Festival do Rio BR 2002 (2)
11 de Setembro é fantástico. São 11 curtas de 11 grandes diretores, destaques impressionantes para as peças de Alejandro Gonzales, Sean Penn, Amos Gitai, Ken Loach e Claude LeLouch.
+ Alejandro Gonzáles (México): o de maior impacto sonoro e cinematográfico, usa a potência do som intercalado com grandes intervalos de tela preta com as imagens das pessoas se jogando do WTC. Taquicardia total, imprescindível de ser visto numa sala de cinema, chocante. Pra mim talvez ainda mais tenebroso pq eu fico apavorado com as imagens das pessoas se atirando, fico nervoso só de escrever.
+ Sean Penn (EUA): visão sutil, poética, auto-crítica e ultra-realista de um diretor americano, excepcional cinematografia com os faixos de luz, sombra e as flores, a visão sublime de fim de uma ilusão.
+ Amos Gitai (Israel): a inutilidade e futilidade e superficialidade da mídia na confusão e falta de discernimento em um único plano-sequência monstruoso e magistral durante um atentado em Jerusalém.
+ Ken Loach (Inglaterra): o drama de Salvador Allende (com Pinochet e Kissinger de pano de fundo) e a morte de 30.000 chilenos em uma “triste simbiose” anit-esquecimento com a tragédia americana através de uma carta honesta.
+ Claude LeLouch (França): uma montagem muito bem roteirizada e editada jogando som, silêncio e imagens da tevê no desentendimento entre um guia turístico de Nova York que namora uma garota surda no dia do atentado; intenso, aflitivo e bonito.

Comments are closed.


Return to Top

Festival 2: 11 de Setembro

_TOP POSTS DO DHARMALOG
/////// DE 2001 até hoje