“Talvez a maior razão pela qual temos medo da morte é porque não sabemos quem somos”, Sogyal Rinpoche

“Talvez a maior razão pela qual temos medo da morte é porque não sabemos quem somos. Acreditamos em uma identidade pessoal, única e separada — mas se nos atrevermos a examiná-la, descobriremos que essa identidade depende totalmente de uma coleção interminável de coisas para se sustentar: nosso nome, nossa “biografia”, nossos parceiros, família, casa, trabalho, amigos, cartões de crédito… É com a ajuda frágil e transitória delas que nós baseamos nossa segurança. Então quando tudo isso é subtraído, teremos alguma idéia de quem realmente somos? Sem nossos acessórios familiares, temos que encarar a somente nós mesmos, uma pessoa que não conhecemos, um incômodo estranho com que estivemos vivendo todo o tempo mas nunca realmente quisemos conhecê-lo. Não é por isso que temos tentado preencher cada momento do tempo com barulho e atividade, não importa o quão trivial ou monótono, para garantir que nunca fiquemos em silêncio sozinhos com esse estranho?”
~ Sogyal Rinpoche, no “Livro Tibetano do Viver e do Morrer” 

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Foto de aspheric.lens (licença de uso BY-NC-SA @ Creative Commons)

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

12 Comentários

  • Acertou na mosca: eis o grande motivo de muito barulho, jogos e entretenimentos, é apenas uma forma de fugir da realidade ! * – É por isso que as pessoas tem medo do silêncio ( a meditação ajuda o ser humano a reencontrar-se ! ) * – Namaste.

  • Realmente é a mais pura verdade! Tentamos o tempo todo fugir e nos ocupar para não encararmos de frente o nosso próprio “eu” e suas inúmeras dúvidas!!

  • É difícil pras pessoas reconhecerem que na verdade não passam de macacos domesticados que se aperfeiçoaram na comunicação. O que vem depois disso é tudo resultado da interação entre esses macacos. Somos apenas o conhecimento que carregamos. Somos os livros que temos, as idéias que nos surpreendem, somos o que comemos e bebemos. Mas não passamos de uma solução aquosa que aprendeu a andar e falar.

    • Talvez seja difícil para as pessoas reconhecerem isso porque não concordam ou sabem que não são isso. Ou somente isso. De fato, essa não é uma “verdade” reconhecida universalmente para ser forçada sobre a visão de ninguém.

      Nenhum livro é capaz de construir um ser humano. Tampouco uma solução aquosa é capaz de sozinha se dar à tarefa de evoluir para 100 bilhões de neurônios, à descoberta de leis físicas de um planeta, à tecnologia etc. Essa é uma outra visão. Existem várias, mesmo se você contar apenas as que fazem mínimo sentido e possuem eco com o estado atual da nossa ciência. Mas cosmologias e biologias talvez sejam menos importante que auto-conhecimento. Só talvez.

      Saudações,
      Nando

  • Na verdade estamos em constante luta em busca de um preenchimento em nosso vazio espiritual, quanto menor for a sua fé, maior será seu vazio espiritual.
    “Nam Myo Ho Rengue Kyo” é o que desejo para todos…

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