O grande discurso de Chaplin: “mais do que tecnologia e inteligência, precisamos de afeição e doçura” [VÍDEO]

Esse discurso final do filme “O Grande Ditador“, de 1940, escrito, dirigido e falado por Charles Chaplin, é tão mas tão contemporâneo que é possível que o próprio Chaplin não o modificasse se estivesse vivo e quisesse lançá-lo nos tempos atuais. À feliz exceção das ditaduras e dos ditadores que lideraram a II Guerra Mundial, o cenário global e as necessidades humanas mantém uma atualidade impressionantes, o que só faz crescer a importância e genialidade do cineasta britânico Sir Charles Chaplin (1889-1977), gênio do cinema mudo e criador (ator, roteirista, músico, diretor, dançarino, etc) de filmes como “Tempos Modernos“, “O Vagabundo” e “Luzes na Cidade“.

Esse discurso de 3min38seg, trecho final de “O Grande Ditador“, foi editado com superposição de imagens recentes (principalmente do filme “A Árvore da Vida”, de Terence Malick) e a inclusão da música de The Album Leaf, “Windows”, que dão um efeito único e potente para o texto.

“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”
~ Charles Chaplin, em “O Grande Ditador” (trecho do discurso final)

Segue o discurso na íntegra, com legendas em português que podem ser ativadas clicando no ícone “CC”, que está na parte inferior do vídeo, junto dos outros controles de reprodução:

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

7 Comentários

  • foi um dos maiores e mais verdadeiro discurso que j� li. Deveria ser mais divulgado.
    Que o amor ven�a guerra
    Que o amor ven�a o �dio
    Que o amor ven�a os preconceitos
    Que o amor ven�a as barreiras da solidariedades
    Que o amor e o poder de Deus, ven�a o poder da Terra
    G.S.

  • Vocês (Chaplin/Nando/Comentários) já disseram tudo. Apenas recordar a interpretação do CC no filme (lembrando que era egresso do cinema mudo), sua empostação no discurso e agradecer ao Dharmalog pela postagem.
    Boa Sorte!

  • O SENTIMENTO E VISÃO DE CHARLES CHAPLIN É A DO HOMEM QUE VISUALIZA OU CULMINA A EVOLUÇÃO DARWINIANA. NÃO ACREDITO QUE ESTEJAMOS JÁ EVOLUIDOS, QUE A EVOLUÇÃO TERMINOU, MAS IMESCUÍDOS NUM PROCESSO CONTÍNUO, EM QUE EXPLOSÕES DE CONSCIÊNCIA BROTAM, COMO EM CHAPLIN, A MOSTRAR-NOS O ESPERANÇOSO DESTINO HUMANANO. ENTRE AS ETAPAS DA MATERIALIDADE, ANIMALIDADE, INTELECTUALIDADE E A ESPIRITUALIDADE MEDIAM MILHÕES E MILHÕES DE ANOS. DAMO-NOS CONTA EM QUE ETAPA OU PROCESSO MILHENAR ESTAMOS OU VIVEMOS? ERASMO DO CAÍ.

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