É momento para ação, mas para ações iluminadas: entrevista com Tenzin Wangyal Rinpoche, por Mirna Grzich [VÍDEO]

Mirna Grzich: A meditação diz que as coisas estão ok, você simplesmente descansa na natureza da mente. Mas ao mesmo tempo existe esta urgência (dos problemas do mundo), como você lida com isso? É realmente um momento para ação?
Tenzin Wangyal: É o momento para ação, mas não para ações ignorantes, não é o momento para ações confusas, ações com dúvidas, ações com ganância, que estão acontecendo constantemente. É isso que destrói a sociedade, é o que destrói a natureza, e assim, quando falamos sobre ações, deviam haver mais ações iluminadas, o que significa que é necessário que as pessoas saibam melhor que elas são, ter esta conexão com elas mesmas, com quem elas realmente são, e a compreensão deste estado profundo interno, do silêncio interno e quem realmente são. Se houvesse mais essa conexão, muitas respostas seriam dadas para aquilo que buscam em suas vidas. E não precisam mais substituir por petróleo, dinheiro, guerras, coisas, serão através das experiências do despertar que elas encontrarão respostas dentro de si.

Esse e vários outros temas, como o Yoga dos Sonhos (“Dream Yoga”), a fuga dos problemas indo a retiros, as lições do livro “A Cura Através de Forma, da Energia e da Luz” e o que é ser budista hoje no Ocidente estão nessa bela entrevista que a jornalista e terapeuta Mirna Grzich fez com seu mestre e lama budista Tenzin Wangyal Rinpoche, um dos representantes maiores da Tradição do Budismo Bön e que estará de volta ao Brasil em janeiro próximo paraum fim-de-semana em São Paulo dedicado ao “Resgate da Alma” (mais informações no site da Ligmincha Brasil).

A íntegra da entrevista de 34min, dirigida por Gabriel Letho e que contém diversas e belas imagens, segue abaixo na linguagem original em inglês com legendas em português embuditas.

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Compartilhado por Mirna Grzich.

Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

7 Comentários

  • lamento o silêncio dos falantes que me traíram.
    Pelo resumo escrito, sempre esse foi o bom caminho do meio. Desapego Ocidental… Moderação e bom senso… mas claro está que a proposta de forma radical é impossível. Petróleo, Dinheiro etc. infelizmente essas coisas são ainda necessárias, Bilhões de almas movimentam-se, comem, bebem… caminho do meio, sempre caminho do meio e não foi outro o ensinado por Gautama.

    • Oi Julio,

      Você não tem que ser alguém como Jesus, Buda ou Krishna, não! Você não tem de ser como ninguém. Você tem de ser apenas você mesmo. A existência não quer cópias; ela adora a nossa unicidade. (Osho)

      Mesmo porque (falo p/mim)Buda é um estado a ser atingido. Jesus *histórico ou não* estava seguindo a Sua Consciência e Krishna (não falo sobre o que tenho info consideradas, por mim, muito rasas)- com ctz vivendo uma existência iluminada.

      Mesmo correndo o risco de ser vista do outro lado do “corner”, gostaria que vc lesse (de novo?) o que você denominou de ‘banquete’ (não o de Platão, mas o postado no CS)e roesse uma noz. Pode ser ou está difícil? rs.

      Não pergunte “Por quem os sinos dobram” e nem lamente ações de terceiros…
      Fique bem, Norma

  • “A voz faz o trabalho do Buda” (N.Daishonin)

    Foi feito!
    Estou encantada com o Mestre Tenzin Wangyal Rinpoche.
    Editei o trecho inicial do vídeo (linda edição) para meu ‘consumo’ e salvei o link para futuras consultas. Visualmente está muito bem editado. Ficou bonito, agradável de se assistir.

    “May we can benefit all”

    Sei que vai parecer uma ‘sopa de letrinhas’, mas corro o risco mesmo assim.

    Dá vontade de comentar quase quadro a quadro. Assiti 2 vezes e uma só ouvindo. Vale muito. Sabe quando vc se defronta com algo novo?
    Pois é, não foi o caso!
    O Mestre é um desatador de nós! (Um Mestre da mais alta linhagem, desconfio: Um Mestre formador de Mestres).
    Fala com muita facilidade sobre os assuntos (onde a tendência é buscar o rebuscamento), vistos como ‘sofisticados’ e/ou (quase) herméticos: Fala de cura, de auto-cura, sonhos conscientes /lúcidos, aprendizados em estado de vigília/dormindo, de profunda consciência sobre o consumo /descarte, da ‘infeliz’ arte de postergar suas ‘boas’ atitudes.

    Ele sai direto do papel, do simples discurso.
    A entrevista com a Mirna Grzich foi um ‘bate papo’ em nossa sala. Uma delícia! Sem tantas ‘Pompas & Circunstâncias” de entrevistado verus entrevistador, porém magnífica pela PRESENÇA de ambos.

    Aos 06:54 – qdo o Mestre diz p/o Dalai Lama:…”não é meu desejo interno, assim não aceitei.” – pensei:
    OBRIGADA por ouvir isso!

    Você estaria numa comunhão tão sagrada com que És que declinaria um convite do Dalai Lama, do Papa ou do(a) …. , caso não fosse o seu desejo interno, hein? Me conte!

    E vestida com esse mesmo estado de gratidão, assisti a todo vídeo.

    Aos 16:00 (s/atitudes ecológicas), o Mestre diz:
    É o momento para ações, mas não para ações ignorantes…, deveriam haver mais ações iluminadas. (1 hora de meditação e após, o consumo e o descarte irresponsável de 3 copinhos descartáveis sem a plena consciência).
    Eu vejo isso no Kaikan. Como não quero agir assim, me policio até que uma atitude que eu abrace, faça parte do meu Ser até se tornar automática.

    Qdo ele fala no choque cultural (desperdício) que teve em s/1ª ida aos USA, lembrou-me o texto “Tuareg – os homens de azul” sobre o nosso consumo indescriminado da água do planeta. Um cruzado de direita no fígado – Uiiii!

    16:22 – CONEXÃO com quem realmente são e a comprensão desse estado profundo interno… Se houvesse mais dessa conexão muitas respostas seriam dadas para aquilo que buscam em suas vidas.

    O que significa que é necessário que as pessoas saibam melhor quem são, ter essa conexão com elas mesmas…

    Temos tendência em postegar as coisas boas que queremos fazer (ou mudar) em nossas vidas:

    Não, Agora! Ou nunca vai acontecer, não há desculpas. Não importa o quanto esteja ocupado, não importa o quanto esteja louco, o quanto esteja confuso, agora neste instante é o momento certo para começar a começar a mudar a sua vida. agora mesmo.

    Obrigada Dharmalog, obrigada Mirna por terem apresentado alguém que se encaixa na descrição abaixo:

    “Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desvencilhar-se sozinho.” (André Gide)

    Boa Sorte, Norma♥

    P.S.: Como diz um amigo: “Só para os + aplicados”.

    Deem uma olhada no tema da próxima palestra:
    Na tradição antiga do Tibet, o Budismo Bön, esta prática é conhecida como “O Resgate da Alma” porque através dela o praticante reintegra partes de sua energia vital que foram perdidas durante experiências traumáticas ou muito tristes, como acidentes físicos e atribulações emocionais. Será uma grande oportunidade entrar em contato com um ensinamento tão raro dessa maneira singela e acessível.

    Só agora o Ocidente está começando a se debruçar sobre o tema. Um outro mais desperto está falando sobre Almas fragmentadas e escrevendo os seus livros.
    Bjo Nac♥

  • Oi Norma, nunca pensei ser diferente do que penso.
    Imitar Buda, Cristo… é até impossível para qualquer humano numa escala menor aceitar, mas…
    É difícil aceitar isso, mas esta é a realidade
    e nem OSHO está na altura deles.
    Ninguém é Buda, ninguém é Cristo, mas também ninguém é Norma, ninguém é Júlio…

    Na verdade me preocupo muito com as soluções…

    O que está errado vê-se a olho nu.
    “A natureza precisa de muito tempo para ser alguma coisa; antes e depois somos nada para a eternidade” frase de uma antiga namorada na década de 80.
    Bons tempos aqueles. Ainda o Ocidente dormia. Está querendo acordar, mas o estrago já é grande.
    A solução para o Ocidente, terá de nascer no Ocidente… Nasceu no Oriente – lugar do nascimento, e morrerá no Ocidente lugar da morte (este ciclo), porém renascerá de suas próprias cinzas e culturas.
    Também o Tibete tem sua culpa na queda de 985 de nossa era… saberá esse nobre lama dessa história? E qual foi o prejuízo no ocidente causado por essa queda? O bode expiatório foi Padmasambhava, mas a culpa foi coletiva…Enfim, a história ainda não foi contada.

    • “O fim está próximo. Reportagens afirmam que 700 milhões de pessoas sabem que o mundo chegará ao fim esta sexta-feira 21 dezembro, 2012.

      Camisetas para o dia seguinte: I survived the Mayan Apocalypse.” (Gapingvoid)

      http://us1.campaign-archive2.com/?u=028de8672d5f9a229f15e9edf&id=53cb1cf77b&e=265a6a43e7

      Julio,

      Eu posso não concordar com esses milhões de pessoas. Mas tenho que respeitar o seus direitos de assim pensar.

      Quando citei o Osho, não tive a menor intenção de fazer comparações entre nós e os Avatares e sim de ressaltar a importância individual (e logicamente coletiva, como somatório) de cada um de nós e da respectiva responsabilidade na criação dos ‘problemas’ e suas respectivas soluções.

      Julio, torno a enfatizar, apesar de saber que vc está se referindo à Buda = Sakyamuni. Há outros (muitos mesmo), já que Buda = iluminado (é um estado de vida). Tive até a impressão que atrás do Mestre (no vídeo) havia um paneau com a imagem do Medicine Buhda.

      Não penso em dirigir SÓ olhando para o retrovisor. (mas isso sou eu), por isso reconheço que nem mesmo eu, sou a Norma de 10 anos atrás. (Creio que nenhum de nós que está aki. Cada um perfeito, no estágio em que se encontra e adequado a sua ‘busca’).
      Além disso, há um número grande de pessoas emocionalmente e mentalmente desestabilizadas (e sob viligância clínica e muitos internas sob custódia) por criar ‘metas’ irreais de santidade.

      O Ocidente não dormia, ao meu ver. Sempre haverá ‘dorminhocos’ e despertos quer aqui ou lá!

      Bem, Julio, “culpa’ é uma palavra que já consegui abolir até da minha casa que dirá do meu coração Oba!). E o “nobre” lama (bela escolha de adj., pois foi assim que o senti) não deve estar muito preocupado em estudar ‘falhas’ e sim em arregaçar às mangas e nos ensinar a expandir nossas consciências e procurar ‘soluções’ individuais que beneficiem a todos.
      (Melhorando tudo, melhorando todos – Dr. Yum, Unibiótica).

      A história ainda não foi contada? Que bom, vamos vivê-la(escrevê-la) todos juntos…

      Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.
      Madre Teresa de Calcuta

      Boa Sorte, Bjo Nac♥

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