Há a cidade maravilhosa
e o imenso prazer do cinefilia:
uma fotografia gloriosa.
É a essência da exuberância
querendo ser transcendecência.
É o Rio: Vossa Excelência!
É o cinema, nossa ressonância.
Mas há também
a vivência de liberdade.
Instantes e dias de sublime verdade.
Liberdade de toda referência
ao passado que até então carregava.
Liberdade do que atrapalhava
mas também do que não cansava.
Liberdade até mesmo do que se adorava.
Realidade do não-compromisso:
o reino do insubmisso.
Descolado do dia-a-dia,
minha alma descansa, finalmente,
no infinito mar da freedomania.
Silencioso.
Melodioso.
Misterioso.

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Liberdade, liberdade


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