Observando as sensações do corpo com a meditação Vipassana, na palestra de Eilona Ariel no TEDxJaffa [VÍDEO]

Vinte e seis séculos atrás existiu um cientista brilhante, o Buda, que fez uma pesquisa de seis anos, e no final de sua pesquisa, descobriu que cada inserção, cada dado que a mente recebe através das portas dos sentidos, das bases dos sentidos, cada visão, som, gosto, cheiro ou toque, evoca uma sensação no corpo, e nós reagimos cegamente a elas”. Esse é o começo da palestra da documentarista Eilona Ariel no TEDxJaffa, onde pela primeira vez a meditação budista Vipassana sobe ao palco como protagonista, na palestra intitulada “Meditação Vipassana e Sensações do Corpo” (Vipassana Meditation and Body Sensations), filmada em 10 de outubro de 2013, em Jaffa, Tel Aviv, Israel. Em 13 minutos ela explica brevemente esses fundamentos e também apresenta brevemente o famoso experimento de Vipassana feito na prisão Tihar em Nova Delhi, em 1994, do qual participou e filmou, junto da cineasta isrealense Ayelet Menahemi (“Doing Time Doing Vipassana“, Karuna Films).

“O mais marcante é que ele (Buda) descobriu que a mente reage às sensações do corpo e não aos objetos da experiência“, conta ela, que aprendeu Vipassana em 1987, no Nepal. Tal descoberta é reveladora para qualquer ser humano, em qualquer circunstância, mas foi especialmente útil na prisão de Nova Delhi, explica Ariel, porque ela sofria com reincidência dos criminosos (se percebermos bem, também somos reincidentes, não em crimes, mas em reações e comportamento).

Infelizmente a palestra está em inglês e não tem legendas. Segue o vídeo, na íntegra:

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Este post foi escrito por

Sobre o autor Psicoterapeuta Gestalt e jornalista, Nando Pereira é autor do livro "Para Abraçar a Prática" (240pp, 2019) e coordenador da Mentoria de Meditação, "30 dias para transformar sua prática".

12 Comments

  • Aprendi Vipassana em 2006, em Miguel Pereira (Dhamma Santi). É maravilhoso “observar” os fenômenos imparcialmente. Mais paciência, maior nível de atenção, maior compreensão do Outro são ganhos que obtive em meu cotidiano.

    • Maria, obrigado por sua consideração e generosidade. Alegria receber um abraço assim. Volte sempre, por favor.

      Nando

  • Muito boa essa apresentação da Eilona Ariel e estou cada vez mais contente de ter encontrado esse site, com ótimas publicações e ensinamento!!

  • Tem aquela história, não sei se é verdade. Vendaram um condenado à morte, no dia marcado para a sua execução. Sem enxergar nada, o homem foi colocado em uma cadeira, e recebeu uma injeção de água, ou qualquer outra coisa inócua. Aí começaram a falar: “Vejam como a pele dele está mudando de cor”, vejam, o coração dele está alterado” etc. Contam que o prisioneiro passou a expressar fisicamente tudo o que falavam. E contam que assim ele morreu.

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