As duas coisas que todos deveríamos contemplar pelo menos uma vez na vida, segundo Alan Watts [ÁUDIO]

alanwatts1970Numa das palestras contidas no livro “The Book On the Taboo Against Knowing Who You Are” (O Livro Sobre o Tabu Contra Saber Quem Você É), de 1966, o filósofo zen-budista inglês Alan Watts (1915-1973) fala sobre as duas principais coisas que deveríamos contemplar pelo menos uma vez na vida e que, segundo ele, “podem trazer coisas maravilhosas”. Com o áudio original contendo a voz de Alan Watts no vídeo embedado abaixo, este ensaio sobre “A Natureza do Egoísmo” traz reflexões importantes sobre a morte, o amor e obviamente o próprio egoísmo, e inclui uma consideração de Watts sobre o conceito da “sombra”, do psicólogo Carl Gustav Jung (1875-1961).

Segue o texto legendado sob a voz original de Alan Watts. Para ativar a legenda, clique em “Select Language” logo abaixo do vídeo (caso o vídeo não aparece, recarregue esta página ou use este link alternativo).

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

4 Comentários

  • Confeso que meu conhecimento é raso, mas gostei muito.
    1) Fantástico o grau de intimidade que a voz dele dá. Intimista. Nem parece um palestrante e sim um amigo querido ao telefone. Precioso dom!
    2) Que maestria ao abordar o tema Amor. Ainda escorregamos ao lidar com o tema. Em aceitar que se alguém nos ama ou não, o sentimento pertence a quem sente, independente dos nossos quereres. Somos tanto somente o que sofre a ação.
    3) Tem surgido algumas publicações abordando o tema “sombra” nos últimos anos, numa linha espiritualista, em português: D.Choopra, Gasparetto, por ex., sobre a integração do lado sombra ao nosso ‘conjunto’. No próprio Xamanismo, a Sombra do paciente é fundamental no processo de Cura, até onde entendi. E isso é bom, porque estava fazendo falta informações básicas, tipo 1º degrau: desvinculado-o do conceito de “trevas” , esclarecendo que não é o oposto do lado “luz”. Ambos tem peso e valor. Expomos o nosso luz a nossa plateia e mantemos o sombra no cabalouço, negando a sua existência e de onde ele só sai, esporadicamente, em momentos de tensão ou nos flashes de criatividade (em sonhos, tb?). Eu li em algum lugar que uma das suas atribuições priomoriais é cuidar de nossa integridade física. E, ao negar sua existência … pode-se fraccionar o ser e gerar sérias consequências. (Continuo a me referir ao nosso aspecto físico e não ao psicológico = Yung)

    Obrigada e se eu estiver muito equivocada (i.e. falado muita bobagem), desculpe-me e, se possível, corrija-me, pois vi ao ler comentários postados que, além de você Nando, me encontro em nobilíssima companhia, de bagagem invejável.

  • Muito bom, Nando, gratidão! Gostei também do recurso de ativação da legenda. Tenho muitos alunos e compartilho com eles muita coisa que vejo por aqui e que, de algum modo, encaixo em minhas aulas, na faculdade. A ideia de considerar a sombra é interessante, já que somos o yin e o yang. Alan Watts é incrível e esses vídeos, demais! Abraços.

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