Animação com argila reproduz alegoria de caverna de Platão, sobre o real mundo das idéias

Com direção de Michael Ramsey, bonecos de argila criados pelo artista Jon Grigsby e mais de 4.000 fotos iluminadas por luz de vela, a animação “Plato’s Allegory of the Cave” (A Alegoria da Caverna de Platão) mostra o que o nome já diz, o Mito da Caverna de Platão, contida em sua obra “A República“. A obra é um diálogo entre o mestre de Platão, o filósofo Sócrates, e o irmão de Platão, Glaucon, no início do Livro VII. Segue abaixo o vídeo, de 3min11seg, originalmente em inglês, mas com a descrição da alegoria logo abaixo, em português, do texto da Wikipedia.

Plato’s Allegory of the Cave: An adaptation in clay from Michael Ramsey on Vimeo.

O texto da Wikipedia sobre o Mito da Caverna:

“Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá, segundo Platão, sérios riscos – desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomaram por louco e inventor de mentiras.

Platão não buscava as verdadeiras essências na simplesmente Phýsis, como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a essência das coisas para além do mundo sensível. E o personagem da caverna, que acaso se liberte, como Sócrates correria o risco de ser morto por expressar seu pensamento e querer mostrar um mundo totalmente diferente. Transpondo para a nossa realidade, é como se você acreditasse, desde que nasceu, que o mundo é de determinado modo, e então vem alguém e diz que quase tudo aquilo é falso, é parcial, e tenta te mostrar novos conceitos, totalmente diferentes. Foi justamente por razões como essa que Sócrates foi morto pelos cidadãos de Atenas, inspirando Platão à escrita da Alegoria da Caverna pela qual Platão nos convida a imaginar que as coisas se passassem, na existência humana, comparavelmente à situação da caverna: ilusoriamente, com os homens acorrentados a falsas crenças, preconceitos, ideias enganosas e, por isso tudo, inertes em suas poucas possibilidades”.
~ Mito da Caverna, Wikipedia

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Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

6 Comentários

  • É incrível isso tudo, e penso que o mundo é um eterno, gradual e lento estado de transmissão de conhecimentos e crescimento. E percebo a dificuldade que as pessoas ainda têm de não entender o que é verdade, o que é ensinado no livro que se denomina: Um Curso em Milagres. Onde ensina mostrando claramente, que o que parece real não é. Mostra que o Real permanece invisível.

    Senhor que os que conseguem ver, jamais desistam de transmitir o que percebem, e o queé capaz de transformar para melhor o pensamento coletivo. Amém!

    Namastê!

  • As pessoas são aprisionadas de fato pelos seus preconceitos, pelas próprias limitações que o seu mundo, sua cultura, suas fraquezas e medos, suas esperanças fantasiosas e escapistas lhe imputam.

    Assim, não basta que alguém possa lhes mostrar qualquer que seja a “verdade” vista pois, aquilo que jamais foi visto, mesmo visto não é compreendido.

    E é este o grande dilema do conhecimento que Platão nos traz e que ainda hoje discutimos: o que é o conhecido? O que é subjetivo? O que é objetivo?

    Ver é um processo contínuo de desacomodação e quem, qualquer um de nós, está sempre disposto a deixar a segurança de seu mundo “conhecido”… quanto mais ver aquilo que ainda não viu?

    • João, não tenho mais nada a dizer depois do seu comentário. Esse processo de descoberta é realmente não só misterioso, mas confuso e desafiador (de uma maneira estranha e bem sofrida às vezes).

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