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Mesa redonda comigo mesmo (participe)

Giro solitário comentarístico futebolístico (atenção crianças: não sigam essa nomenclatura) do final-de-semana:

(1) O Robinho não jogou nada no domingo, mas a contratação dele pelo Real Madrid é o fim de uma era, oficialmente. Quando ele apareceu no Santos, do lado do Diego, muita gente se apressou em dizer que era fogo de palha, sabe essas pessoas que querem se antecipar e saber de tudo, céticos super-inteligentes, pessoas com “conhecimento”? Pois então, muitos deles disseram que Robinho era um guri muito pequeno, peladeiro, que não ia repetir suas boas jogadas, blábláblá. Erraram. Feio. Qual a utilidade da detonação, né. Quando o Robinho deu aquele pedalada histórica no Rogério e mandou todos aqueles azaradores sabichões pra casa, estava encerrada ali a carreira de mais uma “raça” horrorosa. Vou anotar o nome dessas criaturas, pra ajudar você, Joãozinho, a não ter mais pragas na sua lavoura. Mandou ver, Robinho, ¡buena suerte en España!!

(2) “Futebol é uma coisa irrelevante“, como diria Diogo Mainardi. Com essa organização e a essa imprensa, realmente é difícil discordar. Reforma urgente já. Sempre que assisto um jogo penso nisso. Primeiro, há muitas faltas durante um jogo, devíamos seguir exemplos como o da NBA e limitar as faltas, individual e coletivamente. O que é que custa? Minha sugestão: três faltas vai pra rua, 15 faltas coletivas é pênalti. E a imprensa tem que aprender a fazer estatística, a fazer reportagem, a contratar comentarista sério (alô Assaf) e parar de entrevistar jogador toda hora e de fazer animações gráficas na tela. Isso é cronicamente emburrecedor. Talento a gente tem, pq inventamos o spray de faltas e esses dias vi a Record usando um ticker de texto (estilo aqueles da CNN) para passar informações dos outros jogos além dos gols (lances, substituições, etc). Quem sabe tem jeito.

(3) Mengão com Souza, Leonardo Moura e Jean é tudo de bom, heim. Habemos raça e habemos goles! Bamos, bamos!