– Ele não gosta de ópera?

– Somos amigos, meu caro Wolfgang, e sinceramente faço questão de felicitá-lo. Como estou feliz por constatar que continua a ser um cristão fiel, particularmente devotado ao culto de Maria! Algumas más línguas o acusaram de tratar levianamente algumas das suas missas, mas não acredito numa só palavra. Em compensação, óperas e sinfonias em excesso podem desvirtuar a sua inspiração.
– Ah… E por quê?
– Porque músicas frívolas afastam de Deus.
– Ele não gosta de ópera?
– Wolfgang! Como ousa fazer uma pergunta dessas?
– E você, como ousa tentar recrutar-me e restringir a minha liberdade em nome de uma fé?
– Uma fé, uma fé… Mas é a religião, meu amigo, a verdade!
– Volte para o seu convento. Eu estou compondo um oratório para a Itália.
(…)

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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