O propósito da meditação, por Alan Watts (e Johann Sebastian Bach)

“Poderíamos dizer que a meditação não tem uma razão ou um propósito. Nesse sentido ela é diferente de todas as outras coisas que fazemos, exceto talvez a música e a dança. Quando fazemos música não a fazemos para atingir um certo ponto, como o final de uma composição. Se houvesse um propósito na música então obviamente os músicos mais rápidos seriam os melhores. Também, quando nós estamos dançando não estamos esperando chegar a um lugar particular no chão, como se tivéssemos numa jornada. Quando dançamos, a jornada em si é o ponto, assim como quando tocamos música, o próprio ato de tocar é o objetivo. É exatamente a mesma coisa com a meditação. Meditação é a descoberta que o objetivo da vida é sempre alcançado neste imediato momento”.
~ Alan Watts (1915 – 1973)

Performance de “Air” (on the G String), de Johann Sebastian Bach, pela quarteto alemão quattrocelli:

Este post foi escrito por

Sobre o autor Psicoterapeuta Gestalt e jornalista, Nando Pereira é autor do livro "Para Abraçar a Prática" (240pp, 2019) e coordenador da Mentoria de Meditação, "30 dias para transformar sua prática".

2 Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *