Todas as grandes realizações exigem tempo: a história do indiano Amar, premiada no Vimeo [VIDEO]

Amar (Todas as Grandes Realizações Exigem Tempo)” (Amar – all great achievements require time), de Andrew Hinton, que mostra um dia na vida do garoto indiano Amar, é o vídeo vencedor do Vimeo Awards 2012 na categoria Melhor Documentário. Com 9 minutos de duração, o filme mostra do início do dia típico de Amar, de 14 anos, por volta das 4 da manhã, até seu fim, às 10 da noite, e os caminhos que ele percorre – entre o trabalho de entregar jornais, de atendente em uma loja, e na escola Kerala Samajam Hindi School – para que, um dia, possa se tornar um jogador profissional de criquete – enquanto, hoje, é um dos provedores de sua casa.

A característica de não ser falado e de ser aparentemente apenas o registro de um dia esconde um “segundo filme” que acontece em nós, enquanto assistimos. Em mim, pelo menos, a cada passo e cenário que Amar entrava, seja uma rua escura ou um fachada de prédios pela manhã, me provocava a lembrança dos meus 12, 13 ou 14 anos, onde eu estava, como eu sentia as coisas ao meu redor, e como isso estava me marcando e me dando percepções sobre a vida. Conforme o filme avança e vamos percebendo a realidade em que Amar está imerso, o nosso próprio filme traz nosso modo-de-vida atual e o que fizemos pra chegar até ele, e o que estamos fazendo pra chegar ao próximo ponto.

Assista-o com tempo e sem interrupções e as chances de haver uma comunicação entre Amar e você serão maiores.

Segue o vídeo na íntegra abaixo em HD (legendas não são necessárias).

//////////

Assuntos desse conteúdo
,
Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

8 Comentários

  • Sinceramente, concomitante ao filme do menino “Amar”, o meu passou e me vi nessa idade brincando, estudando,tendo conforto e amparo familiar. Ele é um herói anônimo,como a grande maioria das crianças indianas,e de países em desenvolvimento, num mundo de injustiças sociais flagrantes, onde o trabalho infantil e a exploração da mão de obra barata é usada vergonhosamente. Enquanto o mundo não for solidário e humano, no sentido real da palavra, teremos muitos desses meninos e meninas sacrificados, e sem direitos à uma infância digna.Que mundo é esse? O que estamos plantando para o futuro? Que triste!
    O nome dele “Amar” é a expressão do que precisamos aprender:a Amar, com A maiúsculo.

    • Sinceramente, concomitante ao filme do menino “Amar”, o meu passou e me vi nessa idade brincando, estudando,tendo conforto e amparo familiar. Ele é um herói anônimo,como a grande maioria das crianças indianas,e de países em desenvolvimento, num mundo de injustiças sociais flagrantes, onde o trabalho infantil e a exploração da mão de obra barata é usada vergonhosamente. Enquanto o mundo não for solidário e humano, no sentido real da palavra, teremos muitos desses meninos e meninas sacrificados, e sem direitos à uma infância digna.Que mundo é esse? O que estamos plantando para o futuro? Que triste!
      O nome dele “Amar” é a expressão do que precisamos aprender:a Amar, com A maiúsculo.

    • Esse filme também passou aqui, Clície. Comentário mais que necessário. Na Índia, no Brasil (e aqui temos o tráfico!), quantas crianças estão tendo que trocar a infância por essas condições, e quantas nem essas condições tem. O mundo somos nós, nós é que temos que ser solidários (e boicotadores dos meios que promovem esse tipo de realidade).

  • Gostei imensamente de tudo que vi.
    Torço por ele. Amar é das criaturas que faz acontecer: a medida de se modifica, modifica o mundo ao seu redor.
    (A lamentar somente as poucas horas de sono prejudicando seu desenvolvimento – hormônios do crescimento. Espero que ele “jogue” no meu time: não precisamos de muitas horas de sono, para nos restabelecer)

    Não entro na questão dos seus responsáveis.
    Vejo esse jovem exercendo plenamente suas boas qualidades e talentos. Não é a jornada de um heroi sacrificado. É o cotidiano de um vencedor (é só uma questão de tempo – rs).

    Desde do seu asseio pessoal, responsabilidade profissional, curiosidade (no Budismo: Espírito de Procura) ao folhear os catálogos, a persistência nos estudos, etc… Vi muitas.
    (Quem poderia me informar com precisão, não se encontra. Mas creio ser ainda 2 (duas) equações sem soluções no mundo da “alta” matemática. A última solucionada foi por um indiano. Aliás, eles e os franceses estão sempre disputando emtre o primeiro e segundo lugares). Também, interpretei como um livro contábil, relativo aos pagamentos das entregas dos jornais e suas finanças pessoal, o examinado por ele… Bom menino!

    Triste, triste mesmo é ver ontem na TV uma entrevista relâmpago na Band, com um travesti (17/18 anos)na Rua Augusta (SP), entre risos e gargalhadas dizer que começou a fazer ‘programa’ aos 10 (dez) anos por 30 reais… ou tantos outros esquálidos, no Nordeste, em trabalho escravo e de alta periculosidade.

    Hehehe, Nando, acertou mais uma vez… Grata!
    Norma

  • Muito interessante este curta “Amar”, porém ele nos mostra uma realidade que milhares de seres hoje vivem. Será que não é de se estranhar a falta de reflexão do mundo para situações como esta? Será que os grande senhores do capitalismo, do intelectualismo, do socialismo não vêem isso ou será que são impotentes para com a resolução destes problemas. Eu tenho certeza, com toda a tecnologia que temos hoje em dia, com a comunicação, com o próprio capital mundial poderíamos mudar a realidade para uma mais digna. Eu vejo o velho mundo ruir porém não sei bem como será a sobrevivência no novo.
    Shalom

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *