5 guias para ajudar a descobrir o significado da (sua) vida, de Joseph Fabry

Difícil acharmos que vamos encontrar algo novo no caminho da auto-descoberta quando Sócrates já frisava, há quase 2.500 anos, o valor de “conhecer a si mesmo“. Mas temos grandes colaborações, como as da psicologia, e entre elas uma de Joseph Fabry, destacado logoterapeuta diretamente ligado a Viktor Frankl e autor de “Guideposts to Meaning: Discovering What Really Matters” (Amazon), sem edição em português. Neste livro, ele elabora cinco guias ou marcos que deveriam ser observados na busca para o sentido da vida particular de cada um.

É importante notar aqui que esse “sentido da vida” citado por Joseph Fabry está mais associado à missão ou vocação de uma pessoa em particular (normalmente associado ao trabalho ou serviço) do que ao nirvana, iluminação, transcendência ou qual seja o nome que você entenda por esse relacionamento com a realidade.

Dito isto, os 5 guias são:

1. Auto-descoberta. Quanto mais você descobre a respeito de quem você é por trás de todas as máscaras que você usa para auto proteção, mais significado você vai encontrar.

2. Escolha. Quanto mais escolhas você enxergar na sua situação, mais significado estará disponível.

3. Singularidade. É mais provável que você encontre significado em situações onde você não é facilmente substituível por outra pessoa.

4. Responsibilidade. Sua vida terá significado se você assumir a responsabilidade onde você tem liberdade de escolha, e se você aprender a não se sentir responsável quando você se vê frente a um destino inalterável.

5. Auto-transcendência. Significado vem quando você vai além da egocentricidade, em direção aos outros”.

Destes, considero os itens 1 e 4 os mais importantes inicialmente. Sem eles, dificilmente conseguimos encontrar os outros três, ou outros, se porventuram existirem. Enquanto estamos vedados de nós mesmos pelo que socialmente herdamos (expectativas como as da família e dos amigos), não conseguimos novas pistas para saber o que realmente gostamos, sabemos e queremos. É uma questão de autenticidade. O quarto item é na verdade uma tarefa de re-educação, de desistirmos do eterno culpar externo e da valorização anormal do determinismo do que “vem de fora” para descobrirmos o quanto criamos de nossa realidade e assumirmos que estamos criando isso tudo a todo momento.

“Ouça atentamente o que a vida pede de você. Ouça sua consciência. Pense. Seja paciente, não se apresse. Um dia você vai saber. Mas pode ser um caminho longo e difícil até a chegada ao destino…”
~ Viktor Frankl