<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>_ dharmalog &#187; filosofia</title>
	<atom:link href="http://dharmalog.com/category/filosofia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://dharmalog.com</link>
	<description>sobre auto-conhecimento.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 23 May 2012 12:05:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>&#8220;Essa é minha Mente, Luminosa e Vazia&#8221;: entendendo o Vazio segundo o Budismo Vajrayana, por Tsoknyi Rinpoche</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/05/21/essa-e-minha-mente-luminosa-e-vazia-entendendo-o-vazio-segundo-o-budismo-vajrayana-por-tsoknyi-rinpoche/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/05/21/essa-e-minha-mente-luminosa-e-vazia-entendendo-o-vazio-segundo-o-budismo-vajrayana-por-tsoknyi-rinpoche/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 May 2012 21:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Tsoknyi Rinpoche]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14993</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/tsoknyirinpoche.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>&#8220;O vazio é uma palavra que à primeira vista pode parecer um pouco assustadora&#8220;, diz o monge Tsoknyi Rinpoche, reconhecido mestre nepalês das tradições Drukpa Kagyü e Nyingma e detentor da linhagem Ratna Lingpa e Tsoknyi, neste artigo para a revista americana Shambala, &#8220;Esta é Minha Mente, Luminosa e Vazia&#8221; (This Is My Mind, Luminous [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/tsoknyirinpoche.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>&#8220;O <strong>vazio</strong> é uma palavra que à primeira vista pode parecer <strong>um pouco assustadora</strong>&#8220;, diz o monge <strong>Tsoknyi Rinpoche</strong>, reconhecido mestre nepalês das tradições Drukpa Kagyü e Nyingma e detentor da linhagem Ratna Lingpa e Tsoknyi, neste artigo para a revista americana Shambala, &#8220;<em>Esta é Minha Mente, Luminosa e Vazia</em>&#8221; (<a href="http://www.shambhalasun.com/index.php?option=com_content&#038;task=view&#038;id=3863&#038;Itemid=0" target="_blank">This Is My Mind, Luminous and Empty</a>). &#8220;Se olharmos mais fundo, no entanto, podemos ver que o vazio que experimentamos em nossas vidas é na verdade <strong>um prospecto positivo</strong>&#8220;, continua ele, num dos trechos do artigo que foi traduzido para o português e segue abaixo. Líder da Fundação Pundarika, Tsoknyi Rinpoche é autor de vários livros, entre eles &#8220;Fearless Simplicity: The Dzogchen Way of Living Freely in a Complex World&#8221;, e acabou de lançar o novo &#8220;<strong>Open Heart, Open Mind — Awakening the Power of Essence Love</strong>&#8221; (2012).</p>
<p>O vazio, ou vacuidade, é uma dos quatro noções budistas fundamentais, junto da <strong>impermanência, a ausência de ego e o sofrimento</strong>, e não raras vezes é confundida ou interpretada superficialmente. A visão de Tsoknyi Rinpoche é trazida para cá para ajudar a esclarecer essa noção, que, segundo o próprio <strong>Dalai Lama</strong>, é uma das mais difíceis de se comprender e realizar. </p>
<p>//////////</p>
<p><strong>&#8220;Esta é Minha Mente, Luminosa e Vazia&#8221;</strong> (TRECHO)<br />
Por <em>Tsoknyi Rinpoche</em></p>
<p>Tradicionalmente, uma das palavras que descreve a base de quem e do que somos &#8211; na verdade, a base de todos os fenômenos &#8211; tem sido traduzida como &#8220;vazio&#8221; (<em>emptiness</em>); uma palavra que, à primeira vista, pode parecer uma pouco assustadora, uma sugestão, apoiada pelos primeiros tradutores e intérpretes da filosofia Budista, de que há algum tipo de vácuo no centro do nosso ser. </p>
<p>A maioria de nós, em algum ponto em nossas vidas, experimentou algum tipo de vazio. Nós nos perguntamos &#8220;O que estou fazendo aqui?&#8221;. Aqui pode ser um trabalho, um relacionamento, uma casa, um corpo com as juntas rangendo, uma mente com memórias desaparecendo. </p>
<p>Se olharmos mais fundo, no entanto, podemos ver que o vazio que experimentamos em nossas vidas é na verdade um prospecto positivo.</p>
<p>Vazio é uma tradução grosseira para o termo Sânscrito &#8220;shunyata&#8221; e o termo Tibetano &#8220;tongpa-nyi&#8221;. O significado básico da palavra em Sânscrito &#8220;shunya&#8221; é &#8220;zero&#8221;, enquanto que a palavra Tibetana &#8220;tongpa&#8221; significa &#8220;vazio&#8221; &#8211; mas não no sentido de um vácuo ou um nada, mas sim em um sentido de que a base da experiência está além de nossa capacidade de perceber com nossos sentidos e ou de capturá-la em um conceito bonito e conciso. Talvez um entendimento melhor do sentido profundo da palavra possa ser &#8220;inconcebível&#8221; ou &#8220;inomeável&#8221;.</p>
<p>Por isso quando Budistas falam sobre o vazio como a base do nosso ser, não queremos dizer que quem ou o que somos é nada, um zero, um ponto de vista que pode dar margem a um tipo de cinismo. O ensinamento verdadeiro sobre o vazio implica e um espaço infinitamente aberto que permite que qualquer coisa possa aparecer, mudar, desaparecer, ou reaparecer. O significado básico de vazio, em outras palavras, é abertura, ou potencial. O nível básico do nosso ser, somos &#8220;vazios&#8221; de características definíveis. Não somos definidos por nosso passado, nosso presente ou nossos pensamentos e sentimentos sobre o futuro. Temos um potencial para experimentar qualquer coisa. E qualquer coisa pode ser pensamentos, sentimentos ou sensações físicas&#8221;.</p>
<p>//////////</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/05/21/essa-e-minha-mente-luminosa-e-vazia-entendendo-o-vazio-segundo-o-budismo-vajrayana-por-tsoknyi-rinpoche/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para enfraquecer os desejos e revigorar o caráter: a sabedoria de Lao-Tsé no Tao Te King, Capítulo III</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/05/17/para-enfraquecer-os-desejos-e-revigorar-o-carater-a-sabedoria-de-lao-tse-no-tao-te-king-capitulo-iii/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/05/17/para-enfraquecer-os-desejos-e-revigorar-o-carater-a-sabedoria-de-lao-tse-no-tao-te-king-capitulo-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 21:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Lao Tse]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Tao Te King]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14977</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/laotse3.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>Tao Te King, &#8220;O Livro das Virtudes&#8221;, Capítulo III, intitulado &#8220;Mantendo o Povo Calmo&#8220;. Escrito pelo filósofo chinês Lao-Tsé cerca de 600 A.C.. Como é da sabedoria do próprio livro, quanto menos se falar sobre o Tao, melhor. Apenas duas observações importantes a respeito dos significados culturais de algumas palavras: 1) &#8220;estômago&#8220;, como informa a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/laotse3.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p><strong>Tao Te King</strong>, &#8220;O Livro das Virtudes&#8221;, Capítulo III, intitulado &#8220;<strong>Mantendo o Povo Calmo</strong>&#8220;. Escrito pelo filósofo chinês Lao-Tsé cerca de 600 A.C.. Como é da sabedoria do próprio livro, quanto menos se falar sobre o Tao, melhor. Apenas duas observações importantes a respeito dos significados culturais de algumas palavras: 1) &#8220;<strong>estômago</strong>&#8220;, como informa a tradução de D.T. Suzuki &#038; Paul Carus, é interpretado segundo algumas idéias chineses como o lugar da alma, e 2) &#8220;<strong>ossos</strong>&#8221; pode ter uma interpretação como &#8220;caráter&#8221; e não apenas a estrutura mais forte do corpo. Além disso, naturalmente percebe-se que o livro parece ser dirigido a uma maneira de lidar com o povo, uma vez que a lenda diz que o Tao Te King foi escrito por encomenda do imperador.</p>
<p>Eis o capítulo 3: </p>
<blockquote><p>“Se não privilegiamos os bons, o povo não compete<br />
Se não valorizamos os bens custosos, o povo não rouba<br />
Se não exibimos coisas desejáveis, o coração do povo não erra.<br />
<br />
Por isso o governo do homem sábio:<br />
Esvazia os corações e sacia os estômagos<br />
Enfraquece as vontades e revigora os ossos<br />
Nunca deixa o povo ter conhecimento e desejos<br />
Para o douto não ousar agir.<br />
Agindo no não-agir, assim não há desgoverno.”<br />
~ Tao Te King, cap.III</p></blockquote>
<p>//////////</p>
<p>Foto de <em>kattebelletje</em> (licença de uso <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/" target="_blank">BY-NC</a> por Creative Commons)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/05/17/para-enfraquecer-os-desejos-e-revigorar-o-carater-a-sabedoria-de-lao-tse-no-tao-te-king-capitulo-iii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vivendo a favor do universo, com Buda, Beatles, Mick Jagger e Dalai Lama: Bob Thurman fala no TED [VÍDEO]</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/05/16/vivendo-a-favor-do-universo-com-buda-beatles-mick-jagger-e-dalai-lama-bob-thurman-fala-no-ted-video/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/05/16/vivendo-a-favor-do-universo-com-buda-beatles-mick-jagger-e-dalai-lama-bob-thurman-fala-no-ted-video/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Bob Thurman]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[TED]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14936</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/bobthurmanted.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>&#8220;Você sabe, alguém sentado ao seu lado &#8212; nenhum problema nisso porque você está em um teatro, mas se você estivesse sentado num banco de parque e alguém viesse e se sentasse assim tão perto de você, você enlouqueceria. O que eles querem de mim? Como, quem é essa pessoa? E por isso você não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/bobthurmanted.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><blockquote><p>&#8220;Você sabe, alguém sentado ao seu lado &#8212; nenhum problema nisso porque você está em um teatro, mas se você estivesse sentado num banco de parque e alguém viesse e se sentasse assim tão perto de você, você enlouqueceria. O que eles querem de mim? Como, quem é essa pessoa? E por isso você não se sentaria assim tão próximo de uma pessoa por causa do seu conceito de que é você contra o universo &#8212; isso foi tudo o que Buda descobriu. Porque aquela idéia cósmica básica de que estamos todos sozinhos, cada um de nós, e todos os outros são diferentes, então isso nos coloca em uma situação impossível, não é mesmo? Quem é que vai conseguir ter atenção suficiente do mundo? Quem é que vai conseguir ter o suficiente do mundo? Quem é que não vai ser atropelado por uma infinidade de outros seres &#8212; se você é diferente de todos os outros seres?&#8221;<br />
~ Bob Thurman, TED Talk (&#8220;<a href="http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/bob_thurman_says_we_can_be_buddhas.html" target="_blank">Bob Thurman diz que podemos ser Budas</a>&#8220;)</p></blockquote>
<p><object width="526" height="374"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always"/><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2006S/Blank/BobThurman_2006S-320k.mp4&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/BobThurman-2006S.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=512&#038;vh=288&#038;ap=0&#038;ti=130&#038;lang=pt-br&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=bob_thurman_says_we_can_be_buddhas;year=2006;theme=is_there_a_god;event=TEDSalon+2006;tag=Buddhism;tag=God;tag=culture;tag=global+issues;tag=happiness;tag=peace;tag=religion;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="526" height="374" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2006S/Blank/BobThurman_2006S-320k.mp4&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/BobThurman-2006S.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=512&#038;vh=288&#038;ap=0&#038;ti=130&#038;lang=pt-br&#038;introDuration=15330&#038;adDuration=4000&#038;postAdDuration=830&#038;adKeys=talk=bob_thurman_says_we_can_be_buddhas;year=2006;theme=is_there_a_god;event=TEDSalon+2006;tag=Buddhism;tag=God;tag=culture;tag=global+issues;tag=happiness;tag=peace;tag=religion;&#038;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;"></embed></object></p>
<p><strong>Robert &#8220;Bob&#8221; Alexander Farrar Thurman</strong> é o primeiro monge budista americano ordenado pelo Dalai Lama (em 1965, aos 24 anos), e é também autor e professor especialista em<strong> Budismo Tibetano</strong> e grande &#8220;tradutor&#8221; de sutras e da filosofia e ensinamentos do Buda, autor de livros como &#8220;Essential Tibetan Buddhism&#8221; (1995), &#8220;Infinite Life: Seven Virtues for Living Well&#8221; (2004) e &#8220;Why the Dalai Lama Matters: His Act of Truth as the Solution for China, Tibet and the World&#8221; (2008). É professor de Estudos Indo-Tibetanos Budistas na <strong>Universidade de Columbia</strong>, em Nova York (EUA), além de co-fundador e presidente da Tibet House New York.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/05/16/vivendo-a-favor-do-universo-com-buda-beatles-mick-jagger-e-dalai-lama-bob-thurman-fala-no-ted-video/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Para se ser livre do sofrimento é necessário olhá-lo, compreendê-lo, conhecê-lo como realmente é&#8221;, Krishnamurti</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/05/15/para-se-ser-livre-do-sofrimento-e-necessario-olha-lo-compreende-lo-conhece-lo-como-realmente-e-krishnamurti/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/05/15/para-se-ser-livre-do-sofrimento-e-necessario-olha-lo-compreende-lo-conhece-lo-como-realmente-e-krishnamurti/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 20:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[frases & reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[frases]]></category>
		<category><![CDATA[krishnamurti]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14950</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/jkrishnamurti.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>Abaixo, frases importantes sobre a tarefa de libertação do sofrimento, de autoria do celebrado filósofo indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986), parte da monografia pública intitulada &#8220;O Pensamento Metafísico-Iniciátivo de Krishnamurti&#8221; (pdf), do Prof. Dr. Rodolfo Domenico Pizzinga, Membro da Ordem Rosacruz AMORC, e que gentilmente disponibiliza em seu site. &#8220;Apresento a seguir uma seleção dos principais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/jkrishnamurti.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>Abaixo, frases importantes sobre a tarefa de libertação do sofrimento, de autoria do celebrado filósofo indiano <strong>Jiddu Krishnamurti</strong> (1895-1986), parte da monografia pública intitulada &#8220;<strong><a href="http://svmmvmbonvm.org/krishnamurti.pdf" target="_blank">O Pensamento Metafísico-Iniciátivo de Krishnamurti</a></strong>&#8221; (pdf), do Prof. Dr. Rodolfo Domenico Pizzinga, Membro da Ordem Rosacruz AMORC, e que gentilmente disponibiliza em seu site. &#8220;Apresento a seguir uma seleção dos principais ensinamentos de Krishnamurti, voltados para a evolução da consciência humana através da liberdade, do pleno exercicio do livre arbítrio e no exercício da razão plena&#8221;, diz Prof. Pizzinga.</p>
<p>//////////</p>
<p><strong>Frases de Jiddu Krishnamurti.</strong></p>
<p>» &#8220;Compreender o sofrimento é [con]viver com ele, olhá-lo, conhecê-lo como ele realmente é; mas não tendes possibilidade de conhecê-lo quando o olhais com um motivo – que supõe o tempo. A mente superficial, incessantemente ocupada em se melhorar, em se lastimar, em se torturar numa dada relação, desejosa de se libertar do sofrimento sem enfrentar o fato – essa mente prosseguirá sofrendo indefinidamente&#8221;. </p>
<p>» &#8216;Para se ser livre do sofrimento, é necessário compreender, consciente e inconscientemente, todo o seu ‘processo&#8217;, e isso só é possível vivendo-se com o fato, olhando-o sem motivo. Deveis perceber as manhas de vossa mente, suas fugas, as coisas aprazíveis a que estais apegado e as coisas desagradáveis de que desejais vos livrar com rapidez. Cumpre observar o vazio, o embotamento e a estupidez da mente que só trata de fugir. E pouca diferença faz, se se foge para Deus, para o sexo ou para a bebida, porquanto todas as fugas são essencialmente a mesma coisa&#8221;. </p>
<p>» &#8220;Existe uma imensidão que ultrapassa todas as medidas, mas nesse mundo não ingressareis sem a prévia e total extinção do sofrimento&#8221;.</p>
<p>» &#8220;Não encontraremos saída de nossa confusão, angústia, conflito, pela constante repetição do &#8216;Gita&#8217;, do &#8216;Upanishads&#8217; e demais livros sagrados; isso poderá levar à hipocrisia, a uma vida de insinceridade, de interminável pregação moral, porém nunca a enfrentar realidades&#8221;.</p>
<p>» &#8220;Temos de enfrentar-nos assim como somos e não como deveríamos ser, segundo um certo padrão ou ideal. Temos de ver realmente o que somos e, daí, iniciar a transformação radical&#8221;.</p>
<p>» &#8220;A primeira coisa que nos cumpre fazer é observar com atenção, todas as murmurações, todos os temores, ilusões e desesperos de nosso próprio ser. E vereis então, por vós mesmos – e para isso não se necessita de provas, nem de gurus, nem de livros sagrados – se a Realidade existe. E encontrareis, então, um extraordinário sentimento de libertação do sofrimento. Aí existe a claridade, a beleza e aquela coisa que está faltando hoje à mente humana: o amor, a afeição&#8221;.</p>
<p>» &#8220;A religião, evidentemente, perdeu o seu significado, pois sempre houve guerras religiosas. Ela não resolve os nossos problemas. As religiões separaram os povos. Poderão ter exercido determinada influência civilizadora, mas não transformaram radicalmente o homem&#8221;.</p>
<p>» &#8220;Ao desejarmos experiências no terreno religioso, nós as desejamos porque não resolvemos os nossos problemas, nossas ânsias, desesperos, temores e tristezas de cada dia; por essa razão pretendemos algo &#8216;mais&#8217;. Nessa pretensão de &#8216;mais&#8217; encontra-se a ilusão&#8221;.</p>
<p>» &#8220;A vida inteira, a partir do momento em que nascemos, é um processo de aprendizado&#8221;.</p>
<p>» &#8220;Aprender não é mero cultivo da memória ou acumulação deconhecimentos, porém, a capacidade de pensar clara e sãmente,<br />
sem ilusões, partindo de fatos e não de crenças e ideais&#8217;.</p>
<p>//////////</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/05/15/para-se-ser-livre-do-sofrimento-e-necessario-olha-lo-compreende-lo-conhece-lo-como-realmente-e-krishnamurti/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Porque a era dos gurus está encerrada: Charles Eisenstein e a gênese dos novos seres humanos conectados [ARTIGO]</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/05/09/porque-a-era-dos-gurus-esta-encerrada-charles-eisenstein-e-a-genese-dos-novos-seres-humanos-conectados-artigo/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/05/09/porque-a-era-dos-gurus-esta-encerrada-charles-eisenstein-e-a-genese-dos-novos-seres-humanos-conectados-artigo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 May 2012 21:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Eisenstein]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14707</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/eisenstein_gurus.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>A &#8220;Terra Amada&#8221; do filósofo e escritor americano Charles Eisenstein está de volta neste artigo, como esteve no vídeo onde ele aparece falando sobre o fim da infância na Terra, no post &#8220;A Ascenção da Humanidade: a Crise Sistemática é o Fim da Infância Humana na Terra&#8221; (18/04/12). O conceito agora serve à tese dele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/eisenstein_gurus.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>A &#8220;<strong>Terra Amada</strong>&#8221; do filósofo e escritor americano <strong>Charles Eisenstein</strong> está de volta neste artigo, como esteve no vídeo onde ele aparece falando sobre o fim da infância na Terra, no post &#8220;<a href="http://dharmalog.com/2012/04/18/a-ascensao-da-humanidade-por-charles-eisenstein-a-crise-sistematica-e-o-fim-da-infancia-humana-na-terra-video/">A Ascenção da Humanidade: a Crise Sistemática é o Fim da Infância Humana na Terra</a>&#8221; (18/04/12). O conceito agora serve à tese dele de que <strong>a era dos gurus está acabada</strong>, sejam os conhecidos gurus espirituais ou quaisquer outras líderes de ensinamentos ou referência de conhecimento a serem seguidos, seja na filosofia, política, etc. No artigo &#8220;<strong>Porque a Era dos Gurus está Encerrada</strong>&#8221; (<a href="http://www.realitysandwich.com/across_threshold_0#new" target="_blank">Why the Age of the Guru is Over</a>), publicado no site <strong>Reality Sandwich</strong> e traduzido na íntegra no Dharmalog sob licença, Eisenstein faz uma breve gênese do <strong>mundo melhor</strong> vislumbrado nos Anos 60 e a percepção de que ele está finalmente sendo implantado no momento atual de crise global.</p>
<p>Antes de qualquer precipitação, é possível notar, pelo artigo de Einsentein, que o proposto &#8220;fim da era dos gurus&#8221; não seria uma <strong>rejeição</strong> dos ensinamentos nem da importância vital de Buddhas e Lamas e Rishis e Swamis e Rinpoches, nem de suas <strong>ciências e legados</strong> em nossos caminhos (tampouco da própria existência deles). O fim seria apenas de uma <strong>era centrada neles</strong>, onde os seres humanos partiam em busca dos seus como maneira de se emancipar do sofrimento ou da ignorância, sem mais preocupações decorrentes. Hoje, segundo Eisenstein, não haveria salvação sem conexão, sem uma mudança verdadeira no paradigma e na relação com a natureza e com todos os outros seres. A emancipação ou liberação ou iluminação seria, nesse sentido, <strong>um trabalho coletivo</strong>. Não sei até que ponto as realidades são <strong>excludentes</strong>, mas a visão exposta no artigo é interessante, assim como a <a href="http://dharmalog.com/2012/04/18/a-ascensao-da-humanidade-por-charles-eisenstein-a-crise-sistematica-e-o-fim-da-infancia-humana-na-terra-video/">outra tese já publicada aqui</a> do mesmo Eisenstein, sobre a mudança de idade da humanidade no planeta. </p>
<p>//////////</p>
<p><strong>&#8220;Porque a Era do Guru está Encerrada&#8221;</strong> (Why the Age of the Guru is Over)<br />
Por <em>Charles Eisenstein</em></p>
<p>Já há algumas décadas, parece, a humanidade tem estado no limite de uma ruptura na consciência coletiva. Talvez tenham sido os Hippies nos Anos 60 que tenha visto isso pela primeira vez. Para eles, era claro que a revolução da consciência iria varrer tudo que tinha existido antes, que dentro de alguns anos tais instituições como governo, dinheiro, casamento e escola iriam se tornar obsoletas. Quarenta anos depois, a visão deles não aconteceu e, ao menos superficialmente, as instituições que definem nossa civilização estão mais poderosas, mais abrangentes que nunca. Apesar disso, para muitos de nós por algum tempo, e para a maioria de nós ao menos de vez em quando, aquela ruptura na consciência que os Hippies previram parece ainda ser iminente.</p>
<p>Talvez pareça iminente porque, naquelas experiências de pico quando conhecemos nosso verdadeiro potencial como humanidade, a verdadeira vestidão das nossas mentes, e  amor que era o estado natural de existência, parecia tão óbvio que tínhamos retornado ao nosso direito de nascença e reconquistado nosso estado original. Poderia ser uma experiência de quase-morte que nos traz aqui, uma experiência psicodélica, um momento na natureza, dar à luz, fazer amor; poderia ser uma experiência religiosa, ou poderia ter vindo através de um sonho, uma música, ou da meditação; pode vir também através de trabalho psicológico, um seminário transformador, ou mesmo um livro. Geralmente, porém, o pico não dura.</p>
<p>Tive muitas dessas experiências onde eu pensei, &#8220;Nada nunca será o mesmo novamente&#8221;, mas depois de alguns dias ou semanas, eu notava que estava me debatendo para manter o estado realizado em que eu tinha estado. O que era antes natural e sem esforço e auto-evidente se tornava alvo de lembretes e práticas. O &#8220;antigo normal&#8221; se aproximava, até que eu estivesse de volta onde tinha começado, e o estado que eu havia sentido tão verdadeiramente e claramente se tornava uma reles memória. Posso tentar repetir a experiência, mas como uma droga, o segundo pico é um pouco menos intenso que o primeiro, e o retorno ao chão mais rápido. Eventualmente duvidei: talvez a experiência era uma droga, uma excursão além da realidade, e não, como eu tinha acreditado, algo mais real do que o mundo que eu tinha vindo a aceitar. Para algunas pessoas, aquela voz cresce de volume até que se torna um tumulto derrotador de desesperado. Antes da experiência, pelo menos havia esperança, mas tendo entrado no paraíso e sido ejetado, o que havia agora para viver?</p>
<p>Então foi assim em um nível cultural, que depois das expectativas iluminadas e exuberantes dos Anos 60, muito da contracultura virou hedonismo e consumo da Década do Eu. Que sentimento de traição sentimos, conforme a revolução psicodélica deu lugar à Geurra às Drogas, conforme o Ato do Ar Limpo deu lugar à Ronald Reagan e James Watt (&#8220;As árvores poluem mais do que as pessoas&#8221;.)</p>
<p>Felizmente, seja num nível pessoa ou coletivo, o desespero nunca pode estar completo, porque a brasa da experiência do acordar vive eternamente em nossos corações. Por mais profundo que o desespero a que possamos descer, carregamos o conheço em primeira mão escrito em nossas células que há mais do que Apenas Isto. Mesmo que não saibamos retornar aquele mundo mais bonito, sabemos que ele existe. Esse conhecimento vive independentemente de crenças, por baixo das correntes da razão e dúvida e impenetráveis. Não podemos cultivar ou praticar aquele conhecimento, mas ele cultiva e nos pratica. A primeira coisa que ele faz é nos prevenir de participar de todo coração no velho normal. Podemos fazer o melhor para participar do programa, podemos ir com o fluxo, mas lá no fundo sabemos que não é a coisa real. O esforço para direcionar a energia da vida a objetivos indignos do nosso conhecimento é exaustivo. Eventualmente, nossas reservas de saúde e sorte se esgotam, nós entramos em um estado de crise. Quer seja a saúde, o relacionamento, o dinheiro, ou relacionado ao trabalho, a crise é um nascimento a partir do velho normal. Não podemos voltar atrás, mas também não sabemos como ir em frente. Este é um estado especial, um limiar entre mundos. Muitos de nós estão lá neste momento, individualmente; o corpo humano coletivo está se aproximando dele também.</p>
<p>O propósito deste ensaio é descrever o paradigma do cuidado mútuo que pode nos transportar através deste limiar entre dois mundos.</p>
<p>Nós vislumbramos um mundo mais bonito nos Anos 60, mas o normal antigo ainda não estava acabado. A estória ainda não tinha sido contada em sua totalidade. Assim, não podíamos acender à nova realidade; a tração do antigo era forte demais. Na verdade, haviam muitas exceções individuais; até hoje existem hippies não-regenerados vivendo nos interstícios da nossa realidade, tão invisíveis a nos quando os imortais lendários Taoístas, segurando o padrão do próximo mundo até que seu tempo esteja pronto pra ele. Mas para a maioria, depois dos Anos 60 as pessoas retornaram ao mundo que haviam deixado pra trás, e o seguiram até novos extremos.</p>
<p>Quarenta anos depois, aquele mundo ainda está se caindo aos pedaços em uma taxa acelerada. As estórias que suportavam nossa civilização estão desmoronando. Duas são principais: a estória do ser individual, e a estória da pessoas. A primeira é a do ser distinto e separado, um mote Cartesiano da consciência olhando um universo objetivo de massas sem almas e forças impessoais e deterministas. Na biologia, o ser separado se manifesta conforme o paradigma do gene egoísta busca maximizar seu interesse reprodutivo; na economia, é o homo economicus, que busca maximizar o interesse racional medido pelo dinheiro. Na psicologia, é o ego encapsulado na pele; na religião, a alma presa na carne mas separada dela. Esse ser está naturalmente em oposição a todos os outros seres, cujos interesses são indiferentes dele ou estão em desacordo com os seus. Os ensinamentos espirituais baseados nessa história do ser, então, nos dizem que devemos tentar mais duramente nos levantar sobre a natureza, a conquistar nossas motivações biológicas e econômicas para maximizar nosso interesse pessoa acima dos outros seres.</p>
<p>Externalizada, essa guerra contra o ser se manifesta como a segunda estória que define a civilização, a estória das pessoas que chamo de &#8220;ascenção&#8221;, que diz que o destino da humanidade é se superar e transcender a natureza. Ela complementa perfeitamente a estória do ser, elevando o mental sobre o físico, o ideal sobre o concreto, o espírito sobre o corpo.</p>
<p>Ao descrever esses mitos, uso a palavra &#8220;estória&#8221; em um sentido especial, como uma narrativa inconsciente que cria sentido pro mundo, que associa papéis e funções aos seres humanos, que explica a natureza da vida, do mundo, e de propósito para a existência humana, e que coordena a atividade humana. As estórias tem um começo, um meio e um fim. Estamos nos aproximando do fim da nossa, das estórias que nossa civilização foi construída. Se algumas dessas estórias não são verdadeiras pra você, você já não se sente mais como um participante integral dessa civilização. </p>
<p>Elas estão se tornando não-verdadeiras para mais e mais de nós, conforme o mundo que foi construído sobre elas vai decaindo. Como podemos acreditar na conquista da natureza quando nossas ações são a causa da ameaça ao fundamento ecológico da civilização? Como podemos continuar acreditando que o triunfo final sobre as doenças está na próxima esquina, ou que uma era de prazer, ou de férias espaciais, ou de uma sociedade perfeitamente justa, se nós estendemos a dimensão do controle só um pouco além? E como podemos continuar acreditando no paraíso de um ser separado, independente de tudo, pertencente a ninguém, financeiramente seguro, quando estamos vendo em primeira mão a alienação, o desespero, a miséria para a comunidade que faz daquele paraíso um inferno? Quando a depressão, o vício, o suicídio e a decadência da família atingem até mesmo os vencedores da guerra de todos contra todos?</p>
<p>Seja num nível pessoal ou coletivo, estamos descobrindo que as histórias de separação não são verdadeiras. O que fazemos ao outro inescapavelmente nos visita de volta de alguma maneira. Conforme isso vai se tornando cada vez mais óbvio, uma nova história do eu e das pessoas se torna acessível para nós.</p>
<p>A nova história das pessoas é uma de parceria co-criativa com a &#8220;Terra Amada&#8221;. Essas histórias soam verdadeiras em nossos corações, vemo-las no horizonte, mas ainda não vivemos nessas histórias. É difícil fazer isso quando as instituições e hábitos do velho mundo ainda nos cercam.</p>
<p>Como podemos nos estabelecer completamente em uma maneira radicamente diferente de pensar, se relacionar e ser? Não se engane: essa revolução vai muito além da aceitação de uma idéia. Saber e incorporar como uma realidade de interexistência na experiência, vívida e ativa, para viver em um espírito de presente como é apropriado em todo relacionamento, para confiar completamente na própria divindade e na dos outros, para saber em cada fibra do seu ser que &#8220;Eu Sou Você&#8221;, e para navegar nesse conhecimento com limites apropriados, isso tudo constitui uma revolução fundamental no ser humano. Além disso, embora tenhamos entrado em um novo território, nos faltam modelos e mapas para viver nele. Precisamos de ajuda, precisamos de ensinamos sagrados. Mas quem serão nossos professores, quando tudo é novo?</p>
<p>Na verdade, nós herdamos ensinamentos e modelos para o novo mundo, de visionários que viram através das histórias de separação séculos atrás, e de tribos que evitaram a civilização por tempo suficiente para transmitirem seu conhecimento a nós. Muito desse conhecimento tem sido distorcido pelas lentes da separação, mas conforme as novas histórias passam a ganhar foco, podemos discernir sua intenção original. por exemplo, a formulação comum da Regra de Ouro, &#8220;Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você&#8221;, é uma injunção moral que ouvimos de uma outra versão deste ditado, nascido da separação de espírito e matéria: &#8220;Tente ser gentil com mais determinação&#8221;. É um padrão de comportamento, algo que devemos sobrepor ao nosso egoísmo natural para conquistar. Da perspectiva de um ser conectado, entretanto, a Regra de Ouro muda de forma para se tornar não uma regra mas um lembrete: &#8220;Conforme você faz aos outros, assim também você faz a você mesmo&#8221;. A intenção do seu articulador original é recomposta.</p>
<p>De maneira semelhante, o Voto do Bodisatva, &#8220;Não entrarei no Nirvana até que todos os seres sencientes tiverem entrado no Nirvana&#8221;, nos soa como o auto-sacrifício mais definitivo, um voto heróico e magnânimo além do alcance das pessoas ordinárias. Para o ser conectado de &#8220;Eu sou Você&#8221;, entretanto, é uma mera articulação distorcida de um fato simples que poderíamos chamar de Realização Bodisatva: &#8220;É impossível entrar no Nirvana sozinho. Se qualquer ser senciente for deixado pra trás, então parte de mim é deixada pra trás&#8221;. Só alguém sob a ilusão que é uma alma separada e distinta imaginaria algo diferente.</p>
<p>Sendo prático, para viver num estado mais iluminado nós devemos estar lá por um comunhão de novos hábitos, novas maneiras de vermos uns aos outros, e novas crenças na prática que redefina o normal.</p>
<p>Em outras palavras, na era do ser conectado, nosso guru não pode ser nenhum além do coletivo, da comunidade &#8211; como Thich Nhat Hanh diz, &#8220;O próximo Buda será uma sangha&#8221;. Por comunidade, não digo uma massa amofra &#8220;somos todos um&#8221;, sem estrutura, e sim uma matriz de seres humanos unidos em uma história comum de pessoas e de ser. Alinhadas com essas histórias definidas, esta comunidade pode nos dar suporte em uma visão do que estamos nos tornando. </p>
<p>//////////</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/05/09/porque-a-era-dos-gurus-esta-encerrada-charles-eisenstein-e-a-genese-dos-novos-seres-humanos-conectados-artigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entendendo como tudo é maior do que si mesmo em 3 sentenças de Fritjof Capra</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/05/03/entendendo-como-tudo-e-maior-do-que-si-mesmo-em-3-sentencas-de-fritjof-capra/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/05/03/entendendo-como-tudo-e-maior-do-que-si-mesmo-em-3-sentencas-de-fritjof-capra/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 May 2012 20:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[frases]]></category>
		<category><![CDATA[Fritjof Capra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14582</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/weboflife2.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>No mês passado, o físico austríaco Fritjof Capra (&#8220;O Tao da Física&#8221;, &#8220;Pertencendo ao Universo&#8221; e &#8220;Conexões Ocultas&#8221;) veio ao Brasil falar de Ecologia e Sustentabilidade, no Rio de Janeiro, mas nem todo mundo viu, e muita gente ainda não conhece o admirável trabalho e capacidade de explicar o novo mundo deste missionário do pensamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/weboflife2.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>No mês passado, o físico austríaco <strong>Fritjof Capra</strong> (&#8220;O Tao da Física&#8221;, &#8220;Pertencendo ao Universo&#8221; e &#8220;Conexões Ocultas&#8221;) <a href="http://dharmalog.com/2012/03/28/fisico-fritjof-capra-faz-palestra-sobre-ecologia-e-sustentabilidade-no-rio-com-transmissao-ao-vivo-online/" target="_blank">veio ao Brasil falar de Ecologia e Sustentabilidade</a>, no Rio de Janeiro, mas nem todo mundo viu, e muita gente ainda não conhece o admirável trabalho e capacidade de explicar o novo mundo deste missionário do <strong>pensamento sistêmico</strong> e da <strong>educação ecológica</strong>. Mesmo quem conhece, muitas vezes ainda age sob o paradigma cartesiano e newtoniano, que não coloca a <strong>interdependência</strong> de tudo que existe no centro de suas próprias razões de existirem. &#8220;Um cartesiano olharia para uma árvore e a dissecaria, mas aí ele jamais entenderia a natureza da árvore&#8221;, diz um dos trechos abaixo, do filme &#8220;<strong>O Ponto de Mutação</strong>&#8220;. &#8220;Se os políticos tentarem entender a árvore como algo isolado, ficariam intrigados com os milhões de frutos que produz na vida, pois só uma ou duas árvores resultarão deles. Mas se virem a árvore como um membro de um sistema vivo maior, tal abundância de frutos fará sentido, pois centenas de animais e aves sobreviverão graças a eles&#8221;.</p>
<p>Seguem <strong>três trechos de livros de Fritjof Capra</strong>, nenhum deles especialmente novo, mas provavelmente ainda inéditos para muitos de nossos colegas de espécie.</p>
<blockquote><p>&#8220;Há uma teoria surgindo agora que coloca todas as idéias ecológicas de que falamos numa estrutura científica coesa e coerente. Nós a chamamos de Teoria dos Sistemas, dos Sistemas Vivos. Todos os seres vivos, bem como os sistemas sociais e os ecossistemas. Essa teoria ajudaria muito na compreensão das ciências que lidam com a vida. Isto é ciência, e muitos cientistas, incluindo alguns prêmios Nobel, têm trabalhado nestas idéias. Isto é ciência , mas de um tipo novo. Em vez de picotar as coisas, ela olha para os sistemas vivos como um todo. Um cartesiano olharia para uma árvore e a dissecaria, mas aí ele jamais entenderia a natureza da árvore. Um pensador de sistemas veria as trocas sazonais entre a árvore e a terra, entre a terra e o céu. Ele veria o ciclo anual que é como uma gigantesca respiração que a Terra realiza com suas florestas, dando-nos o oxigênio, o sopro da vida, ligando a Terra ao céu e nós ao Universo. Um pensador de sistemas veria a vida da árvore somente em relação à vida de toda floresta. Ele veria a árvore como o habitat de pássaros, o lar de insetos. Já se vocês, políticos, tentarem entender a árvore como algo isolado, ficariam intrigados com os milhões de frutos que produz na vida, pois só uma ou duas árvores resultarão deles. Mas se vocês virem a árvore como um membro de um sistema vivo maior, tal abundância de frutos fará sentido, pois centenas de animais e aves sobreviverão graças a eles. A árvore também não sobrevive sozinha. Para tirar água do solo, ela precisa dos fungos que crescem na raiz. O fungo precisa da raiz e a raiz do fungo. Se um morrer, o outro morre também. Há milhões de relações como esta no mundo, cada uma envolvendo uma interdependência. A teoria dos sistemas reconhece esta teia de relações, como a essência de todas as coisas vivas. Só um desinformado chamaria tal noção de ingênua ou romântica, porque a dependência comum a todos nós é um fato científico.&#8221;<br />
~ Fritjof Capra, adaptado do &#8220;Ponto de Mutação&#8221; (o filme)</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Misturando água e sais minerais, vindos de baixo, com luz solar e CO2, vindos de cima, as plantas verdes ligam a Terra e o céu. Tendemos a acreditar que as plantas crescem do solo, mas, na verdade, a maior parte da sua substância provém do ar. A maior parte da celulose e dos outros compostos orgânicos produzidos por meio da fotossíntese consiste em pesados átomos de carbono e de oxigênio, que as plantas tiram<br />
diretamente do ar sob a forma de CO2. Assim, o peso de uma tora de madeira provém quase que totalmente do ar. Quando queimamos lenha numa lareira, o oxigênio e o carbono combinam-se novamente em CO2, e na luz e no calor do fogo recuperamos parte da energia solar que fora utilizada na formação da madeira.&#8221;<br />
<strong>~ Fritjof Capra</strong>, &#8220;A Teia da Vida&#8221; (p.134)</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Enunciada de maneira simples, a hipótese [de Gaia] afirma que a superfície da Terra, que sempre temos considerado o meio ambiente da vida, é na verdade parte da vida. A manta de ar — a troposfera — deveria ser considerada um sistema circulatório, produzido e sustentado pela vida. &#8230; Quando os cientistas nos dizem que a vida se adapta a um meio ambiente essencialmente passivo de química, física e rochas, eles perpetuam uma visão seriamente distorcida. A vida, efetivamente, fabrica e modela e muda o meio ambiente ao qual se adapta. Em seguida, esse &#8220;meio ambiente&#8221; realimenta a vida que está mudando e atuando e crescendo nele. Há interações cíclicas constantes.&#8221;<br />
<strong>~ Lynn Margulis</strong>, &#8220;A Teia da Vida&#8221; (p.83), de Fritjof Capra</p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/05/03/entendendo-como-tudo-e-maior-do-que-si-mesmo-em-3-sentencas-de-fritjof-capra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Documentário Samsara é &#8220;meditação guiada entre os ciclos de nascer, morrer e renascer&#8221; [TRAILER]</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/04/26/documentario-samsara-e-meditacao-guiada-entre-os-ciclos-de-nascer-morrer-e-renascer-trailer/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/04/26/documentario-samsara-e-meditacao-guiada-entre-os-ciclos-de-nascer-morrer-e-renascer-trailer/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 20:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[tvcinema]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[documentários]]></category>
		<category><![CDATA[samsara]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14822</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/samsara.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>O filme é do mesmo diretor de &#8220;Baraka&#8221; e &#8220;Chronos&#8220;, que também foi cinematografista e editor de &#8220;Koyaanisqatsi&#8221; (1982), o americano Ron Fricke, e é um documentário com fortes imagens que refletem o ininterrupto ciclo da vida, uma das possíveis traduções do termo &#8220;samsara&#8220;, do sânscrito &#8220;fluir, correr ao redor&#8221;, e muito popular nas escolas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/samsara.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>O filme é do mesmo diretor de &#8220;<strong>Baraka</strong>&#8221; e &#8220;<strong>Chronos</strong>&#8220;, que também foi cinematografista e editor de &#8220;<strong>Koyaanisqatsi</strong>&#8221; (1982), o americano <strong>Ron Fricke</strong>, e é um documentário com fortes imagens que refletem o <em>ininterrupto ciclo da vida</em>, uma das possíveis traduções do termo &#8220;<strong>samsara</strong>&#8220;, do sânscrito &#8220;fluir, correr ao redor&#8221;, e muito popular nas escolas de sabedoria do Yoga e do Budismo. Considerado um especialista em <em>time-lapse</em>, método de gravação de imagens que produz um efeito de &#8220;aceleração&#8221; do tempo na reprodução, Ron Fricke viajou <strong>25 países</strong> de <strong>5 continentes</strong> para captar o que <a href="http://www.imdb.com/title/tt0770802/">está sendo descrito</a> como &#8220;<strong>um dos filmes mais visualmente deslumbrantes da história do cinema</strong>&#8220;.</p>
<p>Veja o trailer (1min) de &#8220;<strong><a href="http://barakasamsara.com/samsara/about">Samsara</a></strong>&#8220;:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/40974947?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=da9315" width="579" height="234" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<blockquote><p>&#8220;Samsara se apresenta como uma meditação guiada não-verbal que trasformará os espectadores em todos os países do mundo conforme eles são carregados através da jornada da alma. Com poderosas imagens fotografadas cuidadosamente em 70mm e uma trilha sonora dinâmica, o filme ilumina as conexões entre a humanidade e o resto da natureza, mostrando como nossos ciclos de vida espelham o ritmo do planeta&#8221;.<br />
~ <strong>Samsara</strong>
</p></blockquote>
<p>O filme teve uma pré-estréia no <strong>Toronto International Film Festival</strong> do ano passado (11/09/11) e tem estréia prevista para agosto deste ano nos Estados Unidos (sem data para o Brasil).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/04/26/documentario-samsara-e-meditacao-guiada-entre-os-ciclos-de-nascer-morrer-e-renascer-trailer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Falamos de amor e de sermos todos um, mas continuamos produzindo medo, por Adyashanti [VÍDEO]</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/04/25/falamos-de-amor-e-de-sermos-todos-um-mas-continuamos-produzindo-medo-por-adyashanti-video/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/04/25/falamos-de-amor-e-de-sermos-todos-um-mas-continuamos-produzindo-medo-por-adyashanti-video/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 20:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[Adyashanti]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>
		<category><![CDATA[zen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14811</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/adyashanti_shift.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>Nessa rica entrevista de 24min, a íntegra que ele concedeu ao Projeto Global Oneness, o &#8220;ex&#8221;-monge Zen, autor e professor espiritual Adyashanti descreve como as concepções iludidas que os seres humanos ainda mantém sobre si mesmos são o que essencialmente produzem esse momento de crise, e onde se faz necessário o auto-conhecimento e o abandono [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/adyashanti_shift.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>Nessa rica entrevista de <strong>24min</strong>, a <a href="http://www.globalonenessproject.org/videos/adyashanticomplete" target="_blank">íntegra</a> que ele concedeu ao Projeto <strong>Global Oneness</strong>, o &#8220;ex&#8221;-monge Zen, autor e professor espiritual <strong>Adyashanti</strong> descreve como as concepções iludidas que os seres humanos ainda mantém sobre si mesmos são o que essencialmente produzem esse momento de <strong>crise</strong>, e onde se faz necessário o auto-conhecimento e o abandono de nossas falsas identidades por um paradigma mais universal e unificado da existência. Autor de &#8220;<strong>The End of Your World</strong>&#8221; e &#8220;<strong>Falling Into Grace</strong>&#8220;, Adyashanti confronta conceitos considerados espirituais e &#8220;cobra&#8221; uma verdadeira vivência deles, ao invés de apenas idéias que continuam a produzir medo e separação. &#8220;A idéia de que somos todos um é uma ótima idéia, não é? &#8216;Somos todos um&#8217;, &#8220;Somos todos um espírito&#8217;&#8230; e então dizemos &#8216;Estamos nos destruindo, temos que fazer alguma coisa!&#8217;&#8230; <strong>Você pode sentir o medo. Na idéia da unidade.</strong> Mas a experiência da unidade é sentir, perceber&#8230; a ausência do medo&#8221;, diz Adyashanti num dos trechos. &#8220;<strong>Falamos sobre o amor, mas não confiamos muito nele</strong>&#8220;.</p>
<p>O vídeo dessa entrevista é uma das recomendações de conteúdo vencedoras da promoção &#8220;<strong><a href="http://dharmalog.com/amitnobrasil">Amit no Brasil</a></strong>&#8220;, enviada por Tiago Soares, que recebeu um ingresso para o workshop &#8220;<strong>Ativismo Quântico e Criatividade</strong>&#8220;, com o próprio físico indiano <strong>Amit Goswami</strong>, em São Paulo, em maio. A entrevista abaixo é realmente preciosa e, caso você tenha esses 20 minutos em algum momento desta semana, recomendamos muito incluir esse vídeo na sua programação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu vejo essa sensação de um eu separado como essencialmente ilusório, embora seja um estágio natural da evolução. Mas aí eu penso que quando você chega a limiar, como muitas pessoas estão agora, elas experimentam essa separação e descobrem que é inerentemente insatisfatória. Não só para si mesmo, como também para o mundo. E aí você sente aquele impulso, de que existe algo além, e é quando você descobre ese medo aterrador, porque é um tipo de morte. Ir além do eu separado significa a morte de uma identidade. No nível do pensamento isso é bastante abstrato e difícil de explicar, mas quando começa a acontecer e você sente, literalmente, que vai morrer&#8230; você enxerga o vazio do eu separado. Isso soa bem espiritual, mas quando você realmente enxerga, pode ser realmente assustador. &#8216;Meu Deus! A pessoa que eu imaginava ser não está aqui&#8217;. Muitas das pessoas com as quais eu converso têm esse medo da nao-existência. Isso faz parte da ironia de ter que passar pela porta da não-existência para chegar à verdadeira existência, e isso é muito muito assustador. E aí nos distraímos. O mundo que nós criamos é o mundo perfeito para nos distrairmos, com uma quantidade enorme de diversões e trivialidades. E quando você entende isso, geralmente é um tipo de medo profundo, de inicialmente se dar conta de que &#8216;nem mesmo sem que eu sou&#8217;. A maior parte dos seres humanos não sabe quem são&#8221;.<br />
~ <strong>Adyashanti</strong></p></blockquote>
<p>Segue o vídeo integral da entrevista, <strong>legendado</strong> em português:</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/2iR6Am2vNCM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>//////////</p>
<p>Compartilhado por Tiago Soares.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/04/25/falamos-de-amor-e-de-sermos-todos-um-mas-continuamos-produzindo-medo-por-adyashanti-video/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A ascensão da humanidade, por Charles Eisenstein: a crise sistemática é o fim da infância humana na Terra [VÍDEO]</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/04/18/a-ascensao-da-humanidade-por-charles-eisenstein-a-crise-sistematica-e-o-fim-da-infancia-humana-na-terra-video/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/04/18/a-ascensao-da-humanidade-por-charles-eisenstein-a-crise-sistematica-e-o-fim-da-infancia-humana-na-terra-video/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 23:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Eisenstein]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14709</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/charleseisenstein_dharmalog.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>O filósofo e escritor americano Charles Eisenstein (de &#8220;Sacred Economics&#8221; e &#8220;The Ascent of Humanity&#8221;, ainda sem títulos em português) tem uma visão rica, ao mesmo tempo sistêmica e &#8220;pedagógica&#8221;, sobre o que está acontecendo com o globo em suas atuais graves crises econômicas, ecológicas e sócio-políticas, e compara a fase atual da humanidade ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/charleseisenstein_dharmalog.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>O filósofo e escritor americano <strong>Charles Eisenstein</strong> (de &#8220;Sacred Economics&#8221; e &#8220;The Ascent of Humanity&#8221;, ainda sem títulos em português) tem uma visão rica, ao mesmo tempo sistêmica e &#8220;pedagógica&#8221;, sobre o que está acontecendo com o globo em suas atuais graves crises econômicas, ecológicas e sócio-políticas, e compara a fase atual da humanidade ao <strong>fim da infância</strong> do ser humano no planeta. Em paralelo, explica que o conceito de &#8220;<strong>Mãe Terra</strong>&#8221; estaria em transição e abrindo espaço para um conceito de &#8220;<strong>Terra Amada</strong>&#8220;. &#8220;Nós tivemos esse período de crescimento como espécie humana, do qual o sistema de dinheiro que conhecemos faz parte, e então crescemos e crescemos e crescemos, e tomamos e tomamos e tomamos do planeta, <strong>da mesma maneira que uma criança recebe dos pais</strong>; (&#8230;) as crises que estão convergindo em nossa época são a provação da mudança da idade que temos que atravessar para <strong>entrar no estado de idade adulta</strong>&#8220;, argumenta ele, que, embora em tom otimista, aponta que a transição está se dando não por amadurecimento natural, mas por esgotamento da fase atual.</p>
<p>O embasamento de Charles também traz conceitos que ele colocou no livro &#8220;<strong>Sacred Economics</strong>&#8221; e explica brevemente nesse vídeo. Na sua tese, o sistema de dinheiro e baseado em juros teria transformado tudo o que podia em <strong>serviços negociáveis de compra e venda</strong>, e que o limite dessa transformação estaria chegando ao fim. &#8220;E é por isso que a solução que diz &#8216;bem, vamos fazer a economia crescer mais um pouco&#8217; não pode mais funcionar&#8221;, diz ele.</p>
<p>Charles está num dos vídeos do movimento Occupy Wall St, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=BRtc-k6dhgs" target="_blank">The Revolution Is Love</a>&#8221; (em inglês). dirigido por Ian McKenzie, que fala sobre a crise financeira e a mudança de paradigma.</p>
<blockquote><p>&#8220;Você não pode evitar a idéia cujo tempo chegou.&#8221;<br />
~ Movimento <strong>Occupy Wall Street</strong></p></blockquote>
<p>Segue o trecho (10min), traduzido e legendado em português. Para ativar as legendas, clique no box &#8220;Select Language&#8221;, logo abaixo do vídeo (caso o vídeo não apareça, recarregue esta página ou tente <a href="http://www.universalsubtitles.org/en/videos/A6wDII1eR1Be/info/charles-eisenstein-ascent-of-humanity-1-of-5/" target="_blank">este link alternativo</a>).</p>
<p><script type="text/javascript" src="http://s3.amazonaws.com/s3.www.universalsubtitles.org/embed.js">
(
  {"video_url": "http://www.youtube.com/watch?v=IB88JuDA5Uw"}
)
</script></p>
<p>Para ver toda a entrevista de Charles, em inglês: <strong><a href="http://vimeo.com/11769810" target="_blank">aqui</a></strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/04/18/a-ascensao-da-humanidade-por-charles-eisenstein-a-crise-sistematica-e-o-fim-da-infancia-humana-na-terra-video/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A diferença entre experimentar eventos infelizes e ser infeliz, por Gloria Arieira no Eu Maior [VÍDEO]</title>
		<link>http://dharmalog.com/2012/04/12/a-diferenca-entre-experimentar-eventos-infelizes-e-ser-infeliz-por-gloria-arieira-no-eu-maior-video/</link>
		<comments>http://dharmalog.com/2012/04/12/a-diferenca-entre-experimentar-eventos-infelizes-e-ser-infeliz-por-gloria-arieira-no-eu-maior-video/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 21:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nando Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[documentários]]></category>
		<category><![CDATA[Eu Maior]]></category>
		<category><![CDATA[Gloria Arieira]]></category>
		<category><![CDATA[vedanta]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dharmalog.com/?p=14648</guid>
		<description><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/gloriaarieira.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p>Professora de Vedanta e discípula de Swami Dayananda, um dos maiores mestres de Vedanta vivos da Índia, a brasileira Gloria Arieira deu seu depoimento ao documentário &#8220;Eu Maior&#8221; falando sobre o tema central da filosofia que segue: a necessidade de conhecer (ou esclarecer) aquele que tem a experiência e de parar de se identificar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dharmalog.com/aloha/wp-content/themes/TheStyle/timthumb.php?src=http://dharmalog.com/aloha/wp-content/uploads/gloriaarieira.jpg&amp;h=200&amp;w=300&amp;zc=1"/></p><p>Professora de Vedanta e discípula de <strong>Swami Dayananda</strong>, um dos maiores mestres de Vedanta vivos da Índia, a brasileira <strong><a href="http://www.vidyamandir.org.br/gloria.htm" target="_blank">Gloria Arieira</a></strong> deu seu depoimento ao documentário &#8220;<a href="http://www.eumaior.com.br/" target="_blank">Eu Maior</a>&#8221; falando sobre o tema central da filosofia que segue: <strong>a necessidade de conhecer (ou esclarecer) aquele que tem a experiência</strong> e de parar de se identificar com o efêmero. &#8220;Enquanto indivíduo eu me deparo com situações que são agradáveis pra mim e desagradáveis pra mim, mas o que é falso é a identidade <em>aham dukhi</em> (do sânscrito), &#8216;eu sou infeliz&#8217;, isso é uma conclusão errada, é uma conclusão não baseada no eu, mas baseada na experiência, numa experiência que é mutável&#8221;, diz Gloria nesse <strong>vídeo abaixo</strong>, de <strong>4min</strong>, que resume o depoimento no filme.</p>
<p>PS: Alguns dos comentários no YouTube consideraram essa fala um pouco confusa, e se você considerá-la também, ou ao menos parte dela, podemos tentar conversar e esclarecer alguma coisa nos comentários. A identificação errada da qual Gloria fala é realmente um problema essencial e central no caminho do auto-conhecimento, e precisa da reflexão individual de cada um. </p>
<p>Segue o vídeo: </p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/UlNQ5emnOhQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>//////////</p>
<p>Compartilhado por <em>Sobre Budismo</em>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dharmalog.com/2012/04/12/a-diferenca-entre-experimentar-eventos-infelizes-e-ser-infeliz-por-gloria-arieira-no-eu-maior-video/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

<!-- Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: http://www.w3-edge.com/wordpress-plugins/

Page Caching using disk: enhanced

Served from: dharmalog.com @ 2012-05-24 12:10:42 -->
