5 passos para uma “boa morte”: o exemplo do casal Jim e Shirley Modini (e uma palavra do Dalai Lama)

Preparo, coragem e paz para a chegada da morte: a bonita história de desapego e consciência de Jim e Shirley Modini, que deixaram uma longa vida num rancho de 1.700 acres no Condado de Sonoma, na Califórnia (EUA), está suscintamente transmitida nessa palestra de apenas 6 minutos de Judy MacDonald Johnston no TED Talk (vídeo abaixo). Próxima do casal e de sua história, ela foi inspirada e compartilha 5 medidas que podemos tomar para nos preparar para uma boa morte — como diz o título da palestra, “Prepare-se para um bom fim de vida” (Prepare for a Good End of Life). As medidas são importantes, pois dão o sentido de objetividade e preparo a um evento que geralmente é apenas evitado, mas como algumas das medidas necessitam de certa infra-estrutura e maior apoio financeiro (como é mais fácil de acontecer em países como os Estados Unidos), ainda mais importante é o tipo de compreensão, postura e atitude que eles tiveram para tomar essas medidas.

A palestra lembra algumas palavras que o Dalai Lama disse na Introdução de um dos clássicos contemporâneos sobre esse assunto, o “Livro Tibetano do Viver e do Morrer“, de Sogyal Rinpoche (já mencionado aqui anteriormente):

“Tendo a pensar a morte como sendo uma mudança de roupas quando elas estão velhas e usadas, ao invés de um final definitivo. Ainda assim, a morte é imprevisível: não sabemos quando ou como vai acontecer. Por isso é sensato tomar certas precauções antes que ela aconteça de fato. Naturalmente, a maioria de nós gostaria de ter uma morte pacífica, mas também é claro que não podemos esperar morrer pacificamente se nossas vidas forem cheias de violência, ou se nossas mentes tiverem sempre agitadas por emoções como a raiva, o apego ou o medo. Então se desejamos morrer bem, devemos aprender como viver bem: esperando por uma morte pacífica, devemos cultivar paz em nossa mente e em nosso modo de viver”.
~ S.S. XIV Dalai Lama, Tenzin Gyatso, na Introdução de “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer”, de Sogyal Rinpoche

Segue a palestra com legendas em português pela comunidade TED Translators:

//////////

Assuntos desse conteúdo
, , ,
Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog, terapeuta na Hridaya Terapia (São Paulo) e proprietário do Dharma Office.

2 Comentários

  • É um olhar diferente sobre nossa vida.Será interessante planejarmos tudo assim?Acredito, e é um pensamento que sempre me ocorre, que neste momento de nossa morte, será um momento solene de minha alma e o mistério que nos cerca.E, numa linguagem de fé, eu posso dizer, que Deus nesta hora nos assiste, do nosso lado, e nos sustenta na paz do espírito que deve reconhecer este momento grandioso.Se aqui, agora, sou sustentada por uma Força maior, que nos conduz á vida, no momento grandioso da morte, esta Força estará em nós, a nos tomar.Assim como ao nascer não nos é dado admimnistrar, penso que ao morrer, também seremos embalados pelo momento solene!

  • Assim como nosso descanso noturno é necessário para acordamos bem dispostos na manhã seguinte, a morte representa um estado latente durante o qual as energias são recarregadas para o renascimento ou uma nova vida. Segundo o budismo, a vida é eterna. Ela não acaba com a morte.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *