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Amigos jardineiros, mundo pomar
O pós-sessão teve algumas milhares de reflexões. Roupas, sabonetes, granolas, gasolina, ego, escolhas, remédios, dor-de-cabeça, saúde, satisfação, missão, imunidade, fraternidade, ser humano. Dauro Veras e seu trabalho no Observatório, fiscalizando patologias de grandes corporações (trabalho escravo, ameaças à saúde), Giorgia Sena denunciando a Nestlé, a indústria da carne. Mahatma Gandhi e seu ensinamento do amuleto, onde ele nos diz para sempre nos lembrarmos de uma criança faminta quando formos tomar uma decisão importante ou adquirir algum bem, e refletir sobre as consequências para ela.
Ainda semana passada fiz um quiz político num site e uma das perguntas indagava se eu achava que o mundo seria melhor sem grandes corporações, e essa questão tem tudo a ver com O Jardineiro Fiel. Não é uma pergunta fácil. Parece um tanto inútil, já que elas não vão desaparecer por algum fenômeno natural (ou vão?). O fato é que ao mesmo tempo em que devemos muito de grande evolução das últimas décadas a gigantes, principalmente na área da tecnologia (comunicação, transporte e medicina), sabemos que muitos deles são sócios majoritários dos nossos piores males, como a destruição global, a indústria da mentira (aka propaganda) e a insalubridade humana e social. Qual é a cura? Qual a causa real dessa doença? Dá para aguardar os efeitos da ação individual? Como a minoria que se importa pode ganhar uma votação num congresso regulado pela maioria, e às vezes numa questão sem quórum? Isso é um problema do capitalismo? Da democracia? Do liberalismo?

é… a democracia, por si só, não adianta… sempre vai haver a minoria. e como a minoria vai ter voz num sistema (puramente) democrático?