Normose, a patologia silenciosa: a história de como o psicólogo Pierre Weil se curou dela, por ele mesmo

“Ser ajustado a uma sociedade profundamente doente não é sinal de saúde”.
~ Jiddu Krishnamurti 

Alguns já estão familiarizados com o conceito de “normose” e também com o trabalho do educador e psicólogo francês Pierre Weil (1924-2008), Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris e autor de “A Neurose do Paraíso Perdido”, “Antologia do Êxtase” e “As Fronteiras da Evolução e da Morte”, mas talvez alguns ainda não estejam com a história pessoal que levou Pierre a se perceber um normótico em si mesmo e, a partir daí, a tomar um rumo diferente e a trabalhar profissionalmente, como psicólogo e palestrante, esse novo conceito. No texto abaixo, Pierre conta parte dessa história, fala de como saiu de uma infelicidade pessoal, de uma separação e de um câncer para o Tibete, para o ioga e para a fundação da UNIPAZ, a conhecida universidade da Paz fundada em Brasília em 1987.

Pierre Weil NormoseUm dos problemas das correntes da normose é que elas são inconscientes e silenciosas. Mas, como Pierre afirma no texto abaixo, de sutis e fracas elas não tem nada: a normose é “um processo psicossociológico que ameaça a humanidade e as outras espécies vivas no planeta Terra, uma verdadeira fonte de sofrimentos e de tragédias, das mais diversas proporções”.

Para conhecer mais de Pierre Weil, visite o site oficial em pierreweil.pro.br e veja também o post “As grandes perguntas da existência e os processos de descoberta, pelo psicólogo Pierre Weil [4 VÍDEOS]“, publicado aqui em 2012.

“A normose pode ser considerada como o conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria de pessoas de uma determinada sociedade, que levam a sofrimentos, doenças e mortes. Em outras palavras: que são patogênicas ou letais, executadas sem que os seus autores e atores tenham consciência da natureza patológica.”
~ Pierre Weil

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NORMOSE” [TRECHOS]
Por Pierre Weil

“(…) A maneira mais simples de fazê-los entender do que se trata será contando um pouco do que se passou comigo há algumas décadas. Isso nos levará, ao mesmo tempo, aos aspectos pessoais e sociais que levaram à criação do conceito de normose. Lembro-me da crise existencial pela qual passei aos trinta e três anos de idade. Com o conhecimento que tenho hoje, identifico-a como conseqüência de uma normose. Foi, tipicamente, a crise de um normótico que ainda não sabia nada a respeito da normose. Fazia prosa sem o saber, como diz um jargão popular.

Por que afirmo que eu era normótico? Minha crise ocorreu por eu ter procurado ser normal, de ter realizado o que uma sociedade recomendava e recomenda até hoje sobre o que é ser um homem bem-sucedido. A sociedade, por meio dos meus pais, moldara um ser humano bem-sucedido aos trinta e três anos. Um homem de sucesso porque eu tinha tudo: tinha a minha residência, tinha a minha casa de campo, tinha a minha piscina, tinha meu cargo na universidade, tinha o meu cargo junto ao presidente do maior banco da América Latina, tinha o meu consultório, tinha o meu livro best-seller, tinha entrevista na televisão, tinha, tinha, tinha, tinha… E minha normose era, justamente, ter. Havia introjetado toda uma civilização do ter. Eu tinha, tinha tudo e estava muito infeliz, não era um homem realizado. Conformado a este contexto, eu acabei tornando-me normótico.

Por quê? Porque eu segui a norma que me levou à patologia: a patologia moral – era profundamente infeliz; a patologia social – me divorciei porque, quando se está infeliz, culpam-se os outros; e uma patologia orgânica – a separação me levou a fazer um câncer. Então, já temos o conceito da normose: é o conjunto de hábitos considerados normais e que, na realidade, são patogênicos e nos levam à infelicidade e à doença. Embora resumida, é a definição que eu tenho seguido até hoje, muito útil e clara. Para sair da normose, deitei no divã do psicanalista e resolvi aprender e praticar ioga. Foi numa sessão de ioga que descobri a relatividade do conceito de normalidade. Vou contar a história, pois é muito ilustrativa. Todas as quartasfeiras à noite nosso grupo se reunia e o professor nos fazia relaxar, com música, e meditar. Depois, cada um relatava a sua experiência. Um dizia: eu vi um ser.

Outro: eu vi cores. Outro ainda dizia: eu vi formas. Um mais: eu tive uma inspiração maravilhosa. E, quando chegou minha vez, eu disse: gente! Eu estou tapado. Eu não estou vendo nada! Isso transcorreu durante um ano. Foi aí que comecei a observar a relatividade do conceito de normalidade: nesse grupo, todo mundo tinha visões e eu não. Então, o grupo era normal e eu era anormal. Lá fora, nos dois milhões de habitantes de Belo Horizonte, quase ninguém tinha visões. Então, eu era normal e o grupo era anormal. Foi quando comecei a cogitar sobre a relatividade do conceito de normalidade.

A fantasia da separatividade

O estudo da ioga me levou ao hinduísmo, ao budismo e ao conceito de maia. Constatei que essa nossa maneira de ver as coisas é uma fantasia. Mais tarde, eu a denominei de fantasia da separatividade.

Quando criamos a Universidade Holística, ao fazer o estudo da gênese da destruição da vida no planeta, descobrimos que sua raiz está em que consideramos a ilusão como normal. É um conceito provido de consenso social, que pode levar ao suicídio da humanidade. A isso se acrescentou, então, a noção de consenso: uma crença partilhada por uma maioria.

Os estudos de ioga me levaram a fazer um retiro com lamas tibetanos.

Fui para esse retiro especialmente para entender por que os tibetanos insistiam Maia: termo sânscrito, que significa ilusão, em seu sentido mais geral. tanto no caráter do sonho em nossa vida cotidiana. Ou seja, a semelhança entre o estado de consciência de vigília e o onírico. E lá eu aprendi, por mim mesmo, por meio do sonho lúcido, que a nossa vida cotidiana é como se fosse um sonho. Não tem muita diferença não. E todos acreditam nesse sonho. Voltamos à noção de normose e de consenso.

Um dia, em 1986, ao sair do retiro tibetano, Jean-Yves Leloup me convidou para um simpósio sobre a normalidade, no Centro Internacional de Saint-Baume. O local era um tipo de universidade holística, com um ambiente como o da Unipaz, que ele dirigia, no sul da França. Lá se encontrava e podia ser visitada a gruta onde Maria Madalena se refugiou depois da passagem de Jesus. E lá, a seu pedido, proferi uma palestra sobre as anomalias da normalidade.

Então, surgiu a idéia de que a normalidade podia ser patológica e patogênica. Todo o seminário versou sobre a definição do que é normal, tarefa nada fácil. O que é normal, afinal? De qualquer forma, a criação do conceito de normose nos força a buscar definir o que não o é.

Um conceito que me trabalhou

Fiz uma experiência em que procurei colecionar todas as atribuições que se costuma fazer às pessoas julgadas anormais. Por exemplo: você é um idiota; você é um irresponsável; você é maligno, etc. Fiz uma coleção de umas trinta ou quarenta epítetos. Em seguida, traduzi-os ao seu contrário, pensando que, talvez dessa forma, poderia definir o que é normal. Para surpresa minha, saiu uma lista do que é um santo. Por esse procedimento empírico, um ser normal seria um santo. Será? Deixo a idéia para reflexão.

Depois disso, o conceito de normose ficou me trabalhando porque um conceito novo nos trabalha. De vez em quando, eu o usava nas palestras. Notei que, a cada vez que pronunciava a palavra normose, as pessoas riam muito. Percebi, então, que a reflexão estava mexendo com alguma coisa fundamental. Inquietava as pessoas. Pouco a pouco me dei conta, entretanto, que esse é um conceito fundamental em psicologia, em sociologia, em antropologia, em educação e nas demais disciplinas e áreas de atuação humana. Mais ainda: evidencia um processo psicossociológico que ameaça a humanidade e as outras espécies vivas no planeta Terra. Uma verdadeira fonte de sofrimentos e de tragédias, das mais diversas proporções. Foi quando realizei uma primeira classificação das normoses. E continuo descobrindo outras em minhas reflexões cotidianas.

(…)

A característica comum a todas as formas de normoses é seu caráter automático e inconsciente. Podemos falar, no caso, do espírito de rebanho. A maior parte dos seres humanos, talvez por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à crítica. Por comodismo, as pessoas seguem ou repetem o que dizem os jornais; já que está impresso, deve estar certo! Quantas pessoas aderem a uma ideologia, religião ou partido político só porque está na moda ou para ser bem vistas pelos demais?

Uma maneira disfarçada de manipular as opiniões e mudar os sistemas de valores é anunciar que são adotados pela maioria da população. Nesse sentido, toda normose é uma forma de alienação. Facilita a instalação de regimes totalitários ou sistemas de dominação.

(…)

A tomada de consciência da normose e de suas causas constitui a verdadeira terapia para a crise contemporânea.”

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Compartilhado por Joyce Amaral Mattos.

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Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo capital.

22 Comentários

  • “A tomada de consciência da normose e de suas causas constitui a verdadeira terapia para a crise contemporânea.”

    A característica comum a todas as formas de normoses é seu caráter automático e inconsciente. Podemos falar, no caso, do espírito de rebanho. A maior parte dos seres humanos, talvez por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à crítica…”

    • Ora, rapaz. Ser livre e pensante não significa discordar de tudo e de todos. Quando se encontra uma idéia, e que depois de pesar e analisar bem você genuinamente acredita ser válida, não há mal nenhum em concordar.

      Inclusive esse tipo de colaboração sincera ajuda pra que as suas próprias idéias sejam mais fortes e mais profundas no futuro. ;)

  • Simplesmente perfeito.
    Elogios sejam feitos a Pierre Weil, que quebrou paradigmas e traçou novos caminhos à psicologia enquanto ciência e profissão; e também ao autor do blog, que nos presenteia constantemente com doses poderosas de sabedoria.

  • O Caminho para o Despertar é Único e Pessoal!

    Se alguém conseguiu percorrer pelo outro: gostaria de saber!
    Seria o mesmo que subir pelo elevador para a cobertura, pelo outro!
    Citando o Prof. Hermógenes:

    “Deus me livre de ser normóide!”

    Kalama Sutta
    O povo de Kalama perguntou ao Buda em quem acreditar de todos os ascetas, sábios, veneráveis e homens santos, como ele, que passaram pela cidade. Eles se queixaram que estavam confusos com as muitas contradições descobertas no que ouviram. O Kalama Sutta é a resposta de Buda.
    – Não acreditem em nada apenas porque ouviram.
    – Não acreditem em tradições meramente porque elas são antigas e tem sido passadas por muitas gerações e locais.
    – Não acreditem em nada por conta de rumores ou porque as pessoas falam bastante sobre estas.
    – Não acreditem em nada porque foram mostrados testemunhos escritos por algum sábio antigo.
    – Não acreditem em nada que tenha te agradado, pensando que, pelo fato de ser extraordinário, deva ter sido inspirado por um deus ou uma criatura maravilhosa.
    – Não acredite em nada meramente porque a presunção está a seu favor, ou porque seja um costume de vários anos e te leve a crer como verdadeira.
    – Não acredite em nada meramente baseada na autoridade dos professors e sacerdotes.
    – Mas, seja como for, depois de completa investigação e reflexão, você achar que está de acordo com a razão e experiência, que leve ao seu bem e benefício e à todos assim como ao mundo afora, aceite como verdade e molde a sua vida de acordo com ela.
    Este mesmo texto, segundo o Buda, deve ser aplicado aos seus próprios ensinamentos.
    – Não aceite nenhuma doutrina que venha de reverência mas teste-a como testamos o ouro com fogo.

    Tradução Livre

  • Adorei o artigo
    Tudo que trás conhecimento para o ser e valido nessa vida , temos uma sociedade um tanto quanto cheia de duvidas , medos e incertezas . São tantos porques que as vezes parecemos crinaças perdidos querendo encontrar o caminho mas seguro e feliz .Super saudavel procurar um caminho em que vc encontre sua paz interna .

  • Adorei o artigo
    Tudo que trás conhecimento para o ser e valido nessa vida , temos uma sociedade um tanto quanto cheia de duvidas , medos e incertezas . São tantos porques que as vezes parecemos crinaças perdidos querendo encontrar o caminho mas seguro e feliz .Super saudavel procurar um caminho em que vc encontre sua paz interna .Cris

  • Muito bom o artigo! Penso que a maior dificuldade está justamente em conscientizar-se dessa ‘natureza patológica’, e em que grau é possível, para cada um, manter-se ‘saudável’, sem romper totalmente com a sociedade da qual faz parte.

  • Fugindo da Normose, meus agradecimentos, primeiramente, à Joyce Amaral Mattos, pela excelência da indicação da matéria.__/\__

    São tantos os pontos de partida para o estabelecimento do que se poderia passar a considerar patologia, que mesmo não levando em conta os citados no pp Post ou em textos do Prof. Hermógenes e da Martha Medeiros, só a menção feita pelo próprio Dr. Weil aos seus pais (a primeira plateia) dá a perfeição noção de quão longe vem a necessidade de se sentir’enquadrado’, do ser em formação. Portanto, não dá para ser tratado de forma trivial. Mas, queria destacar, que para mim, falo por mim, já que quanto mais eu cito, menos digo, vejo a Normose próxima do Medo (no espectro que tem o Amor na outra ponta), haja vista, que a ‘REJEIÇÃO’ (comentei s/isso ?) é hoje dia, considerada o maior medo da humanidade (maior que o da pp morte).
    Sei que é difícil pensar que você não precisa emagrecer ‘n’ quilos até o verão ou trocar de carro todos os anos. Não precisa! Isso é TAMBÉM cultural! E cito o Daniel Duclos:

    “Cultura é visão de mundo – a realidade é complexa demais pra ser apreendida em sua totalidade.

    A cultura é um filtro da realidade. Algumas pessoas confundem este filtro com a própria realidade. Outras, mais esclarecidas, estão conscientes da diferença, mas não de que este filtro é apenas um dos infinitos possíveis.

    Nossa cultura está moldando nossa visão da realidade em áreas que nem desconfiamos até tropeçarmos em um ambiente em que esta visão não é a comum e, com isso, sobe para o consciente, frequentemente de maneira violenta.

    Bilhões de pessoas vivem por aí, muito do bem, ignorando solenemente um monte de coisas que você jura que é, mais do que o Jeito Certo, o Único Jeito de ver o Mundo.”

    Surpresa!
    Boa sorte, Norma

  • /*
    Nando Pereira

    Auto-questionamentos são sempre salutares, Daniel! Mas qual minoria você está falando? Foi falada alguma?*/

    Eu estava na verdade respondendo ao comentário anterior.
    Mas Nando, a norma não é o hábito da maioria? E a minoria aqui não é formada por aqueles que quiserem se afastar desses hábitos? Parece que esse conceito de minoria é bem central nessa visão.

    E já que estamos a falar nisso, se voce me permitir, acho que tenho duas críticas em relação à visão apresentada nesse artigo. Primeiro é a apresentação de uma idéia rebatizada pela ocasião com um neologismo, certo, mas que na verdade é tudo menos nova : já Aristoteles falava sobre o poder do hábito e da sua influência sobre nós. A norma não deixa de ser um hábito coletivo, que procuraria facilitar o convívio social. A partir daí é claro que temos que ser críticos em relação a-não só essas normas, mas na verdade a todos nossos hábitos, pois para citar o mesmo, são eles que nos levam à perfeição… ou decadência. Foi escrito a 2400 anos atras.

    Segundo e bem mais chato ponto. Tem nessa visão uns elementos comuns a todas essas abordagens da vida que prezam e focam naquele nirvana interior, como um apelo para um desliso -talvez, inevitável. Acho que tem a ver com o encontro, em algum ponto, entre essas doutrinas e a maliciosa necessidade do indivíduo ser humano de se sentir moralmente superior, que se traduz naquele olhar condescendente sobre o resto do “rebanho” do qual ele acha ter dessa forma se liberado. E a convivência cada vez mais obrigada com essas idéias que se acham “conscientes” por olharem o mundo de uma forma manicheana, é, confesso, um pouco irritante.
    Mas aí deve ser problema meu.

    • Oi Daniel,

      Penso que todas as tuas reflexões são válidas e procedentes, devem servir a vários de nós (não sei se a uma maioria ou minoria, rs). Mas a intenção do artigo não é servir às necessidades de uma moral superior e sim ao “nirvana interior” (usando sua expressão, com o perdão do pleonasmo). É para a reflexão individual de cada um. Por isso é especialmente valioso que a apresentação do conceito seja feita pelo seu pesquisador e divulgador contando sua história pessoal (e não apontando o dedo pro outro). Essa necessidade que você fala do sentimento “superior” é um desvio, e realmente um desvio talvez comum onde muitos de nós colocamos o pé quando nos interessamos por esse caminho. Lembra o “materialismo espiritual” que Chogyam Trungpa explica. Há que se ter cuidado, e por isso a atenção ao exterior nesse caso é mais para saber se estamos apenas seguindo roboticamente o que é estabelecido ou não. Se for para além disso, possivelmente estaremos correndo risco de um uso simplesmente egóico, como você menciona.

      Sobre a autoria do termo ou do conceito, certamente várias pessoas já falaram disso de uma forma ou de outra, mas os ramos da Psicologia e Psiquiatria são novos, de um ou dois séculos, e é deles que vem as catalogações de doenças e patologias psíquicas, às quais o termo “normose” faz referência.

      Um abraço,
      Nando

  • Acredito que quando nascemos para esse mundo não somos uma folha em branco como querem afirmar alguns cientista e particularmente alguns psicólogos, para mim que tenho absoluta certeza da reencarnação, você pode não se lembrar das vidas passada em plena cosnciência existencial, mas as experiências vividas e o conhecimento adquiridos irão naturalmente se manifesta, por isso o conceito de gênio é muito relativo, porque são sabedorias natas manifestas nas vocações que cada um traz consigo de reencarnações passadas. Porém, quando somos introduzidos neste mundo carnal e infernal sofremos os processos de socialização e concomitantemente de aculturação ou transculturação que procuram moldar e ajusta o indivíduo ao valores concernente à aquela sociedade em que o indivíduo nasceu. A doutrinação chega ao ponto de domesticação para integrar e inteirar a pessoa aos ditames da educação formal e informal, tanto pela sociedade laica como pelas religiões dogmáticas as maiores causdoras da normose. Para se libertar da normose acho que o primeiro passo é a rebeldia filosófica fazendo o contra discurso das ideologias perniciosas; o segundo passo é desenvolver a capacidade de desapego ao hedonismo capitalista e aos valores tidos como verdades absolutas, não é fugir do mundo social, mas sim enfrentá-lo com inteligência, humildade, sabedoria e muita volição; o terceiro passo é buscar fortalecer a sua psique com meditações, orações e Yoga. Obtive um conceito de Mistanasia ou eutanásia social,qual seria a relação com normose? Ambas são patologias sociais, uma de cunho político, econômico e religioso e a outra de cunho pessoal, contudo,ambas possuem um fator comum que é uma sociedade doentia. Gostei da teoria da normose e compreendo perfeitamente a colocação do autor. É vivendo e aprendendo!

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