Uma Cidade, um Estado e um País chamado Terra: pelo anti-nacionalismo por um “nacionalismo terráqueo”

Fronteira é uma porcaria. Eu acho fronteira um atraso de vida geopsicológico gigantesco. Vendo “meu Estado” no GoogleMaps, sem divisão política, me causa uma alegria transcendental. Tudo junto num verde só, Rio Grande, Santa Catarina, Paraná, São Paulo…, e “lá do outro lado” também, Paraguai, Argentina, Chile… A gente tá acostumado a ver sempre com as fronteirinhas inocentes ali, e se esquece que somos todos os habitantes de uma única cidade, de um único Estado, de um único país chamado planeta Terra (é bonito assim, naturalmente). Eu gosto muito do Brasil, defendo essa cultura contra imperialismos empobrecedores e admiro tudo que é único desta região do globo, mas daí a ser nacionalista, tô fora. Legal essa de amar o seu país, mas porque o amor deve parar na fronteira, né – já disse alguém famoso que não lembro o nome. Federativamente essas fronteiras podem até continuar existindo, mas psicologicamente elas vão acabar, têm que acabar. Em algumas cabeças, já acabou. Em outras, por sorte, e rezo que em toda nova geração, nem comecem.

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Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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