Meditação poderia “desligar” estresse no cérebro, diz pesquisadora inglesa à BBC (VÍDEO)

Quão atrativa é a promesa de “desligar o estresse” diretamente onde se pensa que ele está, no cérebro? Não é exatamente uma promessa, mas uma aparente constatação feita numa experiência que a BBC fez com o cidadão inglês Todd German e com a colaboração da pesquisadora Elena Antanova, especialista em estudos sobre o cérebro da universidade londrina King’s College. “Pessoas que meditam seriam capazes de “desligar” as preocupações ou pensamentos negativos”, diz a matéria, intitulada “Técnica pode ‘desligar’ estresse no cérebro” (BBC Brasil).

A experiência a que German foi exposto foi um curso de “atenção plena” para tentar amenizar ou resolver problemas de insônia. German diz ter sentido efeitos positivos, embora não tenha ficado totalmente convencido. Segunda a matéria, a pesquisadora Antanova diz “ser possível mudar a configuração do órgão voluntariamente por meio da meditação, afastando os efeitos danosos do estresse“.

Embora possa ser usada para efeitos magníficos na saúde e para ajudar a combater problemas como o estresse, a meditação tem um potencial muito maior (e talvez mais apropriado) do que se afastar ou “ignorar” propositadamente os fatores que causam desequilíbrios e doenças, como a insônia de Todd German. Manter as circunstâncias psicológicas e físicas degradantes que geram o estresse cronicamente e tentar desligá-lo ao fim do dia, com meditação, pode ser parecido com achar que desligando o alarme de fumaça se resolve um incêndio (*). Auto-conhecimento, paz interior e liberdade de ilusões e apegos são realizações mais saudáveis que a meditação pode contribuir decisivamente, além de mais sustentáveis a longo prazo para condições de desequilíbrio como o estresse. No caso da insônia, pode ajudar num processo de percepção e ação sobre os fatores causadores, colaborando para a recuperação da saúde de maneira mais definitiva e menos paliativa, embora, mesmo que para esse fim, seja benéfico e saudável.

Segue o vídeo:

(*) Essa comparação com o alarme de incêndio está em algum livro que li recentemente mas que não consegui lembrar título e autor. Se alguém identificar, por favor, gostaria de pedir que comente a informação para que eu possa dar o devido crédito. Obrigado!

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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