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A armação & os cidadãos de bem (by PAS)
(…) ou alguém ainda crê em mitos sobre neutralidade, imparcialidade e pluralismo do jornalismo, quando vê na banca a capa da “veja” desta semana, que ataca frontalmente a hipótese de o brasil passar a proibir a comercialização de armas de fogo em seu território? independentemente da convicção que cada um de nós vier a formar sobre esse referendo, é bom notar que a “veja” já formou a dela, peremptória. e parece querer com volúpia que seu milhão de leitores a compre também, instantaneamente. e, o mais importante de tudo: está armada até os dentes para defender o direito dos brasileiros “de bem”, dos brasileiros “honestos”, de continuarem armados até os dentes. mas aí eu pergunto: por que diabos brasileiros “honestos”, “do bem”, precisariam ou quereriam ter armas de fogo em casa? será que a proibição do comércio de armas incomoda porque afeta os cidadãos “do bem”? ou porque transferiria um punhado de cidadãos “do bem” para o o rol “maldito” dos brasileiros “do mal”?
~ Pedro Alexandre Sanches, jornalista (Carta Capital)
Como esse assunto é difícil pra mim. A Globo quer tanto, tanto o desarmamento… que eu até fico desconfiada. Tu sabes, eu sou pacifista… não gosto de gente armada. Preferia morrer a ter de matar alguém. Mas fico pensando nas razões ideológicas que podem estar por detrás disso tudo…
Então pensa, Gixx. Mas pensa logo e pensa direito, pq só faltam 19 dias. ;)
Tás em guerra com a Globo, te desapega disso, cruzes. Nem pareces budista! A Globo tem suas ruindades, mas sai dessa, tás precisando de um floral! Se a Globo for a favor da paz tu vais virar uma terrorista? Om mani padme hum!
Eu não tem jeito, sou um cara perdido. Tenho um Gandhi na minha mesa de trabalho. Somos totalmente da paz.
Peace&Love,
n
Maninhos, tenho horror à revista Veja, mas prefiro uma posição assumida às claras que uma hipócrita neutralidade. Acho que todos os veículos de mídia deviam abrir o jogo com os leitores e dizem em que acreditam, que candidatos apóiam etc. Em tempo: sou pela vida. SIM ao desarmamento!
Concordo, Dauro. Mas, como diz o PAS, “o que tem uma coisa a ver com a outra?”. Assumir uma posição no editorial não exclui a produção de reportagens isentas, produzida por uma redação e procura estritamente os fatos, as informações corretas (e não uma cacetada de estatísticas erradas, antigas, grafadas de maneira manipulada). O New York Times assumiu sua posição pró-John Kerry num editorial a uma semana da eleição, mas não foi um panfleto anti-Bush nesse tempo todo.
Neutralidade não existe, concordo. Existe um esforço por ela, uma dedicação à informação em detrimento à manipulação. A Veja fez o contrário disso. Fez propaganda.
PS: Sugiro ler o Alberto Dines no OBservatório sobre essa edição.
o que a Veja faz não é simplesmente uma posição assumida às claras, é uma opinião disfarçada de apuração dos fatos…
ah, off-topic -> quando acesso obarquinho.com dá uma mensagem assim (não é a primeira vez): “SpyKids Ownz Your site … spykids.br[at]gmail.com” o que é isso?
Eu acho que muita gente vai estar confusa nesse referendo, dizendo NÃO quando queria dizer SIM e vice versa. A gente vai estar opinando sobre a fabricação e comercialização de armas e não sobre o desarmamento.A confusão está no ar…
Concordo contigo, Nando, a Veja extrapolou. Aquela capa é propaganda e não editorial.
Aqui no meu pedaço nosso voto é de consciencia – é para sempre contra as armas.
beijo