4 princípios para aceitação dos fatos da vida: o que aconteceu, o que acabou, a pessoa “certa” e o momento “certo”

Estes são ditos quatro princípios de espiritualidade para lidar com o que acontece na vida e, embora não sejam parte de nenhuma fonte séria ou conhecida, e estejam apenas rodando a Internet sem autor conhecido, são curiosos e valem uma leitura e reflexão. Se percebermos em perspectiva, todos eles dizem respeito a como enxergar alguma coisa que aconteceu, mesmo que tenha acabado de acontecer (como encontrar uma pessoa na rua), e dizem respeito principalmente aos motivos que usualmente racionalizamos (ou estamos condicionados a pensar) sobre o acontecido. A fonte desses quatro “princípios de espiritualidade” é desconhecida e parece ser atribuída genericamente à “cultura indiana”, circulando em vários sites sem nenhuma atribuição fixa. Está inclusive em sites escritos por indianos, e entre eles alguns parecem concordar com a filosofia contida neles – como o de Ramana Rajgopaul, um indiano que mora em Puna e escreve o blog “Ramana’s Musings“.

Eles invocam conceitos de karma, de inconsciente, de uma ordem intrínseca nos acontecimentos pelos quais passamos (ou “co-criamos”), mas, principalmente, da aceitação do real em detrimento à idealizações ou rejeições. Quando ele diz “é a única coisa que poderia ter acontecido”, no segundo princípio, talvez ele não queira ter sido fatalista, mas libertário em relação ao presente: medicando a infinita hipotetização mental do que “poderia ter acontecido“.

Os quatro itens estão abaixo. Em negrito estão as frases originais, e em estilo itálico estão as frases que comentam as originais, e ambas estao reproduzidas conforme foram encontradas na Internet.

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“OS QUATRO PRINCÍPIOS DA ESPIRITUALIDADE”
Autor desconhecido

O Primeiro Princípio diz:
“Quem quer que você encontre é a pessoa certa”
Isso significa que ninguém aparece na sua vida por acaso. Todos que estão em volta de nós, qualquer um com quem nós interagimos, representa algo, seja para nos ensinar alguma coisa ou para nos ajudar a melhorar a situação atual.

O Segundo Princípio diz:
“O que quer que tenha acontecido é a única coisa que poderia ter acontecido”.
Nada, absolutamente nada do que nós experimentamos poderia ter sido de outra maneira. Nem mesmo no detalhe menos importante. Não existe isso de “Se ao menos eu tivesse feito aquilo de maneira diferente…, então teria sido diferente…”. Não. O que aconteceu é a única coisa que poderia ter acontecido e tinha que ter acontecido para que possamos aprender nossa lição e ir em frente. Toda situação que encontramos na vida é absolutamente perfeita, mesmo quando desafia nossa compreensão e nosso ego”.

O Terceiro Princípio diz:
“Cada momento em que algo começa é o momento certo”
Tudo começa exatamente na hora certa, nem mais cedo nem mais tarde. Quando estamos prontos para isso, para aquele algo novo em nossa vida, está lá, pronto pra começar.

Esta é o O Quarto Princípio, o último:
“O que acabou, acabou”
É simples assim. Quando algo em sua vida acaba, ajuda nossa evolução. É por isso que, enriquecido pela experiência recente, é melhor deixar pra trás e ir em frente. Acho que não é coincidência que você esteja lendo isso. Se essas palavras tocam você em algum ponto, é porque você preenche os requisitos e entende que nenhum floco de neve cai acidentalmente no lugar errado.

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Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

15 Comentários

    • Que bom! Temos uma vencedora!
      Então, te desejo um Feliz Aniversário, com muita saúde e alegrias para sua Alma. Que a Fonte abençoe sua preciosa vida e que o teu Regente que representa a grande Mãe do Zodíaco te assegure a segurança, a intuição e o vínculo tão relevantes a uma canceriana do 1º decanato!
      Muitas Felicidades!
      Norma

  • Acho que os ensinamentos são muito interpretados e mal “traduzidos”, mesmo nesta nossa vivencia atual e tão evoluída época da informação. O mundo mudou mas o ser humano continua à imagem e semelhança de Deus, e Ele provavelmente não mudou nada. Digo isto porque acho que os mestres do passado já nos disseram tudo, mas o tempo passou e não gravamos os ensinamentos. Nos perdemos tentando traduzir os ensinamentos em palavras, e não evoluímos, não aprendemos a verdadeira lição.
    Penso que não há pessoas certa nem errada, nem momento certo nem errado, e nem início nem fim de nada. Eu diria que os 4 princípios citados acima são na verdade algumas das transformações que acontecem na nossa vida terrena, o tempo todo, e que por termos apegos e outros vícios ou desconhecimentos, se tornaram transformações significativas para nossa percepção humana. O universo é um eterno fluxo, guiado por energias diversas mas não casuais. Desligar a percepção se desvenciliando de conceitos, inclusive os citados acima, é fluir com a energia universal. Somos nutridos por energias de todo tipo, mas sabemos quais nos trazem Amor e Felicidade e quais não trazem. Usemos esta nossa capacidade, para deixar nosso coraçao mais sensível ao que nos traz Amor e Felicidade, e vamos passar a fluir por caminhos mais Amorosos e com mais Felicidade. E quando fizermos isto, vamos perceber que outros estarão fazendo o mesmo e o fluxo de energia Amorosa e Feliz vai aumentar e muitos outros terão oportunidade de experimentar Amor e Paz.
    Obrigado, agradeço a Misericórdia de Deus por me deixar escrever aqui.

  • penso, logo existo. O que lemos só nós faz lembrar do q já aprendemos desde nosso nascimento. Para a filosofia oriental é chamado de Karma como o citado, mais adiante como o Inconsciente coletivo. Mas em nosso cotidiano se percebermos se exercitarmaos o “SÚTIL” com muita clareza, a sensibilidade recolhida, será muito fácil identificar que: “tudo acontece na hr certa mesmo, que nada vem por acaso. Até em nossas piores experiências estamos aprendendo a cada dia e muito! O importante creio é não insistirmos no que se foi, ouvirmos nosso coração e intuição, em fazer ou não cada coisa q nós aparece com tranquilidade paciéncia e tentar a sabedoria. Isso é muto bem explicado na filosofia budista. Muto bom texto, tb veio certo em meu momento existencial. Grata. Um abraço carinhoso.

  • Porque nasci irei perecer,
    Aprendi olhando ao redor
    Que tudo tem um princípio e um fim
    TUDO tem o seu menos bom e o seu melhor. (Luna)

    A vida tende a dar CERTO.
    Para Ela Tu és um sucesso de projeto pela tua simples existência, já que Ela se ‘experimenta’ por Teu intermédio… O teu ‘bem-estar’ é o bem-estar da VIDA em Ti. (Nac).

    1) Sintonia/atração

    2) Causa & Efeito (Casualidade)

    3) Serendipidade (Discípulo pronto … Mestre aparece / Fruto maduro, etc.)

    4) Transformação/evolução – (nada fica para sempre num mesmo estágio. Tudo evolui)

    Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço. (Gasparetto)
    +++++++++++

    A)”Transformação do Veneno em Remédio” -(Hendoku Iyaku)
    Sofrimentos para se Atingir a Iluminação Transformando os Desejos Mundanos, Carma e Sofrimentos em Estado de Buda.
    Daichido Ron (Tratado sobre o Sutra de Perfeita Sabedoria)

    ou

    B)Princípio de Bonno Soku Bodai (desejos mundanos são iluminação), os problemas transformam-se em fonte de iluminação e felicidade.
    (N.Daishonin – Sutra de Lótus)

    Boa Sorte!
    sorte = alea = aleatório = ‘coisas’ que incidem.

    coinciência positiva (sorte)
    coincidência negativa (azar)
    Existe? Pisc*

    Se esse Post trouxe/incidiu positivamente (P/tantos)- olha que ‘Boa Sorte’!….

    Minha forma de cumprimentar: Aki o sentido é Budista :)*
    E o comentário acima, me lembrou de como considero tudo ‘isso’ muito harmonizador:

    Sutra de Lótus
    (Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, Daisaku Ikeda explana):

    Sua totalidade física e espiritual, ou seja, sua “aparência” (nyo ze so) e sua “natureza” (nyo ze sho) juntas formam sua “entidade” (nyo za tai), a pessoa que você é.
    Da mesma forma, sua vida tem várias energias – “poder” (nyo ze riki), e elas produzem várias ações externas “influência” (nyo ze sa).
    Além disso, sua própria vida passa a ser uma causa (“causa interna”) (nyo ze in) que, ativada por condições internas e externas (“relação”) (nyo ze en) gera mudanças em si mesma (“efeito latente”) (nyo ze ka) e em seu devido momento esses efeitos latentes manifestam-se de forma concreta (“efeito manifesto”) (nyo ze ho).

    _/\_ Por perceber a Perfeição (ainda que latente) em mim, consigo vê-la em vocês.Norma

  • Compreendo o artigo, mesmo porque conheço um pouco sobre os conceitos básicos do Budismo e, há uma profunda correspondência entre minhas convicções abertas com esta doutrina.
    Mas, gostaria de saber por que o budismo prega sobre a base do Determinismo.
    Logicamente, penso numa ligação direta desse assunto com a questão do karma – outro tema bastante complexo que fatalmente extrapola a linha direta da “ação e reação”. Enfim, onde posso encontrar alguma base “epistemológica” mais profunda desses conceitos?
    Obrigada,
    Angela!

  • Boa tarde!!! Estava refletindo a respeito de uma situação e me questionando sobre o “e se…”. Se, por exemplo, eu poderia ser feito algo diferente numa determinada situação e logo alterar seu resultado.

    Este artigo trouxe um certo conforto. Ao mesmo tempo, fiquei curiosa sobre a questão do determinismo de que a leitora Angela sinalizou anteriormente.
    Gostaria de saber também, já que não estudo a respeito. Obrigada.

  • Bom tive um sonho que me fez procurar por algo, encontrei esse texto, e se enquadrou perfeitamente no momento que estou vivendo, pra quem entende acho que o universo está cada vez mais se comunicando comigo, e é esplêndido, nos sonhos, nas horas, nos avisos, nas palavras. Me sinto grata.

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