“Desculpe ser tão dramático”: 5 das melhores frases de Steve Jobs sobre a vida e a morte

Uma das coisas mais impressionantes de Steve Jobs não é o portfolio de produtos tecnológicos inovadores que criou ou o sucesso descomunal da empresa que liderou, mas a filosofia de vida e de trabalho que ele vive e inspira através das suas realizações. Ao se demitir definitivamente do comando da Apple por motivos de saúde, na última quarta-feira (24/08), Steve Jobs deixa novamente essa impressão de extrema e apaixonada dedicação ao trabalho, de sua importância primordial para uma empresa tão grande e para todo o mercado da tecnologia, e de como o exemplo dele pode servir à vida de tantos de nós que buscamos igual paixão e realização na vida e no trabalho.

Genial, controverso, zen-budista, criador do Mac, do iPhone e do iPod (entre tantos outros produtos), Steve Jobs teve sua trajetória profissional super-analisada na semana passada e alguns veículos fizeram retrospectivas interessantes, como o The Wall Street Journal, que fez uma seleção das melhores frases de Jobs, entre tecnologia, negócios, design e outros assuntos, e abaixo seguem cinco das melhores dele sobre a vida e a morte — todas elas do famoso Discurso de Formatura da Universidade de Stanford, de 2005.

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1.

“Seu trabalho vai preencher uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita que seja um grande trabalho. E o único modo de fazer um grande trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não desista. Como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como qualquer grande relacionamento, vai ficar melhor e melhor conforme os anos passam. Então continue procurando até encontrar. Não desista.”

2.

“Você não pode conectar os pontos olhando pra frente; você só pode conectá-los olhando pra trás. POr isso você tem que confiar que os pontos vão se conectar de alguma maneira no futuro. Você tem que confiar em alguma coisa – seu palpite, o destino, a vida, karma, o que seja. Essa abordagem nunca me falhou, e tem feito toda a diferença na minha vida”.

3.

“Lembrar que estarei morto logo é a ferramenta mais importante que eu já encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo orgulho, todo medo de falhar ou vergonha – essas coisas caem por terra ao encararem a morte, deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que encontrei para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.”

4.

“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir pro paraíso não querem morrer pra chegar lá. E ainda assim a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém jamais escapou dela. E isso é como deveria ser, porque a Morte é provavelmente a melhor invenção da Vida. É o agente de mudança da Vida. Limpa o velho para abrir caminho pro novo. Exatamente agora o novo é você, mas algum dia não muito distante de agora, você gradualmente vai se tornar velho e ser eliminado. Desculpe ser tão dramático, mas isso é bem verdade.”

5.

“Seu tempo é limitado, então não perca vivendo a vida de outra pessoa. Não seja tapeado por dogmas – que é viver pela crença de outra pessoa. Não deixe o barulho da opinião dos outros calar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e intuição. De alguma forma eles já sabem o que você verdadeiramente quer se tornar. Tudo o mais é secundário”.

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

17 Comentários

  • Belíssimas frases!

    Mas, como poeta e louco, prefiro a morte metafórica. Porque pro-ativa e reflexiva. E fundamentalmente criativa. Essa eu já morri, faz tempo. Recomendo-a urgentemente. Só ela nos faz mudar de verdade.

    Quanto à morte biológica, essa não tem graça nenhuma. É passiva, e não nos leva a lugar algum. Melhor deixar para mais tarde. Bem mais tarde.

    Abraços, flores, estrelas…

    • Acho que sem confrontar verdadeiramente a morte biológica, e a ilusão da permanência (que a morte biológica representa tão bem e em definitivo), não há como ter mortes metafóricas (o que seriam mortes metafóricas, aliás?).

      Steve fala a todo momento que o fato de saber que vai morrer (biologicamente) é o que lhe lembra da impermanência e do tempo limitado que o homem tem pra fazer o que deve, de maneira sábia, dedicada, integral — e não se perder em uma outra morte, que é a de achar que é escapará aos desígnios do tempo.

      “A longo prazo, o índice de sobrevivência de qualquer um cai a zero”.

  • Talvez…a tal “morte metafórica”, seja um alusão à dormir todas as noites e acordar todas manhãs, sem que o agregado “forma física” seja afetado pela decomposição natural do processo de morrer biologicamente,concepção algo distante da realidade, pois nosso universo celular está “morrendo” desde o tapa na bunda do nascimento. Steve aborda,com a serenidade de quem não é refém do medo de morrer, a finitude biológica e nos convida a viver o momento presente na sua totalidade, sem ignorar que desde o nascimento, estamos morrendo à cada micro-segundo. Belas frases…convites à equânime serenidade.

    ” Anirudha…contemple que tudo que nasce, muda e degenera constantemente ” Sábio Shakyamuni.

  • São frases contundentes e profundas, vida e morte,não estão na contramão, caminham juntas.
    Avida é simples e quando entende-se a simplicidade do processo da existência parece surgir uma força extra e uma necessidade mais profunda para ser dedicada a cada momento,a cada tarefa, por mais simples que pareça!

  • Esse papo é bom para auditórios repletos de gente classe média que acredita
    que o mundo é movido por um somatório de aspirações pessoais de gente que
    quer vencer na vida, acredita nisso e aposta sua felicidade nisso..
    Gostaria de saber o que o Sr. Jobs diria para os bilhões de excluidos e
    desafortunados que não tem nenhum futuro.
    Além disso, as aspirações pessoais dos que querem vencer na vida etc, não
    convergem. As guerras e a miséria de bilhões de seres humanos mostram isso.

    • Mesmo que fosse “só” para esses auditórios, já seria uma grandiosíssima mensagem, Roland. Extremamente necessária, urgente e inspiradora. Ainda que seja uma generalização, “classe média” vale tanto quanto os excluídos e desafortunados. Talvez ainda com uma responsabilidade maior: o de ajudar a mudar essa condição. Quanto menos iludida e mais engajada ela tiver, mais chances essa situação tem de ser mudada.

      Nenhuma pessoa vai fazer tudo por todos. Cada um tem sua parte. Acho que Jobs fez a dele muito bem.

    • Que bonito isso que vc colocou, Allan.
      Como se disse: Agora é o seu momento!
      Vá e exerça a sua função.
      E Vida & Morte fossem se alternando.
      Obrigada – Norma

  • No meu sistema de crenças ‘procuro’ considerar todo e qualquer ser vivente um participante indispensável ao processo VIDA – eu até posso não imaginar o que àquele pouco ‘afortunado vivente’ = barata está fazendo ali, mas que ele tem FUNÇÃO, tem! Eu é que ainda não a descobri porque não está no meu alcance ou não me dediquei!
    Às vezes fácil – às vezes não!. (Face de Cristo, Estado de Buda – ficando para depois e o Ego mandando ver, em toda a sua glória: maior que uma catedral gótica!E eu, me iqualando com o que eu acho de pior…)
    e, por considerar sua sabedoria, a ‘mágica’da sua presença/existência tão poderosa,tão BOA quanto a de qq um outro,fui catar a info abaixo.
    Pode não fazer sentido. Para mim fez. Valores são agregáveis, contudo trazem uma marca indelével do estágio anterior, que os tornam mais facilmente identificáveis (não se mesclam, tem características próprias) aos atentos. Uma única pessoa pode movimentar-se e começar a fazer diferença, a outra pode pegar dali ou de bem diante e seguir. Certo ou não? Na verdade, não faz a menor diferença. Desconfio que o S.Jobs tinha a justa medida de quem era.
    Norma

    “Alan Turing, reconhecido pai da computação moderna, ajudou os Aliados a derrotar o Eixo durante a Segunda Guerra Mundial. Sua medalha foi-lhe pregada no peito pela patrulha dos Bons Costumes, e nela se lia “homossexual”. No início dos anos 50 foi humilhado em público, impedido de acompanhar estudos sobre computadores, julgado por “vícios impróprios” e condenado a terapias a base de estrogênio, o que equivalia a castração química e que teve o humilhante efeito secundário de lhe fazer crescer seios. Aos 41 anos cometeu suicídio comendo uma maçã envenenada.”
    +++++
    P.S.:O que tem isso a ver? Me diga então qual o símbolo original dos computadores MacIntosh/Apple.
    Acho que o S.Jobs o HONROU.

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