a necessidade de acordar e ir embora. Assim é a vida de muitos, salvo aqueles que se mantem despertos observando a paisagem, ou vendo em algum momento no caminho, se deparar com uma imagem de uma pessoa ajudando uma motorista a trocar o pneu do carro que furou na estrada. Esses são os seres despertos!

    Saber sobre o caminho é totalmente diferente de percorrer o caminho, Devemos encontrar o caminho, caminhando. A iluminação não é um super-poder, se você pensa assim, então está redondamente enganado(a) pela sua própria ilusão. Então quer dizer que você prefere ser tolo(a)? tanto faz pro “Todo” né. Um ser iluminado, não se auto-denomina assim, ele não sabe, só percebe quando as pessoas falam a ele, sendo o reflexo de suas ações e sabedoria.

    Não me lembro muito bem dessa fábula, é +ou- assim: um camponês de boa índole, porém angustiado com o mundo e sua maldade vai até o monge e diz: Monge, eu só vejo maldade e escuridão no mundo, oque devo fazer?
    Então o monge responde: Se você vê somente a escuridão e a maldade, então certamente é por que você é a luz.
    (só quem está na luz pode ver a escuridão, assim como quem na escuridão está, pode ver a luz. A escuridão não pode ver a escuridão assim
    como a luz não pode ver a luz.) fim.

    Vejo que as pessoas sensíveis se preocupam demais com a carga emocional, e acabam “nem aí” para tudo, afinal é tudo da lei haha, mas não é bem assim, a carga emocional faz parte de você, não tem como “arrancar” isso fora, mas se quiser aprender como amenizar isso, está tudo aí, um turbilhão de métodos, assim como existe milhões de livros para um estudante ler e se dar bem na prova, ou quando um paciente se sente entorpecido pela medicação, mas você não quer curar? Você renega o tratamento, então você renega a cura… E as pessoas preferem se manter à deriva, passivos e devaneando. Você tem que ser pacífico como a água, não um pingo d’água no meio do oceano.

    Observo que a nossa única liberdade em vida, são controlar nossas escolhas, é a nossa única obrigação. Pois não sabemos como será depois,
    você acredita em reencarnação? Vida eterna? Tanto faz?
    – Se Sim, então sua vida agora é irrelevante. Oque está fazendo aí mesmo? Você não é o “Todo”? você por acaso é b*rro? Você está realmente fazendo se perder por todo esse tempo! Talvez seja esse o seu plano.

    O Ser humano não é igual uma pedra. A pedra existe, mas não pensa. Assim querem ser os seres auto-iniciados, eles existem, e se mantem com uma cabeça de vento. A cabeça de vento nada almeja, não pensa por si, não enxerga o que está passando em sua frente, aceita tudo, nada é grande sabedoria, ele é totalmente pacato, pra ele tanto faz. O nosso contra ponto do vazio, não está no não-pensar, não está na nossa mente, está na morte.

    Se não perceberão, esse texto reflete a vertente do uno hagakure, bushido, esses vocês devem conhecer: a arte da guerra. Explicando como o soldado, o samurai, o praticante de artes marciais, o discípulo devia ser. Ele deve ser “não-dual”, não há jornada, não há certo e errado, bem e mal, voltamos e voltamos de novo a cada dia, todo dia é um dia de combate, brincamos com o “todo”, se por acaso matar ou morrer, faz parte e amanhã será um novo dia, tudo faz parte sendo a essência do todo. Se tomou uma flechada, então pare de prestar atenção na dor e olhe nos meus olhos, tenha uma morte honrada. Não existe segredo a ser desvendado ou grandes conhecimentos, simplesmente não pense, eu sou o general, faço isso por vocês e teremos honra. Nessa época eles precisavam disso, era o que os movia.

    O ser comum não volta ao inicio e começa novamente, ele não tem o botão de reiniciar, ninguém aqui é catatônico ou treinado para ser o que ser e der no que vier . O ser comum aprende com os erros e continua… continua…

    Não estou fazendo uma má crítica ao texto ou ao comentário, essa filosofia é ótima para quem é um guerreiro(a), para quem medita na arte da guerra e na morte honrosa, ou tem uma mente maquiavélica. Deve ser muito “bom” pensar em pode fazer tudo e não se preocupar com nada e nem sentir pelo menos um pingo de remorso. Mas as coisas não funcionam desse modo, podemos prover de ataraxia mas existe carma ou um julgamento “final” e o tempo tá passando…

    Em suma, o ser humano é covarde, se encolhe e continua sendo aquele ser apavorado e triste. A vida está ai para você mudar isso, vai ficar assim até quando? Tem “medinha” de se doar é? de sofrer? Vai continuar triste? Que nada, sorria! Você não precisa ser assim, pode até acreditar nesse seu “todo” mais aí, vai escolher abrir os olhos pra felicidade ou tanto faz ser assim…
    Vai ficar aí do alto do monte vendo “todo” o caminho ou vai percorrer sua jornada?

    Obs: O Hinduísmo, o Budismo, O Samsara tenta pregar a dualidade no não-dual MAS admite que ela vem sempre acompanhada do Carma.
    Simbolizada por uma roda LOL
    Pensem gente: uma roda é o todo, todo que vai e sempre volta no mesmo lugar, assim é o não-dual. Mas esqueceram de nos mostrar o contraste da roda, se tem a roda, tem a base , tem o local onde ela está, tem o centro dela, tem muito mais que isso… Entendem… Não existe apenas o Uno(não-dual), o dual, mas existe muito mais que isso: o “trial”, “quadrial” kkkkkk etc… e você aí reclamando do complexo entendimento das faculdade materiais e de suas dimensões tanto búdicas quanto físicas etc.

    O problema do não-dual é que para você ver o todo, você precisa estar do lado de fora. E se você está vendo de fora então existe mais coisa do lado de fora e aquilo não é mais o todo. O “TODO” não é tão simples assim.

    Aí você diz: TANTO FAZ…

    • Não dá para “estar do lado de fora”…isso não existe…apenas sabendo-se parte e vivendo aquilo que acredita, no respeito a vida e crenças de cada um é que a vida flui! E isto sugere COMPAIXÃO E DEFINIÇÃO. Quando nos confrontamos com questões que envolvem a vida na terra, exemplo bom é o da Síria… APRENDER QUE A LOUCURA EXISTE! Jung já nos apresentou ao “inconsciente confuso”! É soma de energias mentais e sistêmicas que não se coalizaram no bem comum, fórmulas matemáticas criadas mentalmente na vivência arrazoada de seres humanos revoltados, irados, desejosos de vingança EM SEU SOFRIMENTO e que atuam indiscriminadamente, pois não foi possível criar no momentum individual de cada um, uma razão e discernimento que propiciasse nova fórmula de agir e ser. São aqueles eventos que hoje aparecem para serem re-compreendidos e criando no discernimento e compaixão, a compreensão de que uma nova fórmula de estar no mundo É POSSIVEL!

  • Sem querer ser estraga-prazeres, mas eu baixei um dos livros do Wu Hsin graças e este post e achei muito legal, só que à medida em que ia avançando na leitura, tudo foi soando contemporâneo demais e zen-budista demais. Fui atrás de mais informações sobre ele e todos os links que encontrei se referenciam nos próprios livros, fora disso não há nada, ele parece não existir. Na página da Amazon, um leitor questiona se os livros são realmente traduções ou se são na verdade compilações/adaptações de frases budistas e taoístas posteriores a ele. Outra coisa esquisita é que Wu-hsin aparece nas buscas não como nome próprio, mas como o nome de um conceito, não-mente. Se alguém tiver uma prova da existência real dessa pessoa, agradeço.

    • Tudo é possível, Marcelo.

      As referências a Wu Hsin são rarefeitas mesmo, mas na introdução dos dois principais livros em inglês sobre ele há mais informações, também com referência ao contexto histórico e à tradução do chinês. O tradutor Roy Melvyn também traduziu obras de outros nomes das escolas orientais, como Ramana Maharshi, Jiddu Krishnamurti e Shunryu Suzuki. Segundo consta a biografia, (o tradutor) é um americano nascido em 1947 e que teria PHD em Estudos Religiosos, embora essa informação pareça ter sido publicada pelo próprio (na Amazon, onde constam os livros). O site dele é http://www.roymelvyn.com e ele se coloca à disposição pelo email roymelvyn ARROBA outlook PONTO com. Enviei uma mensagem a ele sobre essa e outras questões e assim que tiver resposta reproduzo aqui.

      Sobre o nome, é muito comum alguns mestres assumirem nomes ou serem nomeados (na verdade, monges quando são ordenados já recebem nomes assim) com expressões de suas escolas de origem, e essas expressões sempre significam alguma coisa, como Wu Hsin, ou Wuxing, que segundo uma fonte significa os 5 elementos ou cinco processos que fazem parte do pensamento tradicional chinês.

      Da The Internet Encyclopedia of Philosophy (IEP):
      http://www.iep.utm.edu/wuxing/

      PS: Sem querer ser estraga-prazeres de maneira reversa, apesar da pesquisa ser importante, ainda mais importante é a capacidade de esclarecimento verdadeiro que ela traz. Se é capaz de nos fazer reconhecer a verdade, que assim seja. Vamos seguindo com o melhor dos dois mundos, se possível.

      Saudações,
      Nando

  • Legal, Nando, obrigado pela resposta. Como eu disse, gostei muito do livro, as frases são excelentes, mas o contexto é importante também. Uma coisa é realmente terem sido proferidas por um sábio chinês há 2400 anos, ainda mais porque aparentemente ele não teve contato direto com o dharma; outra é terem sido compiladas de várias fontes para compor um personagem inventado. As frases seguem as mesmas (e não deixa de ser irônico que tratem justamente sobre o não-ego), mas neste segundo caso haveria uma má-fé do tradutor. Caso tenha existido mesmo o Wu Hsin, o Roy Melvin não pode ser a única fonte de pesquisa sobre ele no mundo todo. Em tempo: gosto muito do Dharmalog, é um trabalho sensacional, vivo postando links daqui, e é justamente por isso, pra manter a qualidade, que acho importante esse debate. Grande abraço!

    • Marcelo e amigos, o Roy Melvyn respondeu. Estou publicando num post ainda esta semana, mas para adiantar um pouco e resumir, Roy morou na China e em uma das vilas que esteve descobriu os ensinamentos de Wu Hsin, aparentemente tradicionais na região, e teve acesso a “pergaminhos” com registros. A história de qual vila é está na introdução do livro que está mencionado no post. Mas vou publicar as frases dele como recebi.

      Um abraço,
      Nando

    • Legal, Nando, em primeiro lugar, parabéns pelo esforço e abertura. Por outro lado, isso não resolve de vez a questão, uma vez que o Roy continua sendo a única fonte sobre o assunto, né? Estou assumindo o papel do chato da história, eu sei, e peço desculpas antecipadas por isso a quaisquer pessoas que possam estar achando a discussão irritante e/ou irrelevante, mas me parece importante saber se Wu Hsin existiu mesmo ou não. Abraço.

    • Faça o papel que você quiser, Marcelo, quem somos nós pra dizer isso ou aquilo. :-) Entendo tua preocupação e meu lado jornalista também gostaria muito de saber exatamente tudo isto. Mas o ensinamento está funcionando, isso pra mim é o mais importante.

      Para investigar mesmo tem que ir muito mais a fundo que isto. Tem que chegar a algum documento, registro de viagem, contatos, etc. O que fiz por email foi apenas um pedido de esclarecimento inicial, e o que recebi foi uma resposta gentil de alguém que parece estar verdadeiramente envolvido com os ensinamentos.

      Um abraço!
      Nando

  • “Cada um de nós cria um mundo para si mesmo. Você vive nele e reclama dele. Seu mundo é composto de desejos e da satisfação dos desejos, de medo e de estratégias para evitá-lo. Você não consegue ver que é seu mundo privado? É um pouco mais que um artefato da mente. Uma vez que você veja essa loucura, você estará no caminho de saída”.

    Wu Hsin

    Caros amigos,

    Ofereço-lhes uma perspectiva “diferente” para a compreensão do texto.

    A maior dificuldade para compreendermos corretamente os ensinamentos dos Sábios, talvez, decorra da confusão que geralmente fazemos entre Quem de fato somos, com o que pensamos que somos, ou seja, um “eu” condicionado. Em outras palavras: Confundimos a mente condicionada com a Mente Incondicionada.

    Quem cria um mundo para si mesmo? Que reclama? Quem tem desejos e os persegue? Que tem medo e cria estratégias para evitá-lo? O “eu”, o “pensador” por trás da mente condicionada “em” um “eu”.

    O “eu” jamais poderá libertar-se de si mesmo e nem poderá salvar-se de si mesmo, e do inferno e ilusões que cria para si mesmo, porque ele é parte essencial da ilusão – se retiramos o ator da cena, o personagem não pode atuar! Mas o personagem não pode retirar o Ator da Cena! Percebam a dificuldade!

    O “eu” é, simultaneamente, o elenco, o diretor, o escritor, o figurinista, o contrarregras e a plateia, no grande teatro da “vida” – (neste plano existencial – que inclui os mundos sutis).

    O problema é que estamos apaixonados pelo elenco, pelas peças, pelos enredos e estórias, pelos cenários, e pelos figurinos, pelos dramas e comédias que incessantemente encenamos e assistimos. Nós não queremos deixar o “nosso mundo” de fantasias.

    Para a muitos de “nós” nem parece haver opção, pois lhes parece que tudo o que existe é o “teatro”.

    Para a maioria de “ nós” a Mente Original é apenas um “mito” um “devaneio de místicos” e, parece-nos uma loucura e grande estupidez deixar o “palco”, e arriscar-se além dos limites do teatro, deixar o mundo manipulável da ficção, fictício, mas conhecido e, avançar para o insuportavelmente assustador Mundo Real, o Grande Desconhecido.

    O que somos em essência? Um ator ou uma atriz? Um escritor ou uma escritora? Um diretor ou uma diretora? Um personagem?

    Manifestamos e experimentamos o que acreditamos que somos.

    A Essência de Quem somos não pode ser conhecida fora de Si Mesma. Os personagens não podem conhecer a Realidade, ou seja, não podem conhecer nada do que está fora do seu script.

    Concordo com Maria Beatriz, quando ela diz que “o maior desejo egocêntrico é o desejo de Iluminação”. Quem deseja tornar-se Iluminado? O nosso “eu” – aquele que pensamos que somos. Ninguém, ou seja, nenhum “eu” pode tornar-se Iluminado, pois é a Mente que Se torna Iluminada – na Verdade, a Mente Incondicionada sempre foi, é, e sempre será Iluminada – só precisamos retirar o que obstrui a Sua Luz – as ilusões do “eu”, ou seja, as nossas idiossincrasias, nossas opiniões pessoais, desejos pessoais, medos pessoais, ou seja, a nossa pessoa, ou nosso “eu” – “só precisamos abandonar definitivamente o mundo “encantado” do teatro”

    Ao ouvir este tipo de pensamento, tendemos a nos sentir muito desconfortáveis! Pois, fatalmente surge uma pergunta:

    Se tirarmos o nosso “eu” de “nós mesmos”, o que nos restará?

    Para o nosso “eu” não restará nada! Se tirarmos o “papel” do “personagem” o que restará ao personagem? Nada! Ele, simplesmente desaparece de “cena” e da peça! É exatamente por esta razão que não podemos “contar” com a ajuda do “eu” para esta “libertação”!

    Mas para a Essência que Nós Somos e que estava identificada com a ignorância e as trevas, com o sofrimento, e com as ilusões do “eu”, se retirarmos o que nos separa da Realidade, ou seja, se abandonarmos a nossa identificação com o “nosso eu”, restará a Luz, a Sabedoria, a Alegria e a Bem Aventurança – ou seja, a experiência da Mente Pura Original Incondicionada, o Nirvana.

    Isto é impossível de ser corretamente compreendido a partir dos esforços da mente condicionada.

    Os personagens somente podem compreender o que autor lhes permitir, pois eles não têm “capacidade de compreensão” própria, (e nem “vida” própria), mas somente a “vida” e capacidade de compreensão que o autor lhes “dá”.

    Por esta simples razão, nós, dentro de nossa mente condicionada, de nosso “eu pessoal”, não podemos transcender o autor que é a própria mente condicionada!

    Eis a grande e quase intransponível dificuldade!

    Ainda assim, Grandes Mestres como Jesus e Gautama Buda nos asseguram que é possível transcender os condicionamentos da mente e libertar nossa Mente. Eles nos deixaram Sábios e Maravilhosos Ensinamentos. Mas é preciso compreender que não há “caminhos” para o nosso “eu”, não há caminhos que leve o “eu” à Iluminação. Pois não são os nossos “eus” que serão iluminados, mas sim, a Própria Mente.(“Quem quiser “Salvar” a sua Vida (o seu “eu”), perdê-la-a” – pois se não pudermos abandonar o apego ao nosso “eu”, não poderemos avançar além do “eu”).

    É preciso ouvir os ensinamentos dos Mestres com a perspectiva correta, só então suas palavras tornam-se compreensíveis.

    Isto é bastante “delicado” e difícil de explicar com palavras.

    Naturalmente, o que compartilho aqui é apenas uma humilde contribuição, não tem a pretensão de conter a Verdade e, muito menos de atacar opiniões diferentes.

    Tentei tornar o texto o mais amistoso e menos desafiador possível, mas devido a inerente “delicadeza e aridez” envolvida na questão, é inevitável que possa ser equivocadamente interpretado por algumas pessoas como “indelicado”.

    Peço humildemente a todos, mas especialmente a estes, que exerçam sua compaixão e paciência para comigo.

    As analogias que utilizei são precárias, mas com um pouco de “humilde ousadia” e, bastante boa vontade, compaixão e compreensão para com as limitações daquele que escreve estas toscas palavras, creio, será possível, pelo menos abrir-se a uma “instigante perspectiva” para a compreensão desta intrincada e ultra controvertida questão.

    Grato por sua preciosa atenção!

    Namastê!

    • Aquilo que sua mente entende como sendo o “eu” e que é definível por palavras não é o verdadeiro.

      O verdadeiro “eu” não pode ser compreendido pela mente e é indefinível.

      Os livros de Eckhart Tolle falam muito disso, recomendo a leitura de “O Poder do Agora”.

    • Sim Nando.

      O mestre espiritual Eckhart Tolle.

      Depois que li “O Poder do Agora” tudo mais parece ser descartável. Já li e reli, e cada vez parece ser mais surpreendente, mesmo depois de anos.

      Um livro para ser lido, aprendido e depois esquecido, pois segundo ele mesmo, a verdade não está ali, é só uma placa apontando para uma direção.

      A verdade não está nas palavras, está além delas, está além da mente.

  • Por Robert Adams:

    Fica apenas calmo, tranquilo e descontraído e vê o que acontece. Vais surpreender-te.

    Ou ficas nervoso, preocupado, inquieto e atrais para ti circunstancias negativas e provocas que as situações se tornem no máximo piores.

    Permanece apenas calmo, tranquilo, descontraído. Confia no poder que sabe o caminho, então vais encontrar a paz.

    Tudo irá tomar conta de si mesmo. Repara, somos tão egotistas que acreditamos que temos que fazer acontecer. Acreditamos que se eu não o fizer nada vai acontecer.

    Eu tenho que sair e encontrar um emprego, tenho que trabalhar, tenho que fazer isto, tenho que fazer aquilo.

    Mas na verdade, há um poder que sabe exatamente o que tens de fazer, onde tens de estar e com quem deves estar.

    Não tens nada a fazer com isso. A tua tarefa é tirar a ti mesmo do caminho e permitir que aconteça.

    Dessa forma irás ter felicidade total e paz.

    Robert Adams – Transcrição 180 – Tu nem sequer existes.

  • Excelente texto publicado , principalmente os dez passos para se tornar o piloto da própria vida . São todos essenciais , ressaltando o desapego do próprio ego . Trouxe muita luz para as minhas considerações sobre o assunto . Obrigada !

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