Cada vez que uma pessoal fala mal de alguém

Da Marina: “No almoço, B. falou uma coisa certa: cada vez que uma pessoa fala mal de alguém na verdade está falando bem de si própria.” Ou pelo menos tentando.

Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

10 Comentários

  • Minha mãe sempre costuma falar isso também. Concordo até certo ponto. O lance é que ficar falando mal dos outros é um desperdício de tempo e energia. Tantas outras coisas mais importantes neste mundo pra se fazer.
    O último lugar que eu trabalhei não deu certo por causa disso. 7 mulheres fofocando uma da outra. Que ambiente negativo!! Quase enlouqueci!

  • Nando querido, esse meu comentário gerou uma certa confusão pq algumas pessoas entenderam como sendo a crítica a um defeito que vc tem e vê espehado no outro blábláblá. O que eu quis dizer foi que, quando vc diz por exemplo “Ele é um tremendo mau-caráter” ou “Ela é uma promíscua” etc, vc na verdade está dizendo “Eu não sou”. Vc está se auto-elogiando. Foi isso que eu quis dizer.
    Muitos beijos pra você, Ma

  • Marina, eu sei que foi EXATAMENTE isso. Pq é exatamente isso que acontece. Quando vc tem um senso interno de *absolute fullfilment* (digamos assim), nao é necessario criticar ninguem, e vc nao sente qualquer anseio de faze-lo – mesmo qdo vc sabe que algo está “errado”. É o que um sujeito chamado “Moreno” define como “loveback”. Mas enfim, taí, quem tem ouvidos que ouça, como diria aquele rapaz de Jerusalém.

  • Pequeno comentário sobre o publicado na revista veja de 25/05/05, “Deus está nu” do filósofo Michel Onfray.

    A história nos mostra o contrário!

    Reconheço que as colocações do filósofo Michel Onfray, são bem estruturadas e ricas em argumentação, valendo muitas vezes das falhas contidas nos textos sagrados “escritos há centenas de anos”. Só que a história nos mostra que o homem é um ser eminentemente religioso, e esse sentimento manifesta-se desde a mais longínqua antiguidade. A necessidade de enterrar os seus mortos e de construir proteções especiais, colocando objetos em cima de suas sepulturas ou em volta, a queima dos cadáveres, pressupõem a existência de ritos, tudo isso está presente desde a pré-história e amplamente conhecidas pelos historiadores e pesquisadores. Ao ser perguntado: “O senhor acha que um dia o mundo será predominantemente ateu!” Responde: “Não. A fraqueza, o medo, a angústia diante da morte, que são as fontes de todas as crenças religiosas, nunca abandonarão os homens.” Ele acaba afirmando que caso o homem não seja ateu, ele nunca será livre realmente. Concordo com ele até certo ponto, apesar de não ter conhecimento de toda sua obra. Todavia, recomendo cautela aos leitores, para não serem radicais, aceitando como única verdade.

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