A teoria da felicidade sintética de Dan Gilbert: “tão real e durável quanto a felicidade natural”, no TED Talk [VÍDEO]

“Quero sugerir a você que felicidade sintética é, em todos os aspectos, tão real e durável quanto a felicidade que você obtém quando conquista exatamente o que queria.”
~ Dan Gilbert

Felicidade sintética, para o psicólogo de Harvard Dan Gilbert, protagonista dessa palestra no TED Talk assistida por mais de 4 milhões de pessoas, é uma felicidade que resultaria de não conseguir o que ser quer mas ser tão ou mais feliz do que originalmente seria se tivesse conseguido. Algo como o que dizia aquele famoso refrão criado por Mick Jagger e Keith Richards em 1969: “You can’t always get what you want – but if you try sometimes well you might find / you get what you need” (você não pode sempre ter o que quer – mas se tentar, algumas vezes você pode ter o que precisa). O outro tipo de felicidade, a de conquistar o que se quer, nesse conceito de Gilbert seria a felicidade natural.

Falar sobre felicidade – natural ou sintética – é quase como incorrer conscientemente em erro: apesar de todos fazermos idéia do que seja, obviamente é uma coisa diferente para cada um de nós, e, em termos de pesquisa acadêmica, é muito difícil (ou impossível?) dizer que fulano é feliz porque disse ao entrevistado que era feliz. Além disso, sabemos que a felicidade é subjetiva: como disse o lama budista Sogyal Rinpoche, “a felicidade não existe objetivamente, se existisse você já teria ido lá e comprado”.

Ainda assim, em um certo nível mental, a apresentação de Dan Gilbert faz um imenso sentido. E está sintonizada com o que disse Rinpoche. Bem-humorado, ele cita experimentos curiosos de Harvard, especialmente um em que pacientes com amnésia antrógrada (pessoas qu não conseguem criar novas memórias) fazem escolhas surpreendentes de quadros de Monet que preferiram em escolhas anteriores. Gilbert cita um hipotético “sistema psico-imunológico“, que seria responsável por nos levar a sentir felicidade mesmo quando as coisas não saem como planejado. O exemplo que ele usa logo no início da palestra é forte: “O fato é que um ano depois de perder controle das pernas, e um ano depois de ganhar a loteria, sortudos e paraplégicos estão igualmente felizes com suas vidas.”

A palestra segue abaixo (21min16seg), “Dan Gilbert pergunta: por que somos felizes?“, com legendas em português por Fabio Ceconello: 

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo capital.

4 Comentários

  • At 15:21, qdo o Gilbert assinalou o ‘handicap’ da escolha dos quem tinham auto-conhecimento (algum, pelo menos), pensei: recomeça que o estudo tem base.
    Valeu e eu agradeço!
    Boa sorte, Norma

    P.S.: Se juntar com:
    “Fiz tudo que podia. Vou confiar em Você (a ordem neste universo) para tomar conta do resto”.
    Do 9 ilusões que nos impede… do J.Dixon, do Post subido há poucos dias, pelo Dharmalog, … A Vida tende a dar certo, sem dúvida! :)
    Bjo Nac♥

  • …como as uvas estão verdes…não as comerei.
    Nem sempre o que desejamos é o melhor para nós.
    Sejamos felizes com os pés no chão…não importa o que acontecer de ruim para mim sempre olharei para o lado bom desse acontecimento.

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