Felicidade protege o coração

“Happy moments protect the heart” (BBC News | Health)
Every moment of happiness counts when it comes to protecting your heart, researchers have said. A team from University College London said happiness leads to lower levels of stress-inducing chemicals. They found that even when happier people experienced stress, they had low levels of a chemical which increases the risk of heart disease. ()

Muita gente tem dificuldade em aceitar ou mesmo compreender a idéia do Dharma. Ou a própria existência dele. Um dia falei pra Mariana que o dharma (ou um dos sentidos dele, o mais amplo) é como se fosse a corrente de um rio chamado universo (uma corrente divina, naturalmente, mas não vamos causar chilique nos céticos, outra hora falo disso). Essa pesquisa mostra como o dharma atua na saúde: quando mais você fala essa “língua” do universo, ou entra nessa corrente (a favor), mais você se sente conectado com tudo, e esse princípio da saúde atua em você. Na verdade é um princípio yóguico, de conexão, de unidade, que lhe permite entrar num estado de bem-estar geral e total, e bem-estar é a própria definição de saúde. Que na verdade não é nada mais do que ser quem somos, adequados a este corpo, a este planeta, a este universo. Você ri e seu coração se protege, ganha mais anos de vida, e seu corpo inteiro se beneficia de menos descarga de toxinas (que, neste caso, a Universidade de Londres chamou de “plasma fibrinogen“, um dos brindes que você ganha com o estresse). O estresse diz “eu sou separado, eu preciso correr atrás, eu estou em perigo”, enquanto a felicidade diz “estou em casa, tenho tudo, o mundo é amigo, posso curtir este momento presente”. E, quando a atenção se volta para o momento presente nesse estado de amizade com o todo, você já pode imaginar o que acontece. Se dá uma conexão muito especial, e quando essa conexão acontece, o universo faz uma festa imediata. E isso traz mais felicidade. Até que o estresse venha acabar com a brincadeira, pelo menos com a sua.

Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

6 Comentários

  • Daurovski: vou ler isso, com certeza (ainda mais baratinho assim) (rs).

    Adri: que bom, estamos juntos. Diga pro Mario aparecer, pelamordeDeus, onde se meteu aquele rapaz?

    Nessa: pois então, por que será? Ora, porque você é livre pra ser, pensar e compreender o que quiser. A maioria de nós não compreende aquela tal conexão (ter “fé” não adianta), então vive nessa esfera do ego em que o estresse atua facilmente (“somos separados” é o que ele diz, “você pode ser melhor que alguém”, “você tem responsabilidades que influenciam na sua sobrevivência, honra”, “você precisa vencer”, “alguém não gosta de você”, etc), enquanto que a felicidade é dessa natureza “superior” (não gosto dessa palavra, mas ela serve). Além do nosso mundo atual e nossa cultura geral ser um bombardeio de mensagens auto-afirmativas do ego, o próprio mundo contém esse véu do maya, a ilusão (consulte os budistas, eles entendem disso), então é quase um truque. Você tem que ACORDAR pra vê-lo (novamente, consulte Siddharta Gautama). Sem essa compreensão e sem a tal conexão especial, a gente fica preso aqui, num mundo de eus, evitando a felicidade e evitando amar-nos uns aos outros (consulte Jesus Cristo). Tudo fica materialista e um mundo de objetos reforça o ego. Mas, ao mesmo tempo, é da nossa natureza sentir essa conexão a todo momento, então ficamos nessa balança.

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