“Além do elemento de dar, o caráter ativo do amor torna-se evidente no fato de implicar sempre certos elementos básicos, comuns a todas as formas de amor. São eles: cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento.
Que amor implica cuidado é mais do que evidente no amor da mãe pelo filho. Nenhuma afirmativa sobre seu amor nos impressionaria como sincera se a víssemos sem cuidado para com a criança, se se desleixassem em alimentá-la, banhá-la, dar-lhe conforto físico; ao passo que seu amor nos impressiona se a vemos cuidar do filho. O caso não difere mesmo quanto ao amor por animais ou flores. Se uma mulher nos diz que ama as flores e vemos que ela se esquece de regá-las, não acreditamos em seu “amor” pelas flores. Amor é preocupação ativa pela vida e crescimento daquilo que amamos. Onde falta essa preocupação ativa não há amor”.
~ Erich Fromm, “A Arte de Amar” (1956)
“Que amor implica cuidado é mais do que evidente”: aprendendo a arte de amar, por Erich Fromm [LIVRO]
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A falta da ‘preocupação ativa’, citada acima, e que 2º o E.Fromm caracteriza a ausência de Amor, lembrou-me um Hai-Kai que desconheço a autoria, mas que reconheço valor:
Onde moro
Eu moro num Casebre de Prata
e Tu no teu Castelo de Farsa
que o vento carregou…
Boa Sorte!