A meditação, por Jiddu Krishnamurti

“A meditação, quando a compreendemos deveras, é uma das coisas mais maravilhosas deste mundo; mas não tendes possibilidade de compreendê-la se não tiverdes terminado o vosso buscar, tatear, desejar, vossa sofreguidão de agarrar uma certa coisa que pensais ser a Verdade, mas que é apenas vossa própria projeção. Só podeis alcançar o estado de meditação quando já não estais a exigir nenhuma espécie de experiência, quando compreendeis a confusão em que estais vivendo, a desordem existente em vossa vida. Com a observação dessa desordem, vem a ordem – uma ordem não antecipadamente planejada. Se se fez essa observação – a qual, em si, é meditação – pode-se então perguntar, não só o que é meditação, mas também o que não é meditação, porque na negação do que é falso encontra-se a verdade. Evidentemente, é falso qualquer sistema ou método que ensina a meditar. Isso é fácil de perceber, intelectual e logicamente, porque, quando nos exercitamos de acordo com um método – por mais nobre que este seja, por mais antigo, ou moderno, ou popular – estamo-nos convertendo em máquinas, executando repetidamente o mesmo ato com o fim de alcançar alguma coisa. Na meditação, o fim não difere dos meios. (…)”
~ Jiddu Krishnamurti, em “O Vôo da Águia” (cortesia ICK)

Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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