10 coisas que eu (Milton Glaser) aprendi na vida, sobre trabalho, as pessoas e o que importa (+ a piada do coelho)

Inventor do logo “I ? New York“, do famoso poster do Bob Dylan com cabelos encaracolados coloridos e fundador da New York Magazine, aos 83 anos, o designer americano Milton Glaser tem algumas boas palavras sobre que aprendeu na vida – sobre trabalho, sobre as pessoas, sobre dizer a verdade, sobre estilo, sobre ceticismo, sobre emprego, sobre profissionalismo e outras coisas mais. Numa palestra em 2010 em Londres, Glaser citou e elaborou sobre algumas dessas lições, que acabaram sendo transcritas no site da ReVision Arts (2011), além das máximas relacionadas ao trabalho estarem disponíveis no próprio site oficial de Glaser, em miltonglaser.com.

Há preciosas histórias e insights de vida abaixo. Aparentemente algumas estão direcionadas ao campo do design, que é a área de trabalho de Glaser, mas só aparentemente, pois podem ser lidas e transportadas para praticamente qualquer outro campo profissional ou e à vida. O próprio Glaser cita uma frase que considera seu insight preferido sobre o amor, por exemplo. E faz raciocínios importantes sobre certezas absolutas, “estilo” e profissionalismo que, com cuidado, podem ser vistas como lições de postura para tudo na vida, e não somente a profissão.

Além disso, há frases marcantes e, também, uma boa piada sobre o coelho e o açougueiro. Mas, enfim, nada disso importa.

Segue o texto traduzido por este blog.

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Ten Things I Have Learned: Milton Glaser (Part of AIGA Talk in London)
De Milton Glaser

1. VOCÊ SÓ PODE TRABALHAR PARA PESSOAS QUE VOCÊ GOSTA.

Essa é uma regra curiosa e me levou um longo tempo para aprender, porque, na verdade, no início da minha carreira, eu achava o contrário. Profissionalismo exigia que você não precisasse gostar particularmente das pessoas com quem você trabalhava ou no mínimo mantivesse um relacionamento amigável com elas, o que significava que eu nunca almoçaria com um cliente nem o veria socialmente. Então alguns atrás eu percebi que o oposto é que era verdade. Descobri que todo o trabalho que eu tinha feito que era relevante e significativo tinha vindo de um bom relacionamento com um cliente. E não estou falando de profissionalismo, estou falando de afeição. Estou falando sobre um cliente e você compartilhando o mesmo senso comum. Que sua visão de vida seja um pouco congruente com a do cliente, ou então é uma luta amarga e sem sentido.

2. SE VOCÊ TIVER ESCOLHA, NUNCA TENHA UM EMPREGO.

Uma noite eu estava sentado no meu carro fora da Columbia University onde minha esposa Shirley estudava Antropologia. Enquanto eu esperava comecei a ouvir o rádio e o entrevistador perguntou “Agora que você tem 75 anos de idade, você tem algum conselho para nossa audiência sobre como se preparar para a velhice” Uma voz irritada disse “Porque todo mundo está me perguntando sobre velhice ultimamente?”. Reconheci a voz como sendo a de John Cage. Tenho certeza que muitos de vocês sabem que ele foi – o compositor e filósofo que influenciou pessoas como Jasper Johns e Merce Cunningham assim como todo o mundo da música em geral. Eu o conhecia superficialmente e admirava sua contribuição para nossos tempos. “Sabe, eu sei como se preparar para a velhice”, ele disse. “Nunca tenha um emprego, porque se você tem um emprego um dia vão tirá-lo de você e você estará despreparado para a velhice. Para mim, é sempre a mesma tarefa desde que eu tinha 12 anos. Acordo de manhã e tenta pensar em como vou colocar o pão na mesa hoje? É o mesmo aos 75, acordo toda manhã e penso como eu vou colocar o pão na mesa hoje. Estou muito bem preparado para a velhice”, ele disse.

3. ALGUMAS PESSOAS SÃO TÓXICAS. EVITE-AS.

Essa é um subtexto da número um. Nos Anos 60 tinha um homem chamado Fritz Perls que era um gestalt terapeuta. A gestalt terapia deriva da história da arte, propõe que você deve entender o “todo” antes de pode entender os detalhes. O que você tem que olhar é a cultura inteira, a família inteira e a comunidade e assim por diante. Perls propunha que em todas as relações as pessoas poderiam ser tóxicas ou nutritivas umas às outras. Não é necessariamente verdade que a mesma pessoa será tóxica ou nutritiva em todo relacionamento, mas a combinação de quaisquer duas pessoas em uma relação produz consequências tóxicas ou nutritivas. E o importante que posso lhe dizer que é há um teste para determinar se alguém é tóxico ou nutritivo no seu relacionamento com elas. Eis o teste: passe algum tempo com essa pessoa, ou beba algo ou saia pra jantar ou vá a um jogo de futebol. Não importa o que, mas no final daquele tempo observe se você está mais ou menos energizado. Se você está mais cansado ou elétrico. Se você está mais cansado, então você foi intoxicado. Se você tem mais energia, você foi nutrido. O teste é quase infalível e sugiro que você o use pro resto da vida.

4. PROFISSIONALISMO NÃO É SUFICIENTE ou O BOM É INIMIGO DO ÓTIMO.

No início da minha carreira eu queria ser um profissional, era minha aspiração total na minha vida porque os profissionais pareciam saber tudo – e ainda eram pagos pra isso. Depois de trabalhar algum tempo descobri que o profissionalismo era uma limitação nele mesmo. Afinal, o que o profissionalismo significa na maioria dos casos é uma diminuição de riscos. Então se você quer consertar seu carro você vai ao mecânico que sabe como lidar com os problemas de transmissão sempre da mesma maneira. Suponho que se você precisar de cirurgia do cérebro você não gostaria que o médico desse uma inventada e surgisse com uma nova maneira de conectar seus neurônios. Por favor faça como funcionou no passado. Infelizmente em nosso campo, os ditos criativos – odeio essa palavra porque é tão mal utilizada. Também odeio o fato que e usada como um substantivo. Você pode imaginar chamar alguém de criativo? Enfim, quando você faz uma coisa de maneira repetitiva para diminuir o risco ou faz da mesma manira que você tem feito sempre, fica claro porque o profissionalismo não é suficiente. Afinal, o que é necessário em nossa área, mais do que qualquer outra, é uma transgressão contínua. O profissionalismo não permite isso porque a transgressão tem que englobar a possibilidade de falhar e se você é profissional seu instituto não falha, é só sucesso repetidamente. Por isso o profissionalismo como uma aspiração de vida é um objetivo limitado.

5. MENOS NÃO É NECESSARIAMENTE MAIS.

Como um filho do modernismo tenho ouvido esse mantra toda a minha vida. Menos é mais. Numa manhã logo depois de acordar percebi que isso é uma besteira total, é uma proposição absurda e também insignificante. Mas soa ótimo porque contém dentro de si um paradoxo que resiste à compreensão. Mas simplesmente não acontece se você pensar sobre o visual da história do mundo. Se você olhar um tapete Persa, você não pode dizer que menos é mais porque você percebe que cada parte do tapete, cada mudança de cor, cada troca na forma é absolutamente essencial para o sucesso estético dele.  Você não pode me provar que um tapete sólido azul é superior de alguma maneira. Isso também vale para o trabalho de Gaudi, as miniaturas Persas, a art nouveau e tudo mais. Entretanto, tenho uma alternativa para a proposição que acredito ser mais apropriada. “O suficiente é mais”.

6. O ESTILO NÃO DEVE SER CONFIÁVEL.

Acho que essa idéia me ocorreu pela primeira vez quando eu estava olhando uma maravilhosa gravura de um touro de Picasso. Era uma ilustração de uma história de Balzac chamada The Hidden Masterpiece. Tenho certeza que todos vocês conhecem. É um touro que é expressado em 12 línguas diferentes desde uma versão muito naturalística até uma abstração absolutamente reducionista de uma linha, e tudo no caminho. O que fica claro só de olhar a essa gravura simples é que o estilo é irrelevante. Em cada um desses casos, da extrema abstração até o agudo naturalismo, eles são extraordinários independente do estilo. É absurdo ser leal a um estilo. Não merece sua lealdade. Devo dizer que para velhos profissionais de design isso é um problema porque o campo é dirigido por considerações econômicas mais do qualquer outra coisa. Mudança de estilo é geralmente conectada a fatores econômicos, como todos vocês que leram Marx sabem. Também o cansaço ocorre quando as pessoas vêem demais as mesmas coisas. Por isso a cada dez anos há uma mudança estilística e as coisas passam a ser feitas para parecerem diferentes. As tipografias entram e saem de moda e o sistema visual muda um pouquinho. Se você vive como designer há um bom tempo, você tem um problema essencial sobre o que fazer. Digo, afinal, você desenvolveu um vocabulário, uma forma que é só sua. É uma das coisas que lhe distinguem dos seus colegas, e estabelecem sua identidade no campo. Como você mantem seu sistema de crenças e suas preferências se torna um ato de real equilíbrio. A questão se você persegue a mudança ou mantém sua forma distinta se torna uma dificuldade. Temos visto o trabalho de ilustres praticantes que subitamente se tornam velhos ou, mais precisamente, começam a pertencer a um momento no tempo. E há tristes hitórias como aquela de Cassandre, o maior designer gráfico do Século XX, que não podia sobreviver no final da sua vida e cometeu suicídio. Mas o ponto é que ninguém que está nisso pra vida inteira precisa decidir como responder à mudança na época. O que é que as pessoas esperam agora que não queriam antes? E como responder a este desejo de uma maneira que não mude seu senso de integridade e propósito.

7. COMO VOCÊ VIVE MUDA SEU CÉREBRO.

O cérebro é o orgão mais responsivo do corpo. Na verdade é o órgão que é mais suscetível à mudança e regeneração de todos os órgãos do corpo. Tenho um amigo chamado Gerald Edelman que foi um grande professor de estudos do cérebro e ele disse que a analogia do cérebro como um computador é patética. O cérebro é na verdade mais como um jardim coberto que está constantemente crescendo e atirando sementes, regenerado e assim por dia. E ele acredita que o cérebro é suscetível, de um maneira que ainda não estamos conscientes, a quase todas as experiências de nossa vida e a todos os encontros que temos. Eu fiquei fascinado por uma matéria de uma jornal de anos atrás sobre a busca do ouvido absoluto. Um grupo de cientistas decidiu que descobriria porque algumas pessoas tinha ouvido absoluto. Você sabe que algumas pessoas ouvem uma nota precisamente e são capazes de replicá-la exatamente no mesmo tom. Algumas pessoas tem ouvido relativo; o ouvido absoluto é raro mesmo entre músicos. Os cientistas descobriram – não sei como – que entre as pessoas com ouvido absoluto o cérebro era diferente. Alguns lobos do cérebro tinham passado por alguma mudança ou deformação que se repetia entre as pessoas que tinham ouvido absoluto. Isso já seria interessante o suficiente por si só. Mas então eles descobriram algo ainda mais fascinante.  Se você pegar um grupo de crianças e ensiná-las a tocar violino aos 4 ou 5 anos, depois de alguns anos alguns deles desenvolvem ouvido absoluto, e em todos os casos as estruturas dos cérebros delas sofreu uma mudança. Bem, o que isso poderia significar para o resto de nós? Tendemos a acreditar que a mente afeta o corpo e que o corpo afeta a mente, mas não acreditamos que tudo que fazemos afeta o cérebro. Estou convencido que se alguém gritar comigo no meio da rua meu cérebro poderia ser afetado e minha vida poderia mudar. Por isso é que sua mãe sempre dizia, “Não ande com aqueles garotos ruins”. Mamãe estava certa. Os pensamentos mudam nossa vida e nosso comportamento. Acredita-se também que o desenho funciona da mesma maneira. Sou um grande defensor do desenho, não para se tornar ilustrador, mas porque acredito que desenhar muda o cérebro da mesma maneira que a busca por criar a nota certa muda o cérebro de um violinista. Desenhar também lhe torna mais atento. Faz prestar atenção ao que você está olhando, o que não é fácil.

8. DÚVIDA É MELHOR QUE CERTEZA.

Todos falam sobre a confiança de acreditar no que se faz. Lembro uma vez indo para uma aula de yoga onde um professor disse que, espiritualmente falando, se você acreditasse que você tinha atingido a iluminação, você tinha apenas chegado meramente à sua limitação. Acho que isso também é verdade num sentido prático. Crenças profundamente arraigadas de qualquer tipo lhe impedem de ser aberto à experiência, e é por isso que acho que todas as posições ideológicas firmemente mantidas são questionáveis. Fico nervoso quando alguém acredita muito profundamente ou muito prolongadamente. Penso que ser cético e que questionar todas as crenças profundas é essencial. Claro que você deve saber a diferença entre ceticismo e o cinismo, porque o cinismo é uma restrição à abertura ao mundo assim como a crença apaixonada é. São como gêmeos. E então, de uma maneira bem prática, resolver qualquer problema é mais importante que estar certo. Há um senso significativo de superioridade nos mundos da arte e do design. Talvez comece na escola. As escolas de arte começam com o modelo Ayn Rand de uma simples personalidade resistindo  às idéias da cultura ao redor. A teoria da avant garde é que como indivíduo você pode transformar o mundo, o que é verdade até um ponto. Um dos sinais de um ego ferido é a certeza absoluta. As escolas encorajam a idéia de não comprometer ou defender seu trabalho a todo custo. Bem, a questão geralmente é sobre a natureza do compromisso. A perseguição cega do seus próprios fins exclui a possibilidade dos outros poderem estar certos e não permite o fato de quem em design estamos sempre lidando com uma tríade — o cliente, a audiência e você. Idealmente, fazer todos venceram através de atitudes de acomodação é o desejável. Mas a superioridade geralmente é a inimiga. A superioridade e o narcisismo geralmente vem de algum tipo de trauma infantil, o que não temos que nos aprofundar. É um tema geralmente difícil nas relações humanas. Alguns anos atrás li uma coisa marcante sobre o amor, que também se aplica à natureza de co-existir com os outros. É uma frase de Iris Murdoch no obituário dela. Dizia “O amor é a percepção extremamente difícil que algo além de si mesmo é real”. Não é fantástico! O melhor insight sobre o amor que alguém pode imaginar.

9. SOBRE ENVELHECER.

Ano passado alguém me deu um livro charmoso de aniversário de Roger Rosenblatt chamado “Envelhecendo Graciosamente”. Não gostei do título na época, mas contém uma série de regras para envelhecer graciosamente. A primeira regra é a melhor.  A regra número 1 é que “não importa”. Não importa o que você pensa. Siga essa regra e ela vai acrescentar décadas à sua vida. Não importa se você está atrasado ou adiantado, se você está aqui ou lá, se você disso isso ou não disse, se você é esperto ou se você foi estúpido. Se você tem um dia com cabelo ruim ou não ou se seu chefe te olhou vesgo ou se seu namorado ou namorada olhou vesgo, se você é vesgo. Se você não conseguir aquela promoção ou prêmio ou casa ou se você conseguir – não importa. Finalmente sabedoria. Então ouvi uma piada maravilhosa que parecia relacionada com a regra número 10. Um açougueiro estava abrindo sua loja numa manhã e conforme ele abria um coelho botou sua cabeça na porta. O açougueiro olhou surpreso quando o coelho perguntou “Tem repolho?”  O açougueiro disse “Isso é um mercado de carne – vendemos carne, não legumes”. O coelho se mandou. No dia seguinte o açougueiro estava abrindo a loja e logo veio o coelho, botou sua cabeça e disse “Tem repolho?”. O açougueiro se irritou e disse “Olha aqui seu pequeno roedor, já falei ontem que vendemos carne, não vendemos legumes, e a próxima vez que você vier aqui eu vou pegar você pela goela e vou cortar suas orelhas”. O coelho desapareceu rapidamente e nada aconteceu por uma semana. Então numa manhã o coelho botou sua cabeça no canto da loja e disse “Tem pregos?”. O açougueiro disse”. Não”. O coelho disse “Ok. Tem repolho?”.

10. DIGA A VERDADE.

A piada do coelho é relevante porque me ocorre que procurar por repolho num açougue pode ser como procurar por ética na área de design. Pode não ser o lugar mais óbvio para procurá-la. É interessante ver que no novo código de ética da AIGA há uma quantidade significativa de informação relevante sobre o comportamento apropriado para clientes e outros designers, mas nenhuma palavra sobre a relação dos designers com o público. Esperamos que um açougueiro nos venda carne comestível e que ele não traia seus colegas. Lembro de ler que durante os anos de Stalin na Rússia que tudo que era etiquetado como vitela era na verdade frango. Não consigo imaginar que tudo que era etiquetado frango era (frango). Podemos aceitar certos tipos de deturpação, como a quantidade de gordura num hamburger mas uma vez que um açougueiro sabidamente nos vende carne enganada, vamos a outro lugar. Como designer, temos menos responsabilidade com nosso público do que um açougueiro? Todos interessados em atuar em nosso campo deve notar que a razão que a licença foi inventada é para proteger o público, não os designers ou clientes. “Não prejudique” é uma advertência a médicos sobre suas relações com seus pacientes, não seus colegas praticantes ou as empresas farmacêuticas. Se somos licenciados, dize a verdade pode ser mais central ao que fazemos.

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Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

10 Comentários

    • Hiii, Maurício,indo no teu viés, vc conhece o programinha abaixo, que facilita a ‘vida’ de quem não tem OA?
      Afinador Auditivo DTM 3.01

      Afine qualquer tipo de guitarra, violão, viola e baixo.

      … Para quem não tem ouvido absoluto para identificar …
      Arte e música
      http://www.softonic.com.br/s/ouvido-absoluto/windows-98SE

      e, eu tinha esse vídeo – para matar as saudades de uma settler (muito + linda que esse, claro, no meu coração e nas fotos, porém surda e/ou teimosa como uma porta) a Tonia:

      Dog Pertect Pitch (cão com ouvido absoluto)
      http://youtu.be/B24fxpwtEIE

      Dos mamíferos, bípedes e implumes, lembro-me do nosso João Gilberto, que tem OA.
      Agora fiz a conexão e entendi tudo. Deve ser um horror tocar com outros músicos… (rs).
      Boa sorte.

    • Perfeito Mauricio. A mudança está no post e o comentário fica de registro.

      O “perfect pitch” pode ser traduzido (e de fato algumas vezes é usado) como “afinação perfeita”, mas a expressão comum é “ouvido absoluto”. Na tradução inicial eu havia ficado de pesquisar se a menção à capacidade de “cantar” (ou seja, reproduzir com a própria voz) a nota faria da “afinação perfeita” uma variação diferente de “ouvido absoluto”, mas de fato não faz. São a mesma coisa, e seja num piano ou com a voz, é ouvido absoluto.

      Obrigado,
      Nando

  • Lindo texto, vou guardar. Só fiquei com uma dúvida sobre a tradução. Mesmo resguardando o nonsense da história do coelho, “nails”, nesse caso, não seria “pregos”, ao invés de “unhas”, já que pregos é alguma coisa que alguém de fato pode vender? Mas já sei a resposta: nao importa. :)

    • Claro! É pregos mesmo, Maria. Ou parece ser, bem mais que unhas. No contexto da piada deveria ser algo nada a ver com o que o açougue pudesse oferecer. Obrigado, já atualizei (esse comentário fica publicado para guardar o registro).

      Um abraço,
      Nando.

    • Só perguntando pra ele, mas acho que quis se referir à derivação do conceito de Gestalt, a psicologia da forma alemã como concebida no início do século passado e sua influência direta inicial na arquitetura, arte e design.

      ABS,
      Nando

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