“Perdoai as nossas ofensas”

O novo Papa BEnedito 16 nem tinha feito o primeiro discurso e nosso principais “comentaristas jornalísticos” já pareciam especialistas na infância do alemão desde criancinhas. Pressa de julgar, de serem “os esclarecidos”. A informação acaba por desinformação. Um dos comentários mais apropriados que li foi uma análise do mérito desse julgamento, feito pelo Cesar Valente, sobre julgar aos 78 o que o sujeito fez quando tinha 17. Do blog dele:

Grande discussão em todas as rodas envolvendo o “eu sei o que você fez na juventude, Papa Ratzi”. Discordo um pouco de quem acha que a gente é uma única pessoa a vida inteira. Acho que somos muitos, vários, diversos. Pode ser que, aos 50, tenhamos alguma semelhança conosco mesmo aos 17, mas somos outra pessoa. A gente muda. Por isso, se fosse perder tempo com isso, iria prefirir avaliar o Papa Ratzi pelo que tenha sido, feito e dito nas últimas décadas. O que não é pouco.

Escrito por

Jornalista autor do Dharmalog e terapeuta na Hridaya Terapia, em São Paulo.

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