Sansão localiza e transcreve texto inspirador de Fausto Wolff n’O Pasquim 21, sobre o destino de três trilhões de dólares dado pelo governo norte-americano. O texto não é sonhador, é realista, até porque aquele é um dinheiro que veio dos próprios americanos. Eis o trecho:
“Entretanto, desde 1958 até hoje, o governo dos Estados Unidos gastou três trilhões de dólares em armamentos. Três trilhões de dólares são trezentos mil bilhões ou três milhões de milhões. Para matar. Suponhamos, porém, como fez o jornalista Vince Cooperland, que esse dinheiro fosse usado para a vida e não para a morte.
Com um trilhão poderiam construir casas para metade das famílias americanas. Com 15 bilhões poderiam construir dois novos hospitais de 90 milhões cada um nas 16 maiores cidades americanas e hospitais de 60 milhões para cada uma das 100 cidades seguintes e clínicas de 6 milhões de dólares para mil pequenas cidades. Sessenta bilhões de dólares poderiam ser aplicados na pesquisa para cura do câncer e da Aids e 30 bilhões para curar outras doenças menores. Sessenta bilhões poderiam acabar com a poluição nos Grandes Lagos. Com 10 bilhões poderiam despoluir todos os rios do continente. Com 20 bilhões poderiam plantar um bilhão de árvores ao longo das auto-estradas nas cidades e no campo. Com 60 bilhões poderiam construir mil novas universidades. Com 224 bilhões poderiam distribuir bolsas de estudo (6 mil dólares anuais) para 4 milhões de estudantes. Com 30 bilhões poderiam construir 10 mil centros da juventude a 3 milhões cada um. Com 30 bilhões poderiam preservar e aumentar as manadas de búfalo e triplicar as de gado, baixando radicalmente o preço da carne e dos laticínios. Trinta bilhões bastariam para criar 12 oásis no deserto do Saara. Com 150 bilhões poderiam suprir famílias de pequenos fazendeiros da América do Sul e da Ásia com gasolina e tratores.
Ainda assim sobrariam 855 bilhões para comprarem armas.”
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