“Não somos a audiência passiva”: o discurso de Charlie Kaufman por coragem, vulnerabilidade e honestidade [VÍDEO]

O vídeo abaixo é um trecho editado e produzido de um discurso-choque-de-realidade do roteirista americano Charlie Kaufman (de “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, “Quero Ser John Malkovich”, entre outros), feito em 30 de setembro de 2011 para um teatro lotado num evento do Bafta (British Academy of Film and Television Arts). Mas mais do que isso, é um poderoso e revelador manifesto intimista por um mundo de pessoas que vivem de verdade e estão acordando do meio de um jogo de poder sujo e dominado pelo entretenimento de massa. Já vimos textos parecidos antes, mas não esse de Kaufmann: traçando um retrato de um mundo atual assustador, em que estamos cada vez mais insensibilizados pelo entretenimento de massa, o discurso é um pedido de emancipação, uma reinvidicação de que “não somos uma audiência passiva” e precisamos saber quem somos, e dizer quem somos. Nesses 5min sintetizados pelo diretor Eliot Rausch, o discurso de Kaufman parece vir de um dos movimentos “Occupy”, com um tom mais reflexivo, psicológico e vital.

“Todos queremos vencer, porque estamos solitários e vazios e com medo, e porque somos levados a acreditar que vencer vai mudar tudo isso”.
~ Charlie Kaufman

Para ativar as legendas em português, clique em “Select Language” no quadro cinza logo abaixo do vídeo (caso o vídeo não apareça, recarregue esta página ou tenta este link alternativo).

O original está aqui.

Para ouvir o discurso completo de 70 minutos (apenas em inglês) visite o site da Bafta.

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Compartilhado por Victor Sahate.

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

1 Comentário

  • Nando,

    Grata.
    Ele fala assim:..”o que vc tem a oferecer a vc é você” (SE ESCUTE e veja se o que se está tendo é o que – realmente – deseja).

    Há uma tendência a guardar o ‘melhor’ da gente para o outro (talvez na esperança que o outro nos retribua, ‘dando-nos’ tudo aquilo que negamos a nós mesmos e aí … frustações e cobranças).

    1) “Vc não pode ajeitar isso? Não, tá bom assim! É pra mim mesmo… – Desde das situações mais concretas as mais metafísicas.

    2) “Eu não casaria comigo mesma. Sabe como é…eu me conheço. Amiga, sim. Eu seria minha própria amiga. Sou ótima!”(Como assim?)

    3)Preciso de todo o ‘ruído’ de fora para não ouvir o barulho do silêncio interior…que insiste em falar comigo.

    “Você a você” ao som das manifestações acústicas de um coração foi uma linda recomendação de um belo presente.
    Boa Sorte, Norma

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