Albert Einstein, a humanidade, nossa ilusão e nossa tarefa (FRASE)

A frase abaixo, de autoria do físico Albert Einstein (1879-1955), foi mostrada num slide em uma apresentação pelo mestre budista Geshe Lobsang Tenzin Negi, no simpósio “Estados da Consciência”, durante a vista que o XIV Dalai Lama fez ao Brasil semana passada. Como algumas outras importantes declarações de Einstein, ela possui uma forte simbiose com o cânone budista — e dos próprios ensinamentos que o Dalai Lama propaga em suas missões pelo mundo — ao falar da consciência e das limitações do ego, usando o vocabulário científico. Não por acaso, foi citada por Geshe Lobsang, proeminente estudioso budista que dedica-se a aproximar os expoentes da tradição acadêmica ocidental com a ciência da mente e da cura no budismo tibetano.

Fundador e Diretor Espiritual do Monastério Drepung Loseling, professor da Emory University, em Atlanta (EUA), Geshe Lobsang Tenzin Negi estudou no Institute of Buddhist Dialectics, a escola particular do Dalai Lama, em Dharamsala (Índia), e possui o título “Geshe Lharampa“, considerado o nível de aprendizado mais alto do Budismo Tibetano. Sua apresentação no simpósio brasileiro, que aconteceu sexta-feira (16/09) em São Paulo, foi intitulada “Práticas contemplativas para o desenvolvimento de emoções positivas”.

A declaração de Einstein segue:

“Um ser humano é parte de um todo, chamado por nós de “o Universo”, uma parte limitada em tempo e espaço. Ele experimenta a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – um tipo de ilusão ótica de sua consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo-nos a nossos desejos pessoais e à afeição a algumas poucas pessoas mais perto de nós. Nossa tarefa deve ser a de nos libertar dessa prisão aumentando nossos círculos de compaixão para abraçar todas as criaturas vivas e a natureza em toda sua beleza”.
~ Albert Einstein

De bônus, uma outra frase, não do simpósio mas do livro “The World As I See It” (1949):

“Qual é o significado da vida humana, ou de toda a vida orgânica? Para responder a esta questão é necessário implicar uma religião. Há algum sentido então, você pergunta, em questionar? Eu respondo, o homem que considera sua própria vida e a de suas criaturas ao redor como insignificantes não é somente um desafortunado mas quase desqualificado para a vida”.
~ Albert Einstein

Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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