Possibilianismo: neurocientista David Eagleman cria posição para os que acreditam no ainda não-descoberto [VÍDEO]

Estar aberto a todas as possibilidades, o que poderia ser mais nobre (cientificamente) do que isso? Imagine defender uma tese como a indivisibilidade dos átomos? Ou o que será que as pessoas acreditavam antes de sabermos que a Terra era redonda e girava em torno do Sol? Essas e outras questão estão inclusas no conceito de Possibilianismo (“Possibilianism”), postura científico-filosófica defendida e explicada no vídeo abaixo pelo neuroscientista americano David Eagleman, da Baylor College of Medicine (Texas, EUA), e autor de “Sum: Forty Tales from the Afterlives” (2009) e “Incognito: The Secret Lives of the Brain” (2011). Segundo ela, mesmo que criemos teses e hipóteses, estar aberto ao desconhecido e ao ainda não considerado é a postura mais sensata que um cientista poderia ter, e a que daria mais propulsão para novas descobertas, principalmente no campo da Cosmologia.

“Nossa ignorância sobre o cosmos é grande demais para nos comprometermos com o ateísmo, e também sabemos muito pouco para nos comprometermos com uma religião em particular. Uma terceira postura, o agnosticismo, é geralmente uma defesa desinsteressada em que a pessoa simplesmente questiona se as razões da sua religião tradicional são verdadeiras ou não (vamos dizer, Deus como um homem de barba nos céus). Mas com o Possibilianismo, tenho esperanças de definir uma nova posição – uma que enfatize a exploração do novo, das possibilidades ainda não consideradas. O Possibilianismo é ter confortavelmente múltiplas idéias em mente; e não está interessada em se comprometer com qualquer história em particular”.
~ David Eagleman, em “Stray questions for David Eagleman” @ New York Times Paper Cuts (10/07/2009).

Segue o vídeo original em inglês (22min23seg), ainda sem legendas:

 

UPDATE: A mesma palestra legendada em português, com agradecimento ao João Henrique Bernardes que deu a dica nos comentários:

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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