“Seu café está esfriando”: as respostas para as questões da imortalidade da alma, por Osho [TEXTO]

A seguinte passagem é contada por Bhagwan Shree Rajnesh, o Osho, no livro “Vá Com Calma – Discursos Sobre o Zen-Budismo“, onde ele explica de várias maneiras o objetivo e a riqueza dos ensinamentos do Zen-Budismo. Em “Seu Café Está Esfriando“, tão importante quanto saber a verdade, ou ainda mais importante que isso, é identificar e abandonar as ilusões. E cabe também, como Osho não raramente fazia, uma crítica às religiões convencionais, que geralmente se ocupam em vender pacotes fechados de ilusões disfarçadas de “respostas verdadeiras” às grandes questões. Enquanto isso, nosso café, aquilo que está bem à nossa frente neste preciso momento, é ignorado. O trecho a seguir está publicado no site palavrasdeosho.com.

Estudante Zen: “Então, Mestre, a alma é ou não imortal? Sobrevivemos à morte de nosso corpo ou nos aniquilamos? Nós realmente reencarnamos? Nossa alma se divide em partes componentes que se reciclam, ou entramos no corpo de um organismo biológico como uma única unidade? E retemos ou não nossa memória? Ou a doutrina da reencarnação é falsa? Talvez a noção da sobrevivência cristã seja mais correta? Se for assim, temos ressurreição do corpo ou nossa alma entra num reino puramente platônico e espiritual?”
Mestre: “Seu café da manhã está esfriando”.

Osho comenta:

“Esta é a maneira do Zen: trazê-lo para o aqui e agora. O café da manhã é muito mais importante do que qualquer paraíso, do que qualquer conceito de Deus, do que qualquer teoria da reencarnação, da alma, do renascimento e de toda essa tolice. Porque o café da manhã está aqui e agora.

Para o Zen, o imediato é o final, e o iminente é o transcendental. Este momento é a eternidade… você precisa estar desperto para este momento.

Assim, o Zen não é um ensinamento, mas uma estratégia para perturbar sua mente sonhadora e de alguma forma criar um tal estado que você fique alarmado, que você tenha que se levantar e ver, uma estratégia para criar tal tensão à sua volta a ponto de você não poder permanecer dormindo confortavelmente.

E esta é a beleza do Zen e a revolução que ele traz ao mundo. Todas as outras religiões são consolos; elas o ajudam a dormir melhor. O Zen tenta acordá-lo; ele de modo nenhum tem consolos. E ele não fala sobre grandes coisas. Não que estas grandes coisas não existam, mas falar delas não vai ajudar”.

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo capital.

2 Comentários

  • Hoje feriado, me divindo entre o PC e a PC (pia da cozinha), organizava meu file de imagens. Passei por umas fotos do Osho durante o seu ‘processo’.
    Que dolorido deve ter sido.(essa é a minha leitura)Ele ficou….ficou horrível. Mas, valeu! E eu sou fã de carteirinha da sua objetividade e síntese. O Zen ensinado p/ele representa (p/mim)o ‘toque’, o ‘acorda!’ para a correção de rumo mencionada em comentários atrás. O seu livrinho ‘Orange’, morador das minhas bolsas, é o meu cobertor de segurança/círculo de proteção em qq situação de espera (rs). Grata, sempre.

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