Pra contemplar [44]: 12 minutos didáticos e poéticos com Ferreira Gullar explicando as belezas da arte [VÍDEO]

“Por isso que eu acho que a pintura jamais acabará, porque ela não é simplesmente uma forma de representar o mundo, ela é uma experiência espiritual criativa”.
~ Ferreira Gullar

Nesse curto e rico programa de 12 minutos transmitido pelo Canal Brasil, “A Necessidade da Arte“, o poeta brasileiro Ferreira Gullar fala sobre as relações entre o ser humano e a arte, principalmente as artes plásticas, passeando e explicando como a arte está viva como “experiência espiritual criativa” em grandes obras de Velázquez, Giotto, Fra Angelico, Cézanne, Picasso, Van Gogh, Rafael, Botticelli, Mondrian, Michelangelo, da Vinci, Kandinski, além de brasileiros como Ivan Serpa, Iberê Camargo e Mário Pedrosa. Gullar fala da fantasia e da imaginação que permite ao ser humano ir além da vida, passando por caminhos e reflexões sobre ela. Em algumas obras descreve com poesia e riqueza as peças e significações, como o quadro “Las Meninas” (1656), do espanhol Diego Velázques, e a escultura “La Cabra” (1951), do também espanhol Pablo Picasso.

Segue o vídeo abaixo. Reprise no Canal Brasil amanhã (dia 20), às 14:05.

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

3 Comentários

  • Obrigada Nando. Foi um belo e culto resgate.

    Meu avô carioca, viúvo, foi buscar em São Luís,uma segunda maranhense para casar. Esse matrimônio me trouxe tios maranhense, paulistas e cariocas. E, também, uma tia-avó e bisa maranhenses. Assistindo com a tivó uma entrevista do Ferreira Gullar,na TV, comentei: Esse poeta é o máximo, mas o que tem de genial … tem de feio!
    Ao que de imediato minha tivó respondeu: “Não concordo com parte da feiura e além disso não existe maranhense feio!”
    (o ‘tempo’ lhe foi generoso, como ao Caetano ♥)

    Pois é, já compartilhamos por duas vezes a mesma mesa e me faltou oportunidade. Então digo-lhe agora: (minha tivó tinha razão) POETA VOCÊ É LINDO!

    Boa sorte, Norma

    • É verdade Marta!
      Grande lembrança.
      (sejas Marchant, diletante ou uma admiradora. ♥)

      Qdo ele falou do Ibere pintando o seu quadro/retrato, em camadas, acho que era o momento. Apesar da ‘particularidade’ de seus (C.A.)temas/série..

      Me contaram que a técnica (será? acho a dele tão peculiar)se chama ‘glacis’ – aplicação e sobreposição de finas camadas, umas sobre as outras, que dá aquela loucura de resultado que se vê nas obras do Carlos Araujo – (que começou aos 13 anos e como autoditada, segundo o atual ‘Pai dos Burros’: Google, a ‘bibliotecária’ e não a biblioteca, lembremo-nos!)-, aquela luz resplandescente, fulgurante, pedindo óculos de sol (e até extintores) e em outras áreas, tão difusa, sobrenatural que parecem ‘sonhos’ em regiões umbralinas… e que levam a reflexões mais profundas. Ou seja, o quadro não acaba com a moldura. Continua….

      (Talvez, Marta, por ele (C.Araujo) ter uma obra (pelo menos, a mais mencionada) mais fortemente voltada para assuntos do Antigo e Novo Testamento (Bíblia) – forte cunho religioso -, ele seja abordado quando tratarem de temas dessa natureza, em outra série).

      A mim aquele efeito de luz (e a ilusão que cria) me emociona… e não somos só nós duas que gostamos do figurativo dele. O Vaticano (acho que 2 Papas já foram até presenteados, pelo Governo), Bancos e Grandes Fundações sempre se lembram dele … quando pensam em investir ($$$) no belo.

      Marta, vou te contar uma historinha: Há (houve?) uma senhorinha que sempre diverte as amigas com a frase :” Ah, com um ou dois (ou ‘n’ ) ‘gatinhos’ daqueles , eu compra no ato! (um Mercedes, uma cobertura na praia, 6 meses em Paris, etc…). Morava ela, num último andar de um prédio antigo que tinha uma escadinha que levava à cobertura/alojamento do Porteiro, seja lá o que fosse. Seus 2 filhos sempre que podiam fugiam e lá iam brincar. Esse espaço estava alugado como atelier. Todas às vezes, que ela dava falta dos ‘fujões’, chamava-os e eles viam todos felizes cada um com MAIS UM DESENHO DE UM GATO. A rotina era a seguinte: cada um tinha o direito a ‘expor’ 1 (um) só desenho na geladeira (o excedente: direto para o lixo…) até a ‘chegada’ de nova remessa quando a ‘anterior’ era ‘devidamente’ rasgada e descartada.
      Mas vc sabe quem assinava os ‘gatinhos’? Di Cavalcanti – o famosos das mulatas, que poderia ser também conhecido hoje em dia pelos inúmeros ‘croquis’ de gatinhos.

      Enfim, a Vida é Bela & Divertida., mesmo na condição de (meros?) apreciadores dos (veros?) artistas … rs.

      Bom domingo e Fiquem Bem, Norma

      Mais sobre ‘glacis’: http://www.pintoresonline.com.br/materia003.html

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