“Abracem-se milhões de seres!”: a gloriosa nona sinfonia de Beethoven, do poema “Ode à Alegria”, de Schiller [VÍDEO]

O poema “À Alegria” (do alemão An die Freude), escrito pelo filósofo e poeta alemão Friedrich Schiller (1759-1805), foi a base e a inspiração que o compositor alemão Ludwig Van Beethoven (1770-1827) usou para sua própria “Ode à Alegria“, o quarto movimento da 9ª Sinfonia em Ré Menor Op 125, escrita nos últimos anos de sua vida e considerada sua mais gloriosa obra-prima. O trecho usado pelo coral na sinfonia segue abaixo, traduzido para o português via Wikipedia.

Abaixo, trechos do movimento em duas versões, uma dirigida pelo maestro austríaco Herbert Von Karajan, conhecido líder da Orquestra Filarmónica de Berlim e responsável pelo arranjo da música que virou Hino da União Européia, e outra pelo maestro e pianista americano Leonard Bernstein (1918-1990).

Herbert Von Karajan:

Leonard Bernstein:

ODE À ALEGRIA
Por Friedrich Schiller

(Barítono)
Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais agradável
E cheio de alegria!

(Barítonos, quarteto e coro)
Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Teus encantos unem novamente
O que o rigor da moda separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu vôo suave.
A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se conosco!
Sim, também aquele que apenas uma alma,
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos dá beijos e as vinhas
Um amigo provado até a morte;
A volúpia foi concedida ao verme
E o Querubim está diante de Deus!
(Tenor solo e coro)
Alegres, como voam seus sóis
Através da esplêndida abóboda celeste
Sigam irmãos sua rota
Gozosos como o herói para a vitória.
(Coro)
Abracem-se milhões de seres!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos! Sobre a abóboda estrelada
Deve morar o Pai Amado.
Vos prosternais, Multidões?
Mundo, pressentes ao Criador?
Buscais além da abóboda estrelada!
Sobre as estrelas Ele deve morar.

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Jornalista autor do Dharmalog, terapeuta na Hridaya Terapia (São Paulo) e proprietário do Dharma Office.

5 Comentários

  • Dharmalog:
    “A gaveta da alegria
    já está cheia de ficar vazia” Alice Ruiz

    Grata por sua bela contribuição.O meu “eu-lírico” agradece.(*)
    Continuem colaborando.(rs)
    Boa Sorte,Norma

    (*)Ode é uma composição poética que surgiu na Grécia Antiga, e era cantada e acompanhada pela lira, ou simplesmente liricos. Ode, em grego, significa canto.(Wiki)

  • Nando,

    Um obrigado em especial, pela colocação da regência do Maestro L. Bernstein. Ele era a ‘presença'(o “Physique du Rôle” idealizado p/mim), que mesmo no fosso da orquestra parecia estar no centro de um palco italiano.

    “Abracem-se milhões de seres!
    Enviem este beijo para todo o mundo!”

    Gostei muito.
    Grata, Norma

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