Pesquisa Genome Biology (Newsweek): a percepção da solidão pode ser prejudicial à saúde

A matéria vem do Digg: “Isolamento social altera o sistema imunológico ao nível genético” (“Social Isolation Alters Immune System At Genetic Level“). É o link pruma reportagem da revista Newsweek, “Porque as pessoas solitárias ficam mais frequentemente doentes” (Why lonely people get sick more often), baseado numa pesquisa da UCLA publicada na Genome Biology. Num determinado ponto da matéria, e do estudo, está escrito que o “fato surpreendente é que a percepção de solidão é que dispara as condições de saúde adversas, independente de quanta interação social a pessoa tenha” (“startling fact that it is the perception of loneliness that triggers the adverse health conditions, independent of how much social interaction an individual actually has”). É importante notar, sr. Richard Dawkins (sic), que não importa a realidade exterior, importa a matriz mental (mental?) que comanda a realidade exterior. E por realidade exterior, digo o próprio corpo humano – e não apenas o ambiente, as pessoas, o mundo. O parênteses serve para chamar a atenção para um detalhe: a mente teoricamente comanda esse sistema, mas não comanda o todo nem controla tudo ao seu próprio sabor – a pergunta é: porque ela não faz a percepção de solidão ser uma coisa positiva ao nível genético? Porque ela gera a doença? É ela que gera a doença?

Aí vamos encontrar a pista de uma matriz “anterior”, ou mais profunda. Ou mais essencial.

A matéria vai além, e um médico aponta como tudo, no fim, é causado por um problema de “visão de mundo”, que altera diretamente o seu comportamento nele:

“Chronically lonely people have a subjective theory of the world that says that people can’t be trusted,” says Steven Cole, assistant professor at the UCLA School of Medicine and the study’s lead author. “It’s not that they’re hostile; they just perceive the world as somewhat more threatening.”

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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