Deepak Chopra explica o fenômeno da consciência e o erro da medicina de atribuí-la ao cérebro (VIDEO)

Nessa explicação curta mas sensacional, o médico indiano e autor espiritual de sucesso Deepak Chopra (Cura Quântica, Como Conhecer Deus) diz que, ao contrário do que acredita a medicina, a biologia e a ciência em geral, a consciência “não é secretada pelo cérebro” como outros órgãos fazem com seus subprodutos, como a vesícula e a bile, mas é ela de fato a criadora. “Presumivelmente, meu cérebro, que me dá a experiência que você está aí e eu estou aqui, é na verdade eu artefato de percepção, composto 90% de água, 6 ou 7% de minerais e está encapsulado no crânio, e portanto não tem experiência direta do mundo“, diz Chopra neste vídeo (legendado) de 4min24seg para o Institute of Noetic Sciences.

Apesar de assertivo quanto ao equívoco da relação consciência-cérebro, Deepak não se arrisca a ir mais longe. Citando uma engraçada mas verdadeira frase do astrofísico inglês Sir Arthur Eddington (1882-1944), ele diz que a percepção é “algo desconhecido que está fazendo algo que não sabemos“.

Segue o vídeo (já com legendas em português):

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

2 Comentários

  • Very good pick, Shift in Action é uma revista espetacular do Noetic Sciences Institute, que pesquisa exatamente a consciência.
    Agora, como falar com alguns jornalistas de ciência aqui no Brasil, com suas mentes rigorosamente materialistas, Nando, que consideram um video como esse que acabamos de assistir uma imensa bobagem??
    O que vc me sugere?

    • O que alguns jornalistas falam do argumento do Deepak (se falam algo além disso), você sabe, Mirna? Acho que o Deepak tem uma experiência médica que sempre traz exemplos mais contundentes, como o Gotswami vem tentando fazer também, e vários outros.

      O tempo ajuda. Há dois séculos os médicos achavam absurdo que eles pudessem ser a origem de infecções em seus pacientes, até dois sujeitos (Lister e Semmelweis) sugerirem aos cirurgiões lavarem as mãos e usarem fenol, e a mortalidade caiu drasticamente. Hoje é fato e prática obrigatória em TODOS os procedimentos. Se um jornalista fosse entrevistar os médicos especialistas daquela época, provavelmente publicaria algo como “bobagem” também. Porque ele não tem como saber, estaria numa posição de conhecimento inferior, e se ele não pesquisar muito a fundo, fica devendo até pro debate.

      Quando o assunto envolve a consciência, que tem uma realidade experimental, fica mais difícil ainda. Como explicar a um jornalista que um satori não é uma secreção cerebral? Não sei.

      PS: Acho que a gente também tem que fazer o dever de casa, ir em busca de explicações claras e compreensíveis. Quem quiser defender essa posição científica (mais do que usá-la pra sua própria compreensão) tem que saber entender e explicar tanto quanto aceitar. Há, no meio espiritualista, uma defesa muito frágil e boba às vezes desses conceitos, por simples oposição ao materialismo, não creio que isso seja positivo para essas novas idéias serem entendidas e aceitas. O que vc acha, Mirna? Faz sentido?

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