Be Your Own Therapist: Google Tech Talks

“Don’t bring your religion hat in here, bring your intelligence hat. Cause I’m not joking to say that Buddha is more similar to, say, Einstein, in a sense that Buddha was not a creator, he doesn’t speculate, no one “revealed” anything to him, he didn’t have visions of things.”

O trecho acima é parte da introdução de Venerable Robina Courtin, monja budista por 30 anos (São Francisco, EUA), na Google Tech Talks de 3 de outubro de 2008 (semana passada), que fala muito bem sobre quem é Buddha e o que é ser seu próprio terapeuta. A palestra é relativamente longa — tem 1h — mas é excelente, muito rica, tem um tom de muita clareza científica e desmistificação, e a palestrante é muito clara e inteligente. Na minha visão e segundo minha experiência, ser seu próprio terapeuta não significa que você não possa pedir ou receber ajuda de quem quer que seja ao longo do caminho (de um terapeuta, inclusive), até porque isso seria impossível (a partir do momento que seus pulmões se dilatam pra puxar o ar que vem de fora, você já está tendo ajuda externa, não é?), mas a propriedade do processo e a autonomia da sua vida é absolutamente sua, em todas as dimensões, e por isso você deve ser seu próprio terapeuta, do início ao fim, e por isso também gosto tanto do que a Robina Courtin diz nesse vídeo. E também gosto mais do Google, por poder dar esse tipo de oportunidade coletivamente aos seus funcionários.

“If you can’t find the problem, you’ll never find the solution — so this is the basis, you know?”

“There’s no contradiction between heart and intelligence, in Buddhist view”.

“There’s nothing holly about mindfulness, ok? You cannot make a cake without being mindful, you cannot shoot somebody without being mindful either. So we gotta quit this wishy-washing nonsense about spiritual, I really can’t stand it, you know?” (laughs).

“We think happiness is something we gotta find, we think of it in external terms — the job, the body, the boyfriend, the dollars, the shape, the sound, the smell. well, you know, no problem there. All that Buddha said is if you think you’re gonna get happy feelings of that, you’re mistaken. You might get some, but they won’t last. So, this idea of happiness, what we think it is, is what you get when you get what you want — and that drives, this is primordial in us, deeply instinctive. But what he (Buddha) says is that (real happiness) is what you get when you give up your neurosys“.

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Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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