“A meditação está fadada ao fracasso se estiver sendo feita para corrigir um problema”: porque meditar, por Bob Sharples

meditação fracasso problema porque meditar bob sharplesA motivação para a prática da meditação é essencial para a prática da meditação, explica o psicólogo e professor de meditação Bob Sharples, autor de “Meditation, Calming The Mind“, assunto de um post anterior intitulado “Meditação como amor e profunda amizade consigo mesmo, sem ter que melhorar ou “fazer mais”” (10/05/13). No extrato do prefácio do livro “Meditation and Relaxation in Plain English” (Meditação e Relaxamento em Inglês Simples, 2006), Sharples explica as decepções e frustrações de meditação realizada para efeitos funcionais e introduzi a meditação como prática de aquietamento interior e à volta à natureza búdica que está nesse estado de silêncio interior. “A meditação está fadada ao fracasso se estiver sendo feita para corrigir um problema“, diz Sharples. “Isto é ainda mais provável de acontecer se a prática está sendo usado para fugir da dor, da tristeza ou da confusão, ou para colocar um curativo espiritual“.

Então, por que meditar? Se não for para conseguir algo, para corrigir algo, para aliviar o sofrimento, pra que? Essa pergunta é feita repetidamente por Sharpes, que fala da sua experiência pessoal e revela que “nos primeiros anos de prática meus professores fizeram um grande esforço para me lembrar que a prática da meditação não é uma ferramenta de auto-correção nem uma espécie de Band-Aid espiritual para aliviar a dor e o sofrimento”.

 

Mas “se a meditação não é primariamente uma forma de auto-correção nem de alcançar objetivos instrumentais, então o que é?”, pergunta Sharples. Ele mesmo responde abaixo.

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Meditação e Relaxamento em Inglês Simples” [TRECHO/INTRODUÇÃO] Por Bob Sharples (tradução Nando Pereira)

Minhas próprias experimentações com meditação ocorreram há mais de 25 anos. Naquela época, eu estava procurando algo para ajudar a aliviar a confusão e angústia que eu sentia. Tive a sorte de encontrar um caminho em direção a alguns professores muito sábios e bondosos da tradição Budista Tibetana. Suas orientações e as práticas que me apresentaram formaram o centro da minha prática de meditação até hoje.

Em 1991, comecei a trabalhar com pacientes com câncer e suas famílias. A maioria dos trabalhos aconteceu em programas residenciais de dez dias intensivos. Os programas focados em ajudar os participantes a se tornam confiantes na utilização de uma ampla gama de estratégias de auto-ajuda, com ênfase na meditação, na mudança de atitude, no pensamento positivo e na dieta saudável. Este trabalho encheu minha vida por 11 anos e foi outra poderosa influência sobre a minha compreensão e minha prática da meditação.

Trabalhar com pessoas gravemente doentes me desafiou a encontrar a linguagem e os métodos para explicar e apresentar a prática da meditação para pessoas cuja principal motivação era uma meta simples e apaixonada: usar a meditação como uma ferramenta para a cura física. Como resultado, eu tinha o privilégio regular de testemunhar as transformações mais extraordinárias na vida dessas pessoas, algumas vezes em nível físico, e mais freqüentemente nos níveis mais sutis de cura espiritual, emocional e psicológica. Essas pessoas estavam fazendo um monte de diversas atividades para ajudar a si mesmas, mas ainda assim atribuíam suas mudanças físicas e suas transformações internas à prática da meditação.

Quando o foco está principalmente na cura física, “equilíbrio” é a palavra-chave que ajuda a descrever o mistério da meditação e sua aplicação para a cura. Praticantes de meditação muitas vezes sentem que experimentaram alguma graça, muitas vezes chamada de felicidade no Ocidente – quando experimentam pela primeira vez uma profunda harmonia e equilíbrio em suas meditações. A sensação de equilíbrio vem de experimentar em meditação que por um instante tudo na vida está em repouso e simplesmente em seu lugar: o corpo relaxado e à vontade, a mente calma e pacífica. Este estado de equilíbrio não é fácil de permanecer no início, o mundo nos chama de volta rapidamente, mas é possível trazer de volta um sentimento de equilíbrio, que pode fluir para nossa vida diária. Esta experiência sustentada de equilíbrio é o sentimento mais comumente descrito por pessoas nos primeiros meses de sua prática de meditação. A meditação pode nos dar uma ferramenta para sentar-se mais facilmente no meio da nossa vida, como uma criança se equilibrando sem esforço em uma gangorra.

Nos primeiros anos de prática meus professores fizeram um grande esforço para me lembrar que a prática da meditação não é uma ferramenta de auto-correção nem uma espécie de Band-Aid espiritual para aliviar a dor e o sofrimento (embora muitas vezes me parecesse assim no início). Me diziam repetidamente: olhe para a sua dor, olhe para sua confusão e angústia, não perca seus problemas, use-os para começar a transformar a mente. Pema Chodron, uma perspicaz professora budista, diz maravilhosamente e de forma sucinta que a meditação não é um plano de aprimoramente por mérito. As grandes linhas de meditação dizem que a meditação não é algo que você faz para se tornar uma pessoa santa ou um grande yogi ou mesmo um praticante. O objetivo é nada mais do que uma transformação completa — um compromisso de perceber por meio de uma longa e árdua prática seu potencial mais profundo.

S.N. Goenka, o mestre indiano-birmanês de meditação que tem feito tanto para introduzir a meditação Vipássana no Ocidente, muitas vezes se refere ao gesto de dispensa feito com a mão do seu professor quando ele dizia que queria aprender a meditar para curar suas enxaquecas. Seu professor disse que, claro, a meditação pode ajudar a corrigir o seu enxaquecas, mas usá-la apenas para esse fim seria um desvio da prática, que tinha muito mais para oferecer.

Se a meditação não é primariamente uma forma de auto-correção nem de alcançar objetivos instrumentais, então o que é? Esta é uma questão-chave que você tem que refletir continuamente, enquanto lê este livro. Do ponto de vista budista, um princípio central da prática da meditação é que a motivação é tudo. Você é chamado a verificar sua motivação regularmente durante o dia, para estarmos claros sobre nossa motivação no início, durante e no final de cada ação, até mesmo de cada pensamento. Na tradição monástica cristã as horas do dia foram divididas em diferentes práticas destinadas a trazer o monge ou monja constantemente a uma tomada de consciência da presença constante de Deus.

Minha esperança é a de introduzir a prática da meditação para uma audiência tão vasta quanto possível. Não escrevo sobre uma teoria da meditação, principalmente porque não me sinto devidamente qualificado a fazê-lo. Há muitos escritos por grandes estudiosos e profissionais que estão disponíveis hoje.

Meu objetivo é escrever um texto livre de jargões, dogma ou doutrina sobre alguns aspectos da “prática” da meditação, e, particularmente, sobre como começar essa prática. Tenho sido um praticante de meditação budista por 25 anos. A estrutura deste texto e a maioria das técnicas apresentadas aqui são provindas dessa fonte. Ao escrever este livro, não estou sugerindo que este é o único caminho, nem mesmo que é a melhor maneira para todos. É o caminho que moldou minha prática e para mim tem sido uma jornada gratificante, com muitas delícias inesperadas.

Por que meditar?

A pergunta “Por que meditar?”, como todas as questões importantes, tem muitas camadas de resposta. Conforme sua prática de meditação se aprofunda, convido você a ser curioso e surpreso sobre como a sua resposta vai evoluir. A meditação é acima de tudo uma arte interna, que exige uma vontade de cultivar um olhar interior e um repouso nesse foco interior. No início de sua prática, quando você está construindo confiança e habilidades, também é necessário uma vontade de repousar em um estado de não-fazer, sem tentar corrigir alguma coisa, mas sim, pacientemente, cultivar um relacionamento diferente com você mesmo e, fluindo a partir dessa determinação, com o mundo em que habitamos.

No mundo ocidental, a maioria de nós é viciada em fazer coisas demais. Em muitos aspectos, nosso mundo contemporâneo sugere que nós somos o que fazemos. Compare isso com o sentimento expresso no título de um dos livros da maravilhosa professora de meditação Ayya Khema, o ser ninguém, indo a parte alguma. Na tradição mística cristã, há uma observação de Meister Eckhart, um místico alemão do século XIV, que não há nada mais parecido com Deus no universo do que o silêncio.

A meditação pode ser muito útil e poderosa na melhoria, ou mesmo na cura, de muitos dos problemas críticos enfrentados na vida de todos nós, pelo menos temporariamente. No entanto, o que muitas vezes parece acontecer é que o praticante fica sem motivação: a prática se torna chata, tediosa, solitária, mesmo assustadora, ou o praticante sente que não está mais “captando” (se é que alguma vez conseguiu “captar”). Todos os obstáculos e fracassos tão comumente experimentados por meditadores se resumem ao fracasso em manter a pergunta essencial: Por que meditar? Eu sempre consigo um riso de reconhecimento em um grupo quando faço a observação de que, assim como o mundo ocidental está repleto de católicos fracassadas, estamos também cada vez mais cheios de meditadores fracassados, e suspeito que este sentimento generalizado de fracasso com a prática da meditação é completamente desconhecido dos praticantes orientais.

Por que, então, nós ocidentais somos tão duros com nós mesmos quando se trata da prática da meditação? De novo, voltamos à questão da motivação. Porque a meditação é esse solitário estado interior e profundamente quieto, está fadado ao fracasso se estiver sendo feito para corrigir um problema. Isto é ainda mais provável de acontecer se a prática está sendo usado para fugir da dor, da tristeza ou da confusão, ou para colocar um curativo espiritual. Mas, você pode dizer, não é por isso que chegamos à prática, porque a dor da vida tem nos leva até lá? Isso também é verdade. A verdade fundamental sobre a meditação é que se você fizer isso de forma diligente e com um bom coração ela vai leh abrir ainda mais à sua própria dor, tristeza e confusão, e então ele vai abri-lo à dor, tristeza e confusão do mundo todo. E, vamos admitir, se você veio à meditação para corrigir a si mesmo, provavelmente sente que você tem problemas suficientes para não ter que correr para ter mais um monte deles.

Então, por que meditar? A resposta é maior e mais difícil, mas também mais agradável do que poderíamos contemplar de início. Você deve trazer todas as partes de si mesmo para a prática da meditação, mas você não tem que “consertar” a si mesmo. É o suficiente encontrar a paciência e a perseverança para sentar-se com todas essas partes de si mesmo, que é o objetivo de todas as práticas apresentadas neste livro. A visão oriental sugere que estamos bem como estamos, nós já temos a “natureza de Buda”. Talvez obscurecida, mas está lá: é o fundamento da nossa existência. Nosso problema é que nós não sabemos, ou na melhor das hipóteses, a conhecemos como uma teoria, mas não é real para nós.

Depois de anos e anos de prática tentando esforçadamente me corrigir, tentando me sentir bem comigo mesmo, eu estava sentado em mais um curso de meditação, dando o melhor de mim de novo, quando eu ouvi o professor dizer as palavras: “A meditação é fazer amizade consigo mesmo”. Isso foi tudo o que disse, no entanto, uma onda de profundo alívio e alegria me inundou. Tenho certeza que diversas variações destas palavras já tinham me sido ditas antes, mas eu não tinha ouvido falar delas até aquele momento. Poderia ser tão simples? Medite para fazer amizade com você mesmo, a lama tinha dito, e isso foi para mim, então, e assim permanece até hoje, a expressão mais eloquente da graça simples e espontânea que pode fluir em nossas vidas a partir da prática da meditação. Não meditar para corrigir a si mesmo, para curar-se, para melhorar a si mesmo, para se redimir, mas sim, fazê-lo como um ato de amor, de amizade profunda e afetuosa para si mesmo. Nessa abordagem, não há mais necessidade da sutil agressão do auto-aperfeiçoamento, da auto-crítica, da infinita culpa de não fazer o suficiente. Esse jeito oferece um fim para a incessante roda de tentar com tanto esforço que amarra a vida de muitas pessoas em um nó. Ao invés disso agora há a meditação como um ato de amor. Como isso infinitamente maravilhoso e encorajador.

Meditação como um ato de amor, como uma maneira de fazer amizade com nós mesmos, é uma mudança tão radical da matriz de projetos de auto-aperfeiçoamento que são apresentados na mídia e nas histórias de vida dos famosos, dos bem-sucedidos e dos que têm vencido suas aflições ou crises. Dito isto, a questão da utilidade ainda paira na mente: como pode este ato de amizade nos ajuda a curar, a nos se sentir mais relaxados do corpo e mente, a tornar-se mais calmo, a lidar com a raiva, o pânico e a depressão, a satisfazer nossa fome espiritual? A resposta a estas perguntas é sedutoramente simples: tudo é suavizado por esse compromisso com a amizade, somente quando podemos ser amigos de nós mesmos é que podemos ser amigos do mundo. Em suas constantes viagens, o Dalai Lama reitera como um mantra: “Minha religião é a bondade.” Talvez seja realmente simples assim. Nas tradições da sabedoria judaica existe um ditado de três linhas que reflete bem essa idéia de fazer amizade consigo mesmo: “Se eu não fizer por mim, quem fará? Mas se eu sou só para mim, que tipo de pessoa eu sou? Se não for agora, quando?

No final do seu curto ministério, Cristo disse aos seus seguidores: “Isto é o que eu lhe peço: que vos ameis uns aos outros.” É claro que isso é mais fácil dizer do que fazer! Como, então, vamos fazê-lo? Este é o tema que vamos explorar em profundidade: como podemos, começando com esta compreensão mais elegante e simples, estabelecer uma base para as transformações mais profundas nos níveis físico, emocional, mental e espiritual.

Do ponto de vista budista, a motivação mais alta que se pode ter, desde o primeiro momento da prática, é a motivação de altruísmo universal, o desejo de atingir o estado totalmente desperto porque essa é a melhor maneira de ajudar os outros. Eu ainda consigo ouvir meus primeiros professores dizendo: “Por favor, faça sua prática, faça seu trabalho, há tantos seres esperando por seu amor, você não deve desapontá-los“. Quando ouvi pela primeira vez a respeito desse nível de motivação, eu fiquei profundamente afetado por sua pureza, nobreza e vastidão. Vi exemplos vivos disso em meus professores. Eles ainda me inspiram e constituem a base da minha prática diária. Mas depois de uma década de prática diligente eu sabia que estava ainda tão distante de mim e das necessidades das pessoas mais próximas a mim, como eu estava no início. Foi neste espaço em mim, neste vazio da minha prática, que o professor deixou cair uma frase tão libertadora naqueles anos lá atrás.

A dificuldade com o altruísmo universal é que ele pode se tornar uma “declaração de maternidade” budista, que pode se tornar uma armadilha para um sentimento de paralisia universal. Olhando para trás, posso ver que, enquanto eu estava balbuciando as palavras, eu estava preso em atitude de espera, cruzando os dedos e desejando que fosse assim. Eu precisava da gentileza e da bondade de um convite para trazê-lo para minha casa, e eu precisava estar pronto para ouvir e responder de uma forma prática. A essência desta constatação foi que, se eu já estava indo ajudar os outros, isso só aconteceria quando eu fosse capaz de ser profundamente gentil e de aceitar a mim mesmo. Ao aceitar-me desta maneira eu poderia, então, começa a relaxar e praticar a bondade, pessoa após pessoa, sem me sentir perdido no aparentemente inatingível convite da compaixão universal.”

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Foto de THOR (licença de uso BY da Creative Commons)

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

18 Comentários

  • Creio que a lição verdadeira é sempre a mais simples. Autoestima, amor próprio são palavras desgastadas que muito pouco traduzem. Mas quando o Cristo diz Ama o teu próximo como a ti mesmo, está implícita a ideia de ser amigo de si mesmo e tirar o peso da exigência desumana dos próprios ombros; é só assim que os ombros se descontraem na meditação, que ficamos bem na própria pele e o mundo não é mais um aperto à nossa volta.

    • Muito Legal essa observação que fez, no fundo todas as religiões pregam a solidariedade, que vc deve amar ao próximo como a ti mesmo, que todas fazemos parte de um só. Onde o ego se deforma dando forma a algo muito maior, que é o verdadeiro sentido da vida!

  • Meditar é um encontro consigo mesmo, é uma carícia de
    amor-próprio, onde o esforço,a obrigação não está presente, de outra forma torna-se castigo.
    Simples é perfeito, só quando tentamos controlar o que já é perfeito é que complicamos.

  • Comecei a meditar ontem, e gostei muito desse texto.
    Principalmente de duas frases que salvei para reler outras vezes e não esquecer.

    “A meditação é fazer amizade consigo mesmo;”
    “Somente quando podemos ser amigos de nós mesmos é que podemos ser amigo do mundo.”

  • A frase “A meditação é fazer amizade consigo mesmo” também é minha favorita. Veja bem, acredito que meditações funcionais, sejam meditações guiadas, visualizações ou outras meditações ditas ativas, podem ajudar muito a resolver questões, superar desafios e conquistar coisas. Mas também acho fundamental que, antes de tudo, reconheçamos a meditação pura, que tem o fim em si mesma. A palavra tibetana para meditação é Göm, cuja melhor tradução seria “familiarização”. Assim, como a gente conhece lugares andando por eles, conhece pessoas conversando com elas, ou quartos escuros tropeçando em seus móveis, a gente se familiariza com a nossa mente simplesmente se sentando queitos com ela. Vi esta reflexão num site inesperado e achei esplêndida. Tem muito a ver com o post. O maior benefício da meditação é simplesmente meditar.

    • Que beleza, Christina. Também acredito na “utilidade” de algumas meditações ativas/guiadas/etc, mas a meditação que se fala aqui é realmente a principal, a essencial e a final. O conhecer a própria casa, Göm.

      Obrigado!
      Namastê,
      Nando

  • Como é difícil ser simples!Implica em deixar cair todas as nossas armaduras.Em abdicar do vício; da busca compulsiva pela distração( no caso, o meio é o próprio pensamento),talvez com receio de enfrentar o vazio da existência que levamos.Silenciar é acordar…

  • Maravilhoso. Muitas pessoas acham que meditar vai curar as dores e n os fazer fugir delas, mas acredito que o real significado da meditação é aceitar o que somos, seres completos que somos, incluindo as dores e sofrimentos. A partir dessa compreensão de se aceitar e gostar da própria companhia assim mesmo, podemos fazer uma boa prática de meditação. Estou iniciando. :)

  • Meditação é uma viagem rumo ao desconhecido,na busca dos mistérios estão profundamente em nosso interior. Meditar em busca do silêncio,para o que vier contra o objetivo são defeitos,impedindo do verdadeiro despertar da consciência.

  • ESSE ARTIGO ME ABRIU A MENTE DO QUE É A VERDADEIRA MEDITAÇÃO.
    NA MINHA VISÃO MEDITAÇÃO E EGO NAO SE CONBINAM. PORQUE QUANDO VC QUER CORRIGIR ALGO EM VOCE, ESSE SIMPLES ATO JA É UM MOVIMENTO DO EGO. E O MOVIMENTO VERDADEIRO É DE SE ACEITAR E LHE AMAR INCONDICIONALMENTE. OBRIGADO A TODOS!

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